Vinho e Prosa – SP

Se tem um lugar que eu gosto em SP é a praça Dom José Gaspar! Ela fica na República e é um dos poucos lugares na cidade que todos os bares e restaurantes contam com mesas externas no calçadão. Tem verde, é bonito, é bem no centro, é ótimo para o happy hour, é uma delícia para comer feijoada e ouvir um samba no sábado a tarde, enfim é um pedaço de SP com o clima descontraído do RJ.

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Na praça fica localizada a Galeria Metrópole, no terceiro andar fica o Vinho e Prosa,  quando contei para meu marido que ficava na galeria ele logo disse, MAS não tem nada lá! Ledo engano, se você não esteve lá recentemente, saiba que o espaço está com outra cara, com bares e restaurantes lotados que deram uma nova vida ao local.

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Em uma rara sexta-feira de temperatura agradável, chegamos no Vinho e Prosa umas 20 horas e estava bem cheio. Tem uma área aberta com vista para praça com as mesas mais concorridas. A parte interna é linda, eu queria essa parede de vinhos lá em casa hahahaha

A carta de vinhos é enorme e mesmo sem estar sinalizado pode não ter o rótulo escolhido, quando isso acontece é indicada outra garrafa com valor semelhante, aconteceu com a gente e foi ótimo, porque a indicação foi maravilhosa! Aliás, o atendimento foi ótimo mesmo estando cheio e com apenas duas pessoas atendendo.

Há opções para todos os bolsos e para agradar todos os paladares, tinto, branco, rosé, espumantes.

Nossa escolha foi um Malbec francês que não tinha, mas foi indicado esse Monastrell 2014 que estava perfeito!

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Pra comer as opções eram empanadas, tipicamente argentinas e estavam ótimas e custam cerca de 8 reais cada.

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Gostei, me apeguei, quero voltar e quero que todo mundo conheça hahahaha durante a semana eles funcionam até às 22h e aos sábados até às 18h.

Clube Wine – Como funciona

Talvez você goste de vinho, mas ache o processo de escolha de uma garrafa muito complexo e fique com preguiça. Talvez você tenha curiosidade, mas não saiba por onde começar. Talvez você não queira gastar muito para ter um vinho bom.

Se você se identifica com alguma dessas afirmações, o