Dois livros ótimos! – Suspense

Saudade de escrever sobre livros!

Aposto que você já leu aquele famoso clichê: Mulher com algum trauma/problema psicológico + bebidas alcoólicas + observou/viveu um fato que ninguém mais viu e desconfiam da sanidade dela

Assim é o best seller a Garota no Trem e assim desenrolam os livros A Mulher na Janela e a Mulher na Cabine 10 .

downloadAnna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e… espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. “A Mulher Na Janela” é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

A Mulher na Janela, é o primeiro livro do A. J. Finn, publicado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro. A Anna é uma ma psicóloga infantil, bem sucedida, mas devido a um fato, ela desenvolveu agorafobia que é uma condição que à impede de fazer coisas simples, como sair de casa. Ela passa parte do seu tempo em um fórum online sobre essa fobia e assim vamos descobrindo a sua história. A outra metade do seu tempo, a Anna passa bebendo Merlot (huuuuum) e observando a vida alheia, assim conhecemos os Russells que fazem parte da trama central do livro.

A história é narrada pela Anna e faz a gente duvidar de todos os personagens. A situação é extremamente conflitante, fiquei ansiosa para descobrir logo o final, mas antes disso uma revelação ainda mais surpreendente, sério! Esse fato me chocou mais que o final em si. É um livro que desperta emoções, bem escrito e não decepciona!

download (1)A mulher na cabine 10 estabelece de vez Ruth Ware como um dos grandes nomes do suspense contemporâneo. No livro, uma jornalista de turismo tenta se recuperar de um trauma quando é convidada para cobrir a viagem inaugural de um luxuoso navio. Mas, o que parecia a oportunidade perfeita para se esquecer dos recentes acontecimentos acaba se tornando um pesadelo quando, numa noite durante o cruzeiro, ela vê um corpo sendo jogado ao mar da cabine vizinha à sua. E o pior: os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ao seu lado e que a lista de passageiros está completa. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos, Lo Blacklock precisa encarar a possibilidade de que talvez tenha cometido um terrível engano. Ou encontrar qualquer prova de que foi testemunha de um crime e de que há um assassino entre as cabines e salões luxuosos e os passageiros indiferentes do AuroraBoreal.

Laura Blacklock é uma jornalista de turismo que acaba de receber uma excelente oportunidade na carreira, embarcar no Aurora Boreal, um cruzeiro de luxo, com apenas 10 cabines em sua viagem inaugural, acompanhada de outros jornalistas, fotógrafos e pessoas da alta sociedade.

Mas poucos dias antes do embarque, Lo – Laura – acaba sofrendo um assalto no seu apartamento e, com o psicológico totalmente ela começa essa viagem. Tudo corria quase bem, até Lo ser acordada por um barulho na cabine ao lado da sua, como se algo tivesse caído no mar. Assustada, vai para a varanda da sua cabine e avista um corpo no mar, bem como sangue na varanda ao lado.

O livro narrado em primeira pessoa, com uma trama envolvente, fazia tempo que eu eu não me prendia tanto em um livro, apesar do começo parecer arrastado, a história engrena e você, assim como a Lo começa a duvidar de tudo e todos à bordo.

Por se passar no navio, pelas crises de pânico da personagem, achei o livro totalmente claustrofóbico, com um final não tão grandioso quando merecia ser. Mas mesmo assim é um ótimo livro!

Sede 261

Quarta-feira, mas já pode pensar no final de semana, né?

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Sábado de sol eu penso/quero um vinho branco e um algum fruto do mar para acompanhar, se for ostras melhor, e se for em São Paulo, perfeito!

Quem diria que no meio da selva de pedras, no meio de um dos bairros mais badalados da cidade, em uma ruazinha de paralelepípedos estreita e simpática, há um pequeno estabelecimento que oferece tudo isso?

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O Sede 261, fica na Rua Benjamin Égas, 261, em Pinheiros, é um pequeno grande bar de vinhos ou um pequeno espaço para grandes vinhos.  Assim que chegamos já achei o clima ótimo, se você tem algum tipo de preconceito ou acha que vinhos só harmonizam com lugares sofisticados. O Sede 216 vem pra provar que é possível tem um ambiente descontraído e tranquilo, mas com rótulos de altíssima qualidade. Foi um dos lugares que mais gostei de conhecer ultimamente!

