Para o final de semana – Basilicata

Eu não gosto de frio, mas confesso que há suas vantagens, descobrir um restaurante gostoso com aquela comida que aquece o corpo e a alma é uma delas!

O Bixiga é uma região bem tradicional aqui de SP. Conhecido pelas inúmeras cantinas italianas e a famosa festa da Achiropita, o Basilicata fica bem do ladinho da conhecida igreja.

Sua fama tem mais de 100 anos, uma das padarias mais tradicionais e antigas padarias da cidade. Assim que entramos eu já amei. Há pães, patês, massas, frios, vinhos, dá vontade de já ficar por ali mesmo. O restaurante fica no andar de cima.

O ambiente foge do esterótipo “restaurante da mama no Bixiga”. Ele é muito bem decorado, aconchegante e bonito! Aliás dá para pegar várias ideias de decoração também rs

O atendimento foi extremamente simpático e eficiente do começo ao fim. Começamos pedindo a carta de vinhos, porque, né? Pasta + Vino = Saudade de Itália.

As garrafas tem preços e opções variadas, vários na casa dos 110 reais, o que eu considero bom para um restaurante.

Escolhemos um vinho italiano e de entrada uns petiscos fritos chamado Paline Variati que custa 29 reais e vem com três molhos que acompanham os bolinhos de porchetta com batata, polpetta empanada e a mussarela empanada. Muito saborosos, quentinhos e bem feitos, amamos!

Os pratos principais, ficam na casa de 50 reais, minha escolha foi um Spaghetti Caccio Pepe que é uma mistura maravilhosa de pecorino com pimenta do reino e estava ótimo!

E o meu marido pediu cabrito com batata confitada e cebola assada. A carne, além de saborosa, estava DESMANCHANDO e os acompanhamentos deliciosos.

Sabe aquele lugar que dá vontade de passar o dia? De pedir mais um vinho, de ir ficando? Esse é o Basilicata.

Accademia Del Buon Gusto – A melhor experiência na Toscana

Eu tô devendo um milhão de posts sobre a Itália, mas não consegui organizar as fotos câmera/gopro/celular. Aí fico com preguiça de escrever sem ter as fotos certinhas.

Mas ontem vimos um episódio da sexta temporada Chef’s Table do Dario Cecchini, um simpático açougueiro da Toscana. O restaurante dele fica em Panzano in Chianti, nós estávamos hospedados em Grave in Chianti que fica bem pertinho, olhando as imagens morremos de saudade de um dia frio e chuvoso que pegamos o carro para passear sem rumo por Panzano. E foi um dos melhores dias da minha vida ❤

Primeiro fomos em uma vinícola, a Panzarello. Que parecia estar fechada, paramos o carro, ficamos olhando e apesar de estar vazia fomos recebidos com muita simpatia. Fizemos uma degustação de vinhos e azeite e trouxemos uma garrafa. Já estávamos felizes, mas ainda havia tempo até o almoço. Dei uma olhada no Tripadvisor, salvador da pátria em viagens! E vi que a experiência em primeiro lugar era a Accademia del Buon Gusto.

Sem entender muito bem o que era lá fomos nós! Chegando em uma rua linda estreita e íngreme, fica a simpática e pequena entrada da Accademia del Buon Gusto. Novamente, apesar de ser uma segunda-feira chuvosa e estar vazio, fomos atendidos com a maior simpatia do mundo pelo Stefano, dono do lugar e a maior figura da Itália toda.

O lugar é pequeno e literalmente abarrotado de garrafas de vinhos, logo no início ele nos falou que tinha que ir para Florença em uma hora e meia, aproximadamente, mas mesmo assim faria com a gente a degustação de cerca das 25 rótulos de vinho, todos produzidos em Chianti, além de azeite e chocolates.

Com seu todo seu aparato, seu peculiar chapéu e avental personalizado, cada vez que as taças tilintavam Stefano nos dizia: Wine O’ Clock! Com seu seu ritual cômico e super informativo, ele servia um vinho para o meu marido e outro para mim e nos explicava qual provar primeiro, os aromas, a história da vinícola, sempre acompanhado com crônica das gravuras de um amigo que ele também vende por lá. E assim fomos provando e nos apaixonando por uma infinidade de vinhos. Começamos com os brancos e fomos para os tintos, azeites (os melhores que já provei, porém INFELIZMENTE esquecemos de comprar!), grapa e finalizando com um creme de avelã trufado que era uma coisa maravilhosa!

