Sede 261

Quarta-feira, mas já pode pensar no final de semana, né?

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Sábado de sol eu penso/quero um vinho branco e um algum fruto do mar para acompanhar, se for ostras melhor, e se for em São Paulo, perfeito!

Quem diria que no meio da selva de pedras, no meio de um dos bairros mais badalados da cidade, em uma ruazinha de paralelepípedos estreita e simpática, há um pequeno estabelecimento que oferece tudo isso?

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O Sede 261, fica na Rua Benjamin Égas, 261, em Pinheiros, é um pequeno grande bar de vinhos ou um pequeno espaço para grandes vinhos.  Assim que chegamos já achei o clima ótimo, se você tem algum tipo de preconceito ou acha que vinhos só harmonizam com lugares sofisticados, o Sede 216 vem pra provar que é possível ter um ambiente descontraído e tranquilo, mas com rótulos de altíssima qualidade. Foi um dos lugares que mais gostei de conhecer ultimamente!

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O lugar conta apenas uma mesa coletiva interna e poucas externas, que são bastante disputadas no sábado de sol. O ótimo atendimento é feito pelas proprietárias Daniela Bravin e Cássia Campos que são sommelières. Logo que chegamos pedimos a carta de vinhos e a Cássia logo explicou: Não temos! Os vinhos mudam periodicamente. Ela nos convidou a entrar para escolher, sempre auxiliando de acordo com o nosso paladar.

Neste diahavia cerca de 10 rótulos disponíveis, entre brancos, tintos e até mesmo o excêntrico vinho laranja ( feito de uvas brancas, mas vinificado como tinto, com o uso das cascas na fermentação). Escolhemos uma garrafa de um bom branco, mas também há opções em taças que começam em 20 reais, as garrafas começam em cerca de cem reais.

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Sou essa pessoa de verde bem feliz! 🙂

E para comer, adivinhe? Também não tem cardápio, mas há algo ainda melhor! Aos sábados, a partir das 14h, são servidas ostras (29 reais – meia dúzia) com molhos criados pela chef Yukie Kabashima, pedimos metade sem e a outra marmorizada, um misto com hortelã que era maravilhoso!

Sábado, vinho e ostras, pra que mais?

Restaurante 1884 e Bodegas CARO

Nossa viagem para Mendoza foi muito, muito especial, foi totalmente planejada para comemorar os 30 anos do meu marido.

Não por acaso, reservei com meses de antecedência (foi a primeira reserva da viagem) um jantar no dia do aniversário dele no restaurante do Francis Mallmann, você não conhece esse excêntrico chef? Recomendo assistir no Netflix o episódio dele na série Chef’s Table, é o terceiro episódio da primeira temporada. A chef Paola Carosella também dedica partes do seu livro, Todas as Sextas ao aprendizado com o chef argentino.

Nós ficamos encantados, admirados e com muita vontade de conhecer mais a cozinha do Francis, por isso, o aniversário do Léo foi tão especial, mas vamos começar pelo começo?

A reserva foi feita pelo e-mail: 1884reservas@francismallmann.com sem nenhum problema, apenas recomendo fazer isso com no mínimo um mês de antecedência. Logo na primeira resposta eles já confirmaram o dia e o horário e também indicaram, antes do jantar, a visita a Bodegas Caro, que fica na mesma propriedade e pode ser agendada da mesma fora, pelo endereço hospitality@bodegascaro.com.ar. A visita ficou para às 18h e o jantar para às 21:30h.

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Só que no dia, chegamos na CARO e houve uma confusão, foi nos falado que não haveria visitas esse horário. Calmamente mostrei meu e-mail com a confirmação e elas me explicaram que neste dia, haveria um jantar harmonizado com noite de tango, por isso não haveria degustação. Então foi proposto fazermos a degustação umas 19h e depois quando o grupo do jantar chegasse faríamos a visita e poderíamos assistir um pouco do tango, eu AMEI essa ideia porque nas três vezes que estivemos na Argentina não nos animamos em assistir nenhum show desta dança, por ser um programa meio pega turista.

Sobre a CARO

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O legal dessa bodega é que ela fica na cidade, do centro até lá dá uns 15 minutos de carro e quando ele entra na rua, você nem acredita porque é uma área totalmente residencial. E o lugar que é lindo, já foi uma estação ferroviária, acreditam?

Mas sabe o mais legal ainda? Em 1999 surgiu a parceria em dois dos maiores nomes do vinho mundial. O CA do nome vem da família Catena, já conhecida neste blog, e o RO da Domaines Barons de Rothschild, produtora do Lafite, um vinho comercializado desde o século XVIII.