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O lugar conta apenas uma mesa coletiva interna e poucas externas, que são bastante disputadas no sábado de sol. O ótimo atendimento é feito pelas proprietárias Daniela Bravin e Cássia Campos, que são sommelières. Logo que chegamos pedimos a carta de vinhos e a Cássia logo explicou: Não temos! Os vinhos mudam periodicamente. Ela nos convidou a entrar para escolher, sempre auxiliando de acordo com o nosso paladar.

Neste dia, havia cerca de 10 rótulos disponíveis, entre brancos, tintos e até mesmo o excêntrico vinho laranja ( feito de uvas brancas, mas vinificado como tinto, com o uso das cascas na fermentação). Escolhemos uma garrafa de um bom branco, mas também há opções em taças que começam em 20 reais, as garrafas começam em cerca de cem reais.

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Sou essa pessoa de verde bem feliz! 🙂

E para comer, adivinhe? Também não tem cardápio, mas há algo ainda melhor! Aos sábados, a partir das 14h, são servidas ostras (29 reais – meia dúzia) com molhos criados pela chef Yukie Kabashima, pedimos metade sem e a outra marmorizada, um misto com hortelã que era maravilhoso! Sábado, vinho e ostras, pra que mais?

 

Bráz Elettrica – Augusta

Pizza é uma ótima opção, em véspera de feriado então!

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Fomos conhecer a Bráz da Augusta, que fica na Rua Antônio Carlos, 328 e foi inaugurada recentemente. Se você já esteve na Bráz pizzaria e amou, mas se assustou com o valor total da conta, a opção mais jovem com pizzas no forno elétrico deve agradar!

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O lugar é bem legal, moderno, descolado, com mesas coletivas e zero frescura! Você entra na fila faz seu pedido e aguarda sua vez.

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As pizzas são individuais, mas em um ótimo tamanho são quatro pedaços bem servidos e o preço médio é de 30 reais, o que eu acho justo, já que as pizzas do mesmo estilo no Eataly custam 50.

Minha escolha foi a Sr. FalcoMolho, linguiça fresca, cebola roxa, alho, manjericão, picles de jalapeño, grana padano

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E a do Léo foi a El. Dorado – Queijo fontina, mozzarella de búfala, alho, grana padano

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Mas a parte mais legal são os chopps, escolhemos uma IPA que custa 16 reais e o atendente falou, querem se servir? Ele demonstrou como funcionava e ficamos MARAVILHADOS! É apenas o jeito mais legal do mundo hahahahaha o chopp é bom, mas como ele é servido é ainda melhor!

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Lembra que falei que é zero frescura? Então, a sugestão da casa é comer com as mãos mesmo! E juro que não faz bagunça e fica ainda melhor.

Eu amei a minha escolha, era um pouco apimentada, bem temperada, massa deliciosa! A do Léo era ótima também! E acho que a Bráz veio para ser uma opção de fast food, muito melhor que MCs e Habibs da vida e com um preço bem próximo, vale a pena fazer essa troca!

Restaurante 1884 e Bodegas CARO

Nossa viagem para Mendoza foi muito, muito especial, foi totalmente planejada para comemorar os 30 anos do meu marido.

Não por acaso, reservei com meses de antecedência (foi a primeira reserva da viagem) um jantar no dia do aniversário dele no restaurante do Francis Mallmann, você não conhece esse excêntrico chef? Recomendo assistir no Netflix o episódio dele na série Chef’s Table, é o terceiro episódio da primeira temporada. A chef Paola Carosella também dedica partes do seu livro, Todas as Sextas ao aprendizado com o chef argentino.

Nós ficamos encantados, admirados e com muita vontade de conhecer mais a cozinha do Francis, por isso, o aniversário do Léo foi tão especial, mas vamos começar pelo começo?

A reserva foi feita pelo e-mail: 1884reservas@francismallmann.com sem nenhum problema, apenas recomendo fazer isso com no mínimo um mês de antecedência. Logo na primeira resposta eles já confirmaram o dia e o horário e também indicaram, antes do jantar, a visita a Bodegas Caro, que fica na mesma propriedade e pode ser agendada da mesma fora, pelo endereço hospitality@bodegascaro.com.ar. A visita ficou para às 18h e o jantar para às 21:30h.