Mesmo com horário apertado ele não nos apressou em nenhum momento, pelo contrário. Quando falamos que queríamos comprar os vinhos, ele falou que isso era o menos importante, que apenas gostaríamos que a gente tivesse gostado da experiência e que voltássemos um dia.

Mas como sair sem levar vinhos de um lugar tão especial? Compramos três garrafas, um branco, diferente de tudo que já provamos. Um tinto que ele que ele tinha só três exemplares e ele ainda deixou a gente escolher o número de série. E o mais especial, o vinho do próprio Stefano, que além do blend de uvas, também produziu o rótulo e não pelo valor, e sim, pela lembrança, pela experiência e pela história se tornou a garrafa mais valiosa que trouxemos da nossa viagem! Vale lembrar que a degustação não é paga, mas é de bom grado comprar pelo menos um vinho!

Se você for para essa região da Itália faça o favor de visitar o Stefano e voltar cheio de vinhos e histórias pra contar ❤

Curso Básico de Vinhos – ABS SP

Que eu amo vinhos você já deve ter percebido. O meu sonho dourado, guardado no fundo do peito e que você não sabe é: que eu gostaria de trabalhar, futuramente, com algo relacionado à isso.

Durante a viagem de Mendoza, sempre encontrávamos grupo de pessoas legais nas vinícolas quando perguntávamos de onde eles eram 100% da respostas eram, “ah somos um grupo de amigos da ABS“. Nem sabia o que era, mas também queria fazer parte disso.

A ABS é a Associação Brasileira de Sommeliers e ao contrário do que pode parecer, ela não é somente para vinhos, há diversos cursos em diversas áreas, por exemplo, café, gin, charuto e muito mais.

No final do ano passado eu e meu marido nos inscrevemos no curso
Introdução ao Mundo do Vinho que é uma porta de entrada nesse fascinante mundo, é o mais abrangente e completo curso de introdução ao mundo do vinho. Com informações e curiosidades gerais sobre este universo tão vasto, porém de forma leve e descontraída.

O curso é composto por 8 aulas semanais. A minha turma era bem grande, umas 60 pessoas e confesso que antes da primeira aula me deu um receio, pensei “Será que não a mesma coisa que escutamos nas visitas em vinícolas?” Já nos primeiros 5 minutos já fiz que era algo totalmente diferente do que já havia aprendido.

As aulas foram divididas nos seguintes temas:

  • Princípios de degustação de vinhos, uso do copo
  • Aspectos históricos e importância social
  • Uvas viníferas
  • Da parreira à garrafa
  • O serviço do vinho
  • Relação preço-qualidade
  • Fatores na decisão de compra de um vinho
  • Noções de compatibilização eno-gastronomia

TODOS professores da ABS são incríveis, a aula que deveria terminar 22:30h, não raramente se estendia até às 23h, 23:30h. Ninguém queria ir embora!

Em todas as aulas são degustados 4 vinhos. O que a gente não sabia no começo que o ideal é degustar a taça e deixar um pouco de vinho para comparar com os outros e ver as mudanças no aroma depois da bebida decantar um pouco. Ou seja, muita calma na hora de beber rs

Além das 4 degustações também havia sempre pães e água para limpar o paladar. Os materiais de todas as aulas e as fichas dos vinhos degustados, com nome, ano e preço é enviada por e-mail.

Técnicas de degustação, apurar o olfato, paladar e até mesmo a visão. Identificar taninos, acidez, corpo, persistência, foram apenas alguns dos ensinamentos valiosos deste curso. Mas outros são imensuráveis. Escrevemos páginas e páginas do nossos cadernos e sempre que temos alguma dúvida recorremos a eles.

O único problema desse curso foi ser na segunda-feira. A ABS fica na Vila Olímpia e o curso acaba entre 22:30, 23:30 e ficávamos casados. Mas vendo a taça meio cheia, era um jeito da semana começar bem mais feliz!