A ideia é fazer um vinho da aliança de duas culturas com as uvas: Malbec e Cabernet Sauvignon. A Catena, que está em sua terceira geração de produtores de vinho é responsável pelo conhecimento nos vinhedos de altitude, característicos de Mendoza e com sua marca registrada que é o Malbec.

Já a Rothschild trouxe a experiência de um século de Cabernet Sauvignon. Em 2000 foi a primeira safra da CARO. Desde sua primeira safra tem recebido elogios, consolidando-se como um dos grandes ícones do vinho argentino.

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Degustação

A CARO produz apenas três vinhos: O Caro, O Amancaya (que lá é vendido como Petit Caro) e o Aruma.

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O “melhor” – porque isso é bem relativo – vinho da casa é o Caro, um maravilhoso corte de Cabernet Sauvignon (70%) e Malbec (30%). Seu estilo é mais francês, cheio de nuances.

Eu gostei dos três e trouxemos dois dele. A nossa guia era ótima e bem atenciosa. A degustação foi bastante tranquila e deu para perceber as diferenças de cada um dos vinhos.

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Visita

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A tranquilidade acabou quando chegou o grupo do jantar. Começamos a visita pelo andar superior, que é lindo e repleto de obras de arte de mendocinos e a cave, como sempre fica no andar inferior. Nessa hora aconteceu algo MUITO ABSURDO, quando o grupo seguia a guia, um homem simplesmente ABRIU um dos barris! Isso mesmo, um ser que nunca deve ter ouvido a palavra noção, foi lá e e arrancou a tampa de um barril derramando o líquido que envelhecia no carvalho e a coitada da guia nem viu.

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Eu achei o cúmulo da falta de respeito, eu fiquei tão indignada que nem aproveitei a visita direito. Algo interessante é que nessa parede há um tanque onde o vinho é fermentado, igual as piscinas da Norton.

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Bom, avisamos a guia do acontecido. Assistimos coisa de 10 minutos de show e seguimos para o 1884 que fica bem do ladinho.

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É uma ótima vinícola para se visitar, ao contrário das outras que vemos vinhedos, tanques, na CARO é uma nova experiência.

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Não sabia o que esperar, porque olhando de fora o restaurante é literalmente uma porta!

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Mas ao entrar já surpreende, com um enorme pé direito, espaçoso e confortável, o 1884 não te intimida, e sim te convida a ficar aconchegado.

Ficamos na parte interna, mas dizem que no verão as mesas mais disputadas são na área externa, vimos o espaço pela janela e é um lugar lindo!

Como de de praxe no país, foi nos servido alguns tipos de pães, quentinhos e deliciosos e azeite.

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De entrada pedimos empanadas, e sem brincadeira é a melhor que já provei na minha vida. Tempero, massa, textura, tudo era perfeito. Acompanha um molhinho de tomate que combina super bem!

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Para o prato principal eu escolhi o Ojo de Bife com Chimichurri e Papas Patagonias e ele é tão bem servido que nem cabia direito na mesa, sério! A carne estava em um ponto perfeito, o chimichurri delicioso e essas batatas, eram cortadas bem fininhas e estavam muito crocantes, gostaria de levar pra casa hahahahha. Esse prato da para ser dividido tranquilamente, eu comi metade e já estava bem satisfeita, então o marido também aproveitou minha escolha.

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Agooora a escolha do Léo foi um tanto quanto exótica, ensopado de Coelho com arroz crocante, ele pediu por curiosidade jurando que não ia gostar, eu achei que nem ia ter coragem de provar, mas como perder essa oportunidade? O prato veio lindo e achei uma ótima surpresa! A carne é suave e suculenta, o tempero era uma delícia, se também tiverem curiosidade podem pedir sem medo!

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Pedimos ajuda do sommelier para escolher o vinho, achamos a carte ótima com boas opções em todas faixas de preço. Na hora da reserva avisei que era aniversário e fomos presenteados com uma taça de espumante.

E para finalizar a noite maravilhosa, pedimos de sobremesa o famoso Tabletón Mendocino e esse doce de leite era apenas o melhor do mundo!

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Sobre o valor da conta, deu caro sim, mas vale por na balança o quão especial será essa experiência pra você, para nós foi impagável. Assim que terminamos o jantar o garçom já solicitou o táxi e fomos embora muito muito felizes ❤

Visita – Bodega Catena Zapata

Depois de muito trabalho na Bienal do Livro, estou eu aqui para falar de uma das melhores experiências que tive em Mendoza, quiçá na vida!