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Só que no dia, chegamos na CARO e houve uma confusão, foi nos falado que não haveria visitas esse horário. Calmamente mostrei meu e-mail com a confirmação e elas me explicaram que neste dia, haveria um jantar harmonizado com noite de tango, por isso não haveria degustação. Então foi proposto fazermos a degustação umas 19h e depois quando o grupo do jantar chegasse faríamos a visita e poderíamos assistir um pouco do tango, eu AMEI essa ideia porque nas três vezes que estivemos na Argentina não nos animamos em assistir nenhum show desta dança, por ser um programa meio pega turista.

Sobre a CARO

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O legal dessa bodega é que ela fica na cidade, do centro até lá dá uns 15 minutos de carro e quando ele entra na rua, você nem acredita porque é uma área totalmente residencial. E o lugar que é lindo, já foi uma estação ferroviária, acreditam?

Mas sabe o mais legal ainda? Em 1999 surgiu a parceria em dois dos maiores nomes do vinho mundial. O CA do nome vem da família Catena, já conhecida neste blog, e o RO da Domaines Barons de Rothschild, produtora do Lafite, um vinho comercializado desde o século XVIII.

A ideia é fazer um vinho da aliança de duas culturas com as uvas: Malbec e Cabernet Sauvignon. A Catena, que está em sua terceira geração de produtores de vinho é responsável pelo conhecimento nos vinhedos de altitude, característicos de Mendoza e com sua marca registrada que é o Malbec.

Já a Rothschild trouxe a experiência de um século de Cabernet Sauvignon. Em 2000 foi a primeira safra da CARO. Desde sua primeira safra tem recebido elogios, consolidando-se como um dos grandes ícones do vinho argentino.

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Degustação

A CARO produz apenas três vinhos: O Caro, O Amancaya (que lá é vendido como Petit Caro) e o Aruma.

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O “melhor” – porque isso é bem relativo – vinho da casa é o Caro, um maravilhoso corte de Cabernet Sauvignon (70%) e Malbec (30%). Seu estilo é mais francês, cheio de nuances.

Eu gostei dos três e trouxemos dois dele. A nossa guia era ótima e bem atenciosa. A degustação foi bastante tranquila e deu para perceber as diferenças de cada um dos vinhos.

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Visita

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A tranquilidade acabou quando chegou o grupo do jantar. Começamos a visita pelo andar superior, que é lindo e repleto de obras de arte de mendocinos e a cave, como sempre fica no andar inferior. Nessa hora aconteceu algo MUITO ABSURDO, quando o grupo seguia a guia, um homem simplesmente ABRIU um dos barris! Isso mesmo, um ser que nunca deve ter ouvido a palavra noção, foi lá e e arrancou a tampa de um barril derramando o líquido que envelhecia no carvalho e a coitada da guia nem viu.

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Eu achei o cúmulo da falta de respeito, eu fiquei tão indignada que nem aproveitei a visita direito. Algo interessante é que nessa parede há um tanque onde o vinho é fermentado, igual as piscinas da Norton.

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Bom, avisamos a guia do acontecido. Assistimos coisa de 10 minutos de show e seguimos para o 1884 que fica bem do ladinho.

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É uma ótima vinícola para se visitar, ao contrário das outras que vemos vinhedos, tanques, na CARO é uma nova experiência.

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Não sabia o que esperar, porque olhando de fora o restaurante é literalmente uma porta!

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Mas ao entrar já surpreende, com um enorme pé direito, espaçoso e confortável, o 1884 não te intimida, e sim te convida a ficar aconchegado.

Ficamos na parte interna, mas dizem que no verão as mesas mais disputadas são na área externa, vimos o espaço pela janela e é um lugar lindo!

Como de de praxe no país, foi nos servido alguns tipos de pães, quentinhos e deliciosos e azeite.

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De entrada pedimos empanadas, e sem brincadeira é a melhor que já provei na minha vida. Tempero, massa, textura, tudo era perfeito. Acompanha um molhinho de tomate que combina super bem!

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Para o prato principal eu escolhi o Ojo de Bife com Chimichurri e Papas Patagonias e ele é tão bem servido que nem cabia direito na mesa, sério! A carne estava em um ponto perfeito, o chimichurri delicioso e essas batatas, eram cortadas bem fininhas e estavam muito crocantes, gostaria de levar pra casa hahahahha. Esse prato da para ser dividido tranquilamente, eu comi metade e já estava bem satisfeita, então o marido também aproveitou minha escolha.