Vinho e Prosa – SP

Se tem um lugar que eu gosto em SP é a praça Dom José Gaspar! Ela fica na República e é um dos poucos lugares na cidade que todos os bares e restaurantes contam com mesas externas no calçadão. Tem verde, é bonito, é bem no centro, é ótimo para o happy hour, é uma delícia para comer feijoada e ouvir um samba no sábado a tarde, enfim é um pedaço de SP com o clima descontraído do RJ.

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Na praça fica localizada a Galeria Metrópole, no terceiro andar fica o Vinho e Prosa,  quando contei para meu marido que ficava na galeria ele logo disse, MAS não tem nada lá! Ledo engano, se você não esteve lá recentemente, saiba que o espaço está com outra cara, com bares e restaurantes lotados que deram uma nova vida ao local.

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Em uma rara sexta-feira de temperatura agradável, chegamos no Vinho e Prosa umas 20 horas e estava bem cheio. Tem uma área aberta com vista para praça com as mesas mais concorridas. A parte interna é linda, eu queria essa parede de vinhos lá em casa hahahaha

A carta de vinhos é enorme e mesmo sem estar sinalizado pode não ter o rótulo escolhido, quando isso acontece é indicada outra garrafa com valor semelhante, aconteceu com a gente e foi ótimo, porque a indicação foi maravilhosa! Aliás, o atendimento foi ótimo mesmo estando cheio e com apenas duas pessoas atendendo.

Há opções para todos os bolsos e para agradar todos os paladares, tinto, branco, rosé, espumantes.

Nossa escolha foi um Malbec francês que não tinha, mas foi indicado esse Monastrell 2014 que estava perfeito!

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Pra comer as opções eram empanadas, tipicamente argentinas e estavam ótimas e custam cerca de 8 reais cada.

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Gostei, me apeguei, quero voltar e quero que todo mundo conheça hahahaha durante a semana eles funcionam até às 22h e aos sábados até às 18h.

Clube Wine – Como funciona

Talvez você goste de vinho, mas ache o processo de escolha de uma garrafa muito complexo e fique com preguiça. Talvez você tenha curiosidade, mas não saiba por onde começar. Talvez você não queira gastar muito para ter um vinho bom.

Se você se identifica com alguma dessas afirmações, o Clube Wine pode ser uma ótima opção!

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O que é?

É um clube de assinatura voltado para vinhos, são seis experiências para você escolher. Assinamos há uns três anos a opção Essencials que custa 75 reais e mensalmente vem uma caixa com dois vinhos, uma revista (muito boa! com receitas ótimas e eles dão dicas de harmonização) e um corta-gotas. Já assinamos a opção Espumantes que custa 135 reais, que assim como todas as experiências você recebe duas garrafas, o que é chato nesta opção que são dois espumantes iguais. Para o verão meu marido quer me convencer no verão a trocar nossa assinatura para a opção Refrescantes que custa 108 reais.

Como funciona?

É só escolher a opção que mais te agrada, recomendo a Essencials, sabe por quê? Pelo custo benefício. Por exemplo, se você vai no mercado é difícil encontrar vinhos que seja para dia a dia, mas que sejam bons e diferenciados por menos de 40 reais, né? E o que eu acho mais legal, que além da revista ter entrevistas e matérias ótimas que fogem da linguagem esnobe que as publicações voltadas para o assunto costumam ter, as fichas técnicas dos vinhos recebidos são bem completas, falam da safra, da região, vinícola, potencial de guarda e harmonização ou seja, ninguém precisa ser um expert em vinhos para assinar o Wine!

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Vale a pena?

Sim! Quando meu marido me mostrou e falou que queria assinar, a gente mal gostava de vinho, fiquei meio MAS PRA QUE ISSO??? É SÓ IR NO MERCADO! hahahahhaha sei lá como fui convencida e neste tempo só fiquei ainda mais apaixonada pela ideia do Wine e já convencemos alguns amigos a fazer a assinatura também!