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E a primeira e mais importante dica que eu posso te dar é: agende a sua visita na Catena com a maior antecedência possível, porque as vagas simplesmente se esgotam e é impossível a visita sem agendamento prévio.

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Entrei em contato com a vinícola pelo e-mail turismo@catenazapata.com três meses antes da viagem e já não havia vagas disponíveis no tour mais básico. Fizemos a degustação Nicolás Catena Zapata que custa 850 pesos por pessoa (!).

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História

Ao chegar, a sede já impressiona, a construção é em formato de pirâmide com uma bela vista da cordilheira. O estilo arquitetônico foi inspirado no Templo de Tikal, da Guatemala.

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Nosso tour começou às 11:30h, ao contrário todas outras visitas que fizemos, na Catena a primeira parte do roteiro é na sala de vídeo. Lá é explicada toda a história da família e da visita, algo bem turístico e sem grande profundidade. Mas entendemos o motivo da Catena é uma das vinícolas mais procuradas de Mendoza e uma das mais conhecidas e premiadas da América do Sul. Icônica pelo seu malbec foi fundada em 1902 quando o  avó de Nicolás plantou as parreiras.

Domingo, pai de Nicolás, e inspirador do vinho D.V Catenao rosto que aparece no rótulo é dele! expandiu o negócio. Em meados de 1990 que Nicolás deu início a sua revolução da vinícola e elevou nível e qualidade do varietal argentino.

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Nossa segunda parada foi na sala das barricas, nosso grupo era pequeno, com brasileiros membros da ABS – Associação Brasileira de Sommeliers  então nessa hora o coração de todo mundo disparou – DEGUSTAÇÃO DIRETO DAS BARRICAS DE CARVALHO! 

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A degustação estava inclusa na visita, mas eu achei que provaríamos apenas um vinho, mas nossa guia, que aliás, era maravilhosa, nos deu a oportunidade de provar três vinhos.

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Mas antes disso, a guia explicou que a vinícola algo bem interessante, a Catena é composta por seis vinhedos em locais e altitudes diferentes: Nicasia, Domingo, Adrianna, Angelica, La Piramide e Angelica Sur, e sabe como isso se traduz nos vinhos? É bem comum nos rótulos da Catena as uvas virem com os nomes dobrados, por exemplo, Malbec – Malbec, quer dizer que é a mesma uva, mas de vinhedos variados, também chamados de vinhos de corte. Como são cultivadas em temperaturas e altitudes diferentes, a mesma uva pode ganhar características próprias, com isso é possível fazer blends com a mesma uva.

Tudo isso, em partes, é obra do famoso enólogo Alejandro Vigil – que também dono da Casa del Enemigo –  um grande estudioso e que busca sempre aprender sobre cada vinhedo,  terroir e cada planta. Alguns o intitulam como “ louco”, assim como nossa guia hahaha, outros como gênio.

Assim que a barrica foi aberta, acredito que todos sentiram a mesma emoção, é uma oportunidade incrível e impagável.

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Começamos com o Adrianna e por ser o primeiro, foi aquela experiência explosiva, muito carvalho, vinho bem encorpado e que apesar de estar bom no olfato, no paladar os anos de envelhecimento ainda faziam falta.

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O Nicasia já nos pareceu mais suave, mas nada como o Nicolas, que não estava previsto no roteiro, mas a guia achou nosso grupo tão bem preparado e decidiu nos presentear. Foi uma grata surpresa, apesar dos três vinhos serem espetaculares, o último era claramente superior, quase redondo, aveludado no paladar e já bem próximo de ser engarrafado. Ficamos encantados com este vinho, que será um belo e icônico exemplar do malbec da Catena.

Prosseguimos com a visita e passamos rapidamente pela adega particular da família, sonho! Também estivemos na sala onde ficam as garrafas que ainda estão envelhecendo e não foram rotuladas.

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Em uma dessas salas fizemos a nossa degustação. Os vinhos eram o Chadonnay Catena Alta 2016, esse 2001 não provamos, só conhecemos,  Catena Zapata Malbec 2013 e o Nicolas 2013.

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Para acompanhar a degustação havia bolachinhas e nozes. Apesar de ser a degustação intermediária, achei tudo bem profissional. Cada um opinou sobre a cor, aroma e paladar. Saímos de lá quase às 15h!