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Agooora a escolha do Léo foi um tanto quanto exótica, ensopado de Coelho com arroz crocante, ele pediu por curiosidade jurando que não ia gostar, eu achei que nem ia ter coragem de provar, mas como perder essa oportunidade? O prato veio lindo e achei uma ótima surpresa! A carne é suave e suculenta, o tempero era uma delícia, se também tiverem curiosidade podem pedir sem medo!

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Pedimos ajuda do sommelier para escolher o vinho, achamos a carte ótima com boas opções em todas faixas de preço. Na hora da reserva avisei que era aniversário e fomos presenteados com uma taça de espumante.

E para finalizar a noite maravilhosa, pedimos de sobremesa o famoso Tabletón Mendocino e esse doce de leite era apenas o melhor do mundo!

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Sobre o valor da conta, deu caro sim, mas vale por na balança o quão especial será essa experiência pra você, para nós foi impagável. Assim que terminamos o jantar o garçom já solicitou o táxi e fomos embora muito muito felizes ❤

Pela ZL – Cão Véio – Fail

Você já deve ter ouvido falar do Cão Véio, um projeto do famoso chef Fogaça e do Badauí, vocalista do CPM 22. O lugar ele se apresenta como um gastro pub com clima intimista.

Passado o furor da inauguração, conseguimos jantar em uma sexta-feira no Cão Véio da Itapura, que é uma franquia e  fica no número 1534, sem enfrentar nenhuma fila e eu vou explicar o motivo do FAIL mais pra frente.

Quando soube que ia abrir uma franquia no Tatuapé fiquei MUITO animada, já estive umas três vezes na unidade da João Moura, onde encontramos o Fogaça e o Badauí uma vez. Fora a longa espera por uma mesa nunca tive nenhuma reclamação, pelo contrário, no nosso ranking  o Cão Véio sempre integrou o top 5.

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A unidade da Zona Leste segue o mesmo estilo da sua matriz, paredes escuras, som alto, mas algo aconchegante, não sei explicar, mas gosto do ambiente!

 

Para beber eu pedi o chopp da casa que é um Session IPA de 500ml, que é maravilhosa, custa uns 25 reais e fazia tempo que não tomava uma IPA tão boa! Meu marido pediu a Adnams Ghost Ship, que sempre é boa e também é uma ótima opção. Aliás, há ótimas opções de cervejas artesanais, ficamos admirando a geladeira deles.

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Não pedimos entrada porque todos os lanches já vem um acompanhamento, que você pode trocar caso você não goste. Meu pedido foi o Bulldog Inglês Hambúrguer de kobe bovino, bacon, queijo cheddar, cebola roxa caramelizada e pepino em conserva, servido no pão australiano. Escoltado de batata canoa e molho de pimenta de maracujá e do Léo Dogue Alemão – Hambúrguer de carne bovina, costela suína desfiada, queijo gruyère, cebola roxa caramelizada, tomate e broto de agrião, servido no pão de brioche. Escoltado de mandioca frita, ele trocou a mandioca por batata palito.

Agora uma pausa, as fotos (de péssima qualidade, desculpe!) são dos hambúrgueres da João Moura da última vez que fomos, até nessa foto ruim dá pra ver o motivo da nossa expectativa, os lanches sempre foram absurdamente suculentos e mesmo sendo hambúrguer dava para sentir um toque de chef, diferente de todos hamburguerias.

 

Agora essas fotos de agora, talvez olhando você não veja nenhuma diferença, talvez você ache que eu sou uma chata louca. Quando chegou nosso pedido na mesa achamos bonito, mas na primeira mordida: DECEPÇÃO!! 

 

Na primeira mordida já faltou suculência, no meu lanche o queijo cheddar era o mesmo que compramos no mercado, sabe? Super processado e quase sem sabor, a carne e o pão era bons, mas no conjunto da obra era totalmente esquecível. Do Léo o queijo era bom, mas também era seco, na boca, a composição do lanche não harmonizava, sabe?