Neste tempo recebemos vinhos ótimos, outros nem tanto, aprendemos muito e a experiência de receber a caixa todos os meses é muito boa, parece um presente de você para você mesmo hahahahahhaha o frete é gratuito então o preço da experiência é o valor certo que você ira pagar mensalmente e pra quem é sócio, no e-commerce do Wine há ótimos descontos e frequentemente há promoções de combos que valem bastante a pena!

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*Mesmo se você não for sócio e quiser comprar vinhos online recomendo o Wine. Tive a experiência de comprar umas garrafas no conhecido site Evino, que tem preços super convidativos, porém os vinhos eram de qualidade baixíssima. Sério, eu tinha consciência que os preços eram baixos demais, mas tive esperança, comprei 3 garrafas e deu pra beber um, e eu nem sou a GABRIELA , A SOMMELIER não, viu?

Mas se assim como eu você prefere comprar as coisas online recomendo bastante o Wine e o Pão de Açúcar, que tem boas opções com preços justos!

 

 

 

Mendoza – Trivento e Trapiche

Escolhi juntar duas vinícolas no mesmo post nem só porque fomos no mesmo dia, e sim, porque ambas são bem conhecidas por nós brasileiros (e pra dar boas dicas pra minha amiga Ligia que desembarca na cidade em janeiro <3)

Antes de começar quero te falar uma coisa, na Argentina bebe-se MUITO vinho, sério. Conheci primeiro Buenos Aires e depois Santiago, há uma nítida diferença de comportamento dos dois com relação a bebida. Na Argentina vemos jovens, idosos, em qualquer horário do dia degustando uma bela taça de vinho, agora no Chile, você sabia que você só pode beber se comer algo? Há também restrições no horário de venda das bebidas alcoólicas e também não é permitido beber em locais públicos.

Dito isso isso, amamos o Chile, mas a Argentina mora no coração ❤ e dito isso parte 2: Bebe-se muito em Mendoza. Marcamos quatro vinícolas por dia e em todas as últimas chegamos atrasados e tortos hahahahahah  então recomendo marcar três e nunca em hipótese nenhuma dirigir, nosso motorista era chatinho, era! Mas essa foi a nossa única preocupação.

Trivento

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A Trivento foi a primeira do nosso dia, chegamos cedo e nosso guia já nos serviu um espumante até o outro casal chegar, enquanto isso ficamos admirando as obras expostas que eram incríveis e de artistas mendocinos.

A Trivento pertence ao gigantesco grupo chileno Concha y Toro, já esperávamos toda a modernidade e a estrutura da sua matriz e confesso que estava achando que a visita seria mais do mesmo.

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Mas ainda bem que eu estava enganada, nosso guia que era um queridão fez a gente andar até as parreiras em um frio de uns 3 graus para nos proporcionar uma experiência incrível.

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Neste lugar lindo, com um frio que doía na alma tivemos uma verdadeira aula sobre agronomia! Falamos sobre o terroir, as estruturas das parreiras, sobre as pragas que as plantas podem atrair e como repelir. A irrigação é feita com água de degelo do rio Mendoza e é uma das mais límpidas que já vi, fiquei encantada.

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Também foi explicado exatamente como é feita a poda da parreira e fiquei feliz de aprender um pouco mais e sair do roteiro pré-definido das demais degustações.

Depois seguimos rapidamente pela parte de produção do vinho, tudo bem moderno como já esperávamos.

A degustação foi feita na parte principal e achei bem aconchegante. Escolhemos a degustação Trilogia: provamos o GOLDEN RESERVE Syrah 2014, o LEJANAMENTE
JUNTOS – Malbec e Cabert Sauvignon 2013GOLDEN RESERVE BLACK SERIES – Malbec 2014

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Todos maravilhosos, se você quer se esbaldar com Malbec essa é sua degustação! Minha uva preferida da vida!

Trapiche

Foi a última do dia e chegamos atrasados porém felizes. Foi a visita mais cheia que participamos em Mendoza, eram umas 30 pessoas de todas as partes do mundo. A vinícola foi fundada por um italiano apaixonado por vinho,  rapidamente a vinícola se tornou um ícone de Mendoza, a ponto de ter a sua própria linha de trem (hoje desativada) para transportar os seus vinhos para serem engarrafados em Buenos Aires.