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Para finalizar, se o seu interesse é mais na história ou se você ainda não visitou nenhuma vinícola e não conhece muito sobre o processo de produção, não recomendo a visita na Catena, esses dois tópicos passam praticamente em branco. Mas se você já conhece o suficiente e procura uma experiência inesquecível, eu recomendo exatamente essa degustação que fizemos, valem todos os pesos investidos.

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Ficamos tão apaixonados que trouxemos três garrafas da vinícola, todas compradas em Buenos Aires, o Chadonnay, um D.V e o Nicolas, que foi super difícil de encontrar mesmo lá e está em um local especial da nossa adega.

5º International Wine Show – Como Foi

Aconteceu neste sábado o 5º International Wine Show no Centro de Convenções Frei Caneca.

O evento é organizado pelo Empório Frei Caneca, que também fica no shopping e é um lugar com uma das melhores seleções de vinhos e cervejas artesanais com bom preço que já fui.

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Eu já tinha ido em outro evento de degustação de vinhos, o Vinho na Vila, mas foi algo bem simples apenas com vinícolas nacionais e um estrutura mediana, assim que chegamos no Wine Show já ficamos impressionados com a organização e qualidade do evento.

A entrada foi 99 reais, o evento foi das 16h às 21h com a degustação cerca dos 300 vinhos expostos, recebemos uma taça de cristal, roteiro e caneta do evento e havia à disposição mesas de canapés e queijos, bem gostosos, que foram servidas em quatro ilhas distribuídas no espaço, mas um pouco antes das 20h pararam de repor, então foi ruim para quem chegou tarde.

Nos programamos para chegar cedo, o que foi ótimo porque ficou bem cheio depois. Vale ressaltar que por ser um evento grande, cerca de mil e quinhentas pessoas eram esperadas, em nenhum momento esperamos mais do que dois minutos para provar um vinho e até o final, mesmo os rótulos mais caros ainda eram servidos. O que eu achei maravilhoso!

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O roteiro que recebemos foi muito útil para nos organizarmos e escolhermos quais rótulos iríamos provar. Ele era divido por importadoras e todos os vinhos degustados também eram vendidos ao evento, era só escolher e anotar do caderno.

O atendimento em todos os estandes que visitamos foi impecável, simpático e bem explicativo, salvo uma importadora que o atendimento beirava a grosseria, mas nada que afetasse o evento.

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Dos quase 300 vinhos oferecidos provamos mais de 60 (!) e alguns deles mais de uma vez para ter certeza que gostaríamos de levar. A seleção dos rótulos foi ótima! Muitos italianos, portugueses, franceses, alguns chilenos e argentinos. Opções mais raras como poloneses, africanos e americanos também eram encontrados. A imensa maioria eram vinhos de guarda, com bom ano de safra e envelhecidos em carvalho.

Aproveitamos o evento para conhecer mais os vinhos italianos e franceses, ambos das icônicas regiões de Brunello di Montalcino e Bourdeux, respectivamente. Não é sempre que há oportunidade de provar um autêntico Brunello, então ficamos bem animados.

Seguimos gostando muito dos portugueses, chilenos e argentino. Esse Terrazas foi um dos melhores que provamos!

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No final trouxemos três garrafas, alguns frios e muita, muita vontade de participar das próximas edições. Foi surpreendente, melhor do que a expectativa!

Vinha Brasil – Miolo em SP

Esse blog anda parado mas minha vida anda bem louca rs

Sabe quando você precisa comemorar que sobreviveu a semana? Então, na sexta-feira eu e meu marido estávamos exatamente nesse espírito, comemorar a vida. Como esse inverno aqui em SP anda bem agradável, queríamos ficar em um lugar aberto, tomar um vinho/espumante e petiscar, mas onde?

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Tem um casal de amigos que sempre nos falou do Vinha Brasil ou bar da Miolo, por um acaso eles também nos acompanharam nessa noite ❤  Como estávamos na Av. Paulista, o acesso é fácil, fica no 1327, da Haddock Lobo.

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Ao chegar lá já achei tudo lindo, ficamos na parte externa porque esse era o objetivo e estava acontecendo uma degustação dentro do restaurante. A carta de vinhos é bem completa e escolhemos dois vinhos, um chardonnay e um pinot gris, ambos maravilhosos, leves e com baixa acidez.

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Para petiscar escolhemos bruschettas que estavam ÓTIMAS! E uma tábua de queijos, que podem pular, apesar de bem servida e bonita, chegamos ao um consenso na mesa que apenas dois dos  queijos servidos eram bons, então não vale a pena esse pedido.