Terminamos de comer e falamos, sério mesmo? A nossa impressão é que as unidades do Tatuapé e de Pinheiros são coisas completamente distintas, não parecem ser a mesma hamburgueria. Eu que sou uma entusiasta de restaurantes na Região Leste da cidade, dessa vez te garanto, vale muito pegar seu carro e andar uns quilômetros até a João Moura.

 

 

Visita – Bodega Catena Zapata

Depois de muito trabalho na Bienal do Livro, estou eu aqui para falar de uma das melhores experiências que tive em Mendoza, quiçá na vida!

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E a primeira e mais importante dica que eu posso te dar é: agende a sua visita na Catena com a maior antecedência possível, porque as vagas simplesmente se esgotam e é impossível a visita sem agendamento prévio.

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Entrei em contato com a vinícola pelo e-mail turismo@catenazapata.com três meses antes da viagem e já não havia vagas disponíveis no tour mais básico. Fizemos a degustação Nicolás Catena Zapata que custa 850 pesos por pessoa (!).

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História

Ao chegar, a sede já impressiona, a construção é em formato de pirâmide com uma bela vista da cordilheira. O estilo arquitetônico foi inspirado no Templo de Tikal, da Guatemala.

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Nosso tour começou às 11:30h, ao contrário todas outras visitas que fizemos, na Catena a primeira parte do roteiro é na sala de vídeo. Lá é explicada toda a história da família e da visita, algo bem turístico e sem grande profundidade. Mas entendemos o motivo da Catena é uma das vinícolas mais procuradas de Mendoza e uma das mais conhecidas e premiadas da América do Sul. Icônica pelo seu malbec foi fundada em 1902 quando o  avó de Nicolás plantou as parreiras.

Domingo, pai de Nicolás, e inspirador do vinho D.V Catenao rosto que aparece no rótulo é dele! expandiu o negócio. Em meados de 1990 que Nicolás deu início a sua revolução da vinícola e elevou nível e qualidade do varietal argentino.

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Nossa segunda parada foi na sala das barricas, nosso grupo era pequeno, com brasileiros membros da ABS – Associação Brasileira de Sommeliers  então nessa hora o coração de todo mundo disparou – DEGUSTAÇÃO DIRETO DAS BARRICAS DE CARVALHO! 

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A degustação estava inclusa na visita, mas eu achei que provaríamos apenas um vinho, mas nossa guia, que aliás, era maravilhosa, nos deu a oportunidade de provar três vinhos.

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Mas antes disso, a guia explicou que a vinícola algo bem interessante, a Catena é composta por seis vinhedos em locais e altitudes diferentes: Nicasia, Domingo, Adrianna, Angelica, La Piramide e Angelica Sur, e sabe como isso se traduz nos vinhos? É bem comum nos rótulos da Catena as uvas virem com os nomes dobrados, por exemplo, Malbec – Malbec, quer dizer que é a mesma uva, mas de vinhedos variados, também chamados de vinhos de corte. Como são cultivadas em temperaturas e altitudes diferentes, a mesma uva pode ganhar características próprias, com isso é possível fazer blends com a mesma uva.

Tudo isso, em partes, é obra do famoso enólogo Alejandro Vigil – que também dono da Casa del Enemigo –  um grande estudioso e que busca sempre aprender sobre cada vinhedo,  terroir e cada planta. Alguns o intitulam como “ louco”, assim como nossa guia hahaha, outros como gênio.

Assim que a barrica foi aberta, acredito que todos sentiram a mesma emoção, é uma oportunidade incrível e impagável.

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Começamos com o Adrianna e por ser o primeiro, foi aquela experiência explosiva, muito carvalho, vinho bem encorpado e que apesar de estar bom no olfato, no paladar os anos de envelhecimento ainda faziam falta.

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O Nicasia já nos pareceu mais suave, mas nada como o Nicolas, que não estava previsto no roteiro, mas a guia achou nosso grupo tão bem preparado e decidiu nos presentear. Foi uma grata surpresa, apesar dos três vinhos serem espetaculares, o último era claramente superior, quase redondo, aveludado no paladar e já bem próximo de ser engarrafado. Ficamos encantados com este vinho, que será um belo e icônico exemplar do malbec da Catena.

Prosseguimos com a visita e passamos rapidamente pela adega particular da família, sonho! Também estivemos na sala onde ficam as garrafas que ainda estão envelhecendo e não foram rotuladas.