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A visita começa na parte antiga até seguimos para a sala de degustação que fica em um piso superior, com chão de vidro e acesso para um deck com uma vista maravilhosa. Inclusive, quase não indico essa vinícola, mas pela paisagem e pelo clima tão gostoso vale a pena.

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Pelo fato da quantidade de pessoas achei a degustação conturbada e mal dava para ouvir a explicação.

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Os vinhos degustados foram Costa y Pampa, Fond de Cave Reserva y Gran Medalla. O Fond Cave Malbec é dos vinhos que eu mais gosto da vida! Porém a versão Petit Verdot não me agradou muito. O Gran Medalla é bom, e neste momento estou arrependida de não ter trazido ele.

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Todos os vinhos degustados foram bons, a visita não é imperdível, mas foi tão gostoso sentar e aproveitar a vista que se tiver um espacinho na agenda, vale sim a apena!

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Casa El Enemigo – Quando almoçar na casa do inimigo é uma ótima ideia!

Se você aprecia vinhos argentinos, o nome Alejandro Vigil já deve ser familiar. Falei um pouco dele aqui no post da visita na Catena Zapata e tivemos a oportunidade de conhecê-lo na sua própria vinícola.  A Casa El Enemigo começou em 2008 na própria casa do enólogo em parceria com a filha mais nova de Nicolás Catena, a Adrianna Catena. A proposta é ser mini vinícola com restaurante, utilizando técnicas modernas e sustentáveis para uma produção orgânica.

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Agendei a visita pelo e-mail: constanzah@enemigowines.com e a Constanza foi muito querida durante todo o contato, comentei que no dia do almoço, 12 de junho é dia dos namorados no Brasil e fazíamos questão de comemorar com esse almoço tão especial. Chegando lá nos apresentamos falamos da nossa reserva e já estávamos nos dirigindo pro salão principal, mas SURPRESA a atendente falou que nossa reserva era para uma mesa na cave.

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Descemos sem entender muito bem, mas ela falou que como era dia dos namorados e eu tinha marcado com antecedência (ANTECEDÊNCIA é a palavra chave em Mendoza, já falei isso nos outros posts, né? hahahaha) eles reservaram uma mesa especial. O lugar é pequeno, tem cerca de umas 6 mesas e nosso almoço foi ao lado das barricas de carvalho, que estavam, cheias de vinho que envelheciam em um lugar privilegiado. Pensa no aroma? O lugar é super reservado e tranquilo, antes mesmo de começar já era nosso restaurante preferido!

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O almoço custou $760 pesos por pessoa e a degustação é a parte começando em $280. O menu é composto por três passos, mas começou com a tradicional cesta de pães. Eu falei que os do 1884 era bons, mas esses era os melhores que já provei! Pedimos para repetir hahahaha.

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Nossos vinhos eram: Cabernet Franc 2014 (veio na mala), Malbec 2013 e um blend de Shyrah e Viogner 2013 

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Para entradas eu escolhi a empanada Mendocina que vinha com um tapenade de azeitonas pretas e verdes e estava incrível, mas a escolha do Léo era ainda melhor, era um ovo cozido com gema mole e empanado, nunca comi nada do tipo e achei maravilhoso!

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Para os pratos principais pedi o costumeiro Ojo de Bife que estava perfeito e o marido escolher Ossobuco que demora 12 horas para ficar pronto e foi um dos pratos preferidos dele da viagem toda.

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DSC05224De sobremesa foi um mousse de chocolate branco e doce de leite com pêssego, e foi a chave de ouro, não tenho nenhuma ressalva a fazer.

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Durante o almoço também foi nos servido outro vinho que a nossa atendente abriu e estava oferecendo para todos, mas eu não me recordo. Todos os vinhos da El Enemigo são excepcionais.  Bebe-se bem e come-se ainda melhor!

A conta é paga no salão principal e como se não bastasse tudo de perfeito ainda encontramos o Alejandro e trocamos umas palavrinhas. Se você vai para Mendoza pode colocar essa experiência no topo de coisas obrigatórias para fazer, não fizemos a visita porque já havíamos agendado outra, mas é um lugar que eu pretendo voltar!