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O valor da conta foi um pouco salgado, mas é um lugar bem especial, sabe? Vale ir com o date, vale ir comemorar, vale ir sozinho e se presentear com uma bela noite.

 

Enólogo por um dia – Norton

Eu vou fazer um post sobre como nos locomovemos em Mendoza, mas por enquanto vou falar de uma das experiências mais legais que tivemos nessa viagem.

O roteiro foi 100% programado por mim, eu agendei todas as nossas visitas e degustações. Também irei compartilhar o cronograma, talvez possa ajudar no seu planejamento.

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Após o Bus Vinivinícola, nossa primeira vinícola foi a Bodega Norton, já pensou em ser enólogo por um dia e ter a oportunidade de criar o seu próprio vinho? Na Norton isso é possível!

Um pouco sobre a história

Ela é uma das vinícolas mais antigas de Mendoza, em 1989, a Norton foi adquirida pelo empresário austríaco Gernot Langes Swarovski (sim, mesmo dos cristais!). Hoje, a vinícola exporta para mais de 60 países, sendo a número 1 em exportação de vinhos de alta qualidade da Argentina.

Ao chegar, fomos recepcionados com uma taça de espumante rosé maravilhoso! Pena que o dia estava feio, porque a vinícola é linda!

Tour

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Nossa guia era brasileira e super atenciosa, o tour é bem completo, passa pelos métodos mais antigos e mais modernos que podemos encontrar. Foi na Norton que conhecemos os tanques de concreto chamados de piscinas. Os tanques de fermentação tem capacidade armazenar até 30 mil litro, foram construídos há quase 100 anos e ainda são usados! Há diversos tipos e tamanhos de tanques espalhados por toda a vinícola, além das “piscinas”, há também os de aço e concreto.

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A visita também passou pela antiga casa do primeiro proprietário e seguiu para as caves. E de TODAS que visitamos, inclusive no Chile, foi a que mais me impressionou. Além de ter todas as características, escura e fria, há um diferencial, em todos os ambientes há música clássica em alto e bom som. A explicação é que a vibração da música auxilia no bom envelhecimento do vinho.  Nesta hora estávamos degustando o Lotte Negro, um blend de 65% Malbec e 35% Cabernet Franc, maravilhoso, esse veio na mala!

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Depois desse passeio super completo, chegou a parte mais especial, a Experiência Enólogo Por Um Dia. Primeiro, assim como TODAS as vinícolas, agende com antecedência, tudo por e-mail mesmo, sem nenhum dificuldade. Pagamos 550 pesos por pessoa e dá direito a visita, o vinho que você preparou e uma tábua de queijos (DELICIOSOS!).

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O espaço que fizemos o nosso vinho já era um charme a parte,  vi que no verão essa experiência é feita nos jardins da bodega, o que deve ser lindo também.

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Recebemos três garrafas de vinhos puros: Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot. Aí é só preparar o seu blend favorito! Nessa hora a guia nos deixou bem a vontade, só voltou na hora de engarrafarmos o vinho. Tivemos a oportunidade de testar diversas combinações até escolher nossa porcentagem ideal, até o rótulo ficou por nossa conta!

DSC05061Você pode levar os vinhos para casa, que são mais do que um belo souvenir para lembrar da viagem (não vejo a hora de abrirmos os nossos!) Ficamos 3 horas na Norton e poderia passar o dia por lá, espero ter a oportunidade de ter essa experiência novamente com um grupo de amigos, seria maravilhoso!

Bus Vitivinícola – Valle Uco

Acabou a Copa, podemos voltar ao ritmo normal, né?

E vamos falar de coisas boas? Viagem e vinho!

Mendoza é divida por regiões, e uma das mais afastadas do centro da cidade é o Valle Uco. Eu pesquisei diversas formas (em breve vou falar mais sobre essa questão) de visitarmos as vinícolas dessa região e o melhor custo benefício foi o Bus Vitivinícola.

Mas o que é isso?!

Segundo o site deles:” Bus Vitivinícola é a nova maneira de viajar e experimentar as estradas do vinho de Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco. Seis saídas semanais de terça a domingo, a partir dos principais hotéis da cidade de Mendoza, “Capital Internacional do Vinho”. Destina-se a todos aqueles que desejam experimentar a cultura do vinho com visitas guiadas, degustações, vendas de vinho e serviços gastronômicos”.