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Em uma dessas salas fizemos a nossa degustação. Os vinhos eram o Chadonnay Catena Alta 2016, esse 2001 não provamos, só conhecemos,  Catena Zapata Malbec 2013 e o Nicolas 2013.

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Para acompanhar a degustação havia bolachinhas e nozes. Apesar de ser a degustação intermediária, achei tudo bem profissional. Cada um opinou sobre a cor, aroma e paladar. Saímos de lá quase às 15h!

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Para finalizar, se o seu interesse é mais na história ou se você ainda não visitou nenhuma vinícola e não conhece muito sobre o processo de produção, não recomendo a visita na Catena, esses dois tópicos passam praticamente em branco. Mas se você já conhece o suficiente e procura uma experiência inesquecível, eu recomendo exatamente essa degustação que fizemos, valem todos os pesos investidos.

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Ficamos tão apaixonados que trouxemos três garrafas da vinícola, todas compradas em Buenos Aires, o Chadonnay, um D.V e o Nicolas, que foi super difícil de encontrar mesmo lá e está em um local especial da nossa adega.

Dois livros e um filme

Todo diaEu me deparei três vezes com a mesma história sem querer. Mas eu vou explicar melhor isso. Eu li o livro Todo Dia, da Editora Record no ano passado, a sinopse do livro é a seguinte: Toda manhã, A acorda em um corpo diferente, em uma vida diferente. Não há qualquer aviso sobre quem será ou onde estará em seguida. De menina a menino, rebelde a certinho, tímido a popular, saudável a doente; A precisa se adaptar.

Ele já se acostumou com isso e até criou algumas regras para si mesmo. Primeira: nunca se apegar; segunda: jamais interferir. E tudo corre bem… até que A desperta no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon.

A partir desse momento, as regras pelas quais tem vivido não fazem mais sentido. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer ficar; dia após dia, todo dia. Mas como esperar que uma pessoa que sempre viveu uma vida normal possa entender a realidade de A? Ou até mesmo acreditar nela? 

Enquanto lutam para se reencontrar a cada 24 horas, ambos precisam enfrentar seus próprios demônios, superar suas limitações e redefinir suas prioridades. Rhiannon conseguirá ficar com alguém que muda a cada dia? E até onde A acha justo (ou ético) interferir nas vidas de quem habita? Mas, principalmente, o amor pode mesmo vencer qualquer barreira?

Na época eu gostei bastante do livro, o autor tem uma pegada jovem, assim como o John Green, só que eu achei ele melhor. É uma boa história sem ser pretensiosa, como eu acho que acaba acontecendo nos livros do John.

Outro diaUm ano ou mais se passou, não sei se já comentei aqui, mas leio quase todos os livros pelo Kindle, tenho quase 400 livros nele e vou escolhendo pelo meu espírito. Quando comecei o Outro Dia nem liguei o nome do autor, nem mesmo a capa belíssima. Comecei a ler e me senti familiarizada com a história, que é a mesma do Todo dia, só que na visão da Rhiannon. Só que eu achei que estava lendo o mesmo livro! E comecei a ficar assustada com a minha memoria péssima, mas continuei a leitura. Só depois que entendi que eram duas obras diferentes hahahahah ufaaa!

Não sei porque foi mais recente, mas eu gostei de conhecer melhor a Rhiannon, eu não tive uma boa impressão dela no primeiro livro, mas neste eu gostei. A história segue sendo interessante, leve, mas acho que não compensa ler os livros em seguida, pode ser bem repetitivo.

Ao terminar estava comentando o livro com alguém e me perguntaram, daria um filme? Eu falei, acho que não, iria ser estranho, uma série talvez.

Ai sexta passada, queria ir ao cinema estava vendo os filmes em cartaz e me deparei com o Todo Dia eu pensei, será que é possível? Sim, era! E que mundo que eu estava que nem sabia que o livro era um best seller?

Todo-dia-poster-estrangeiroMas lá fui eu pagar absurdos 38 reais (!) para assistir. Primeiro achei a Rhiannon uma linda, uma fofa e segundo, o filme é ruim! Obviamente que mudaram partes bem importantes da história. Mostraram pouco um personagem que achei bem importante, o namorado da Rhiannon. Incluíram umas histórias que não tinham nexo ou necessidade e resumindo não gastem dinheiro para assistir, esperem chegar no Neflix,