Essa opção de passeio é da agência de turismo Cata, super famosa no Chile e em Mendoza também.

Compramos o passeio pelo site por mil pesos por pessoa. Vale que frisar que esse valor é apenas do transporte, as visitas, degustações e o almoço são pagos diretamente para cada uma das vinícolas. Mas mesmo assim vale a pena!

A compra das passagens a bem tranquila, você marca o passeio que preferir, já escolhe o número do seu assento, o  hotel estará e já é mostrado o horário que o ônibus vai passar, simples assim.

Não estávamos em hotel, então enfrentamos uma curta caminhada antes das 8 da manhã, com uns 5 graus, mas sorrindo, já que foi nosso primeiro passeio na cidade.

Chegamos 10 minutinhos antes e o bus passou exatamente no horário marcado, então não se atrase! 

Ônibus

O ônibus era bem novo, confortável e quentinho! Nosso guia, o Hugo era ótimo, engraçado e prestativo. A viagem é longa e é servido apenas água e alfajores. Caso vocês optem por esse passeio eu recomendo fechar com umas três semanas de antecedência em altas temporadas porque ele estava lotado, não sobrou lugares.

Vinícolas 

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Gimenez Riili

Visitamos três vinícolas neste passeio, nossa primeira parada foi na Gimenez Riili, que passa longe do glamour da vinícolas famosas de Mendoza, mas compensa pela bela vista, uma das mais bonitas da viagem, bem aos pés da cordilheira dos Andes. Por ser bem pequena e estarmos em um grupo razoável, perdemos grande parte da explicação da história da fundação dela. A degustação foi feita ao ar livre, digo, ao ar FRIO livre hahahahaha meu preferido foi o Torrotés, dos vinhos brancos, é o meu preferido, e esse especialmente era bem frutado e leve.

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Optamos por levar um garrafa porque pela produção ser pequena dificilmente é encontrado fora do país. Na mesma propriedade há um pousada, que parece ser maravilhosa!

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Salentein

A segunda parada e o almoço foi na Salentein, se você conhece um pouco dos vinhos argentinos, deve saber que a essa é uma das maiores e mais famosas vinícolas de Mendoza. Ao chegar, já no primeiro impacto ela não decepciona. Ela é divida em duas partes, na frente fica a loja e o restaurante e na segunda parte toda a produção do vinho.

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A explicação foi ótima e a grandiosidade impressiona. Mas algo que me deixou de queixo caído foi esse piano entre os barris. A guia explicou que lá há uma acústica perfeita e são feitos três concertos por ano e a vibração musical é benéfica para o envelhecimento do vinho #dizemné?

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A degustação foi maravilhosa, e apesar de Mendoza ser a terra do Malbec, não se assuste se você provar mais Cabernet Franc, essa uva está bem na moda por lá e tem resultado em ótimos vinhos, como este da Salentein que também veio na mala.

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Sobre o almoço não pegamos o almoço harmonizado, porque estávamos com o horário bem justo e nossa escolha foi essa carne maravilhosa, isso é quase um pleonasmo na Argentina, com batatas gratinadas e tomates confitados.

Uma dica: Não sei a explicação, mas as garrafas de vinho são mais baratas no restaurante do que na loja deles, não há nenhum problema em comprar no restaurante, então recomendo! Percebemos isso e saímos felizes com nosso vinho hahahahhaha

Andeluna

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A última, e não menos especial, foi a Andeluna apesar de também ser um vinícola grande, ela contrasta com toda a modernidade da Salentein, mas confesso que isso só a deixou mais charmosa!

DSC04934Ela tem um ar de fazenda de família, uma belíssima vista, o mais especial foi, que apesar de não ser a época ideal, ainda havia uns cachos de uvas nas parreiras ❤ pudemos provar uma legítima Cabernet Sauvignon direto do pé! Eu amei ter essa oportunidade! As uvas dessa região tem a casca bem grossa por ser um vale bem frio.

DSC04936A degustação que começou na parte de fora, terminou em um bela sala com vista para os barris, confesso que nenhum vinho provado foi espetacular, mas foi um ótima visita!

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Finalizando

Pegamos o ônibus antes das 8 e chegamos quase 21, é um passeio bastante cansativo, mas não tenho reclamações. Lembrando que você não é obrigado fazer nenhuma visita ou degustação, é tudo a seu critério.

Também foi nos dada a opção de escolher qual vinícola iriamos almoçar.

Se tem uma pessoa que tem dois pés com agência de viagem sou eu, mas no caso da Cata foi tudo perfeito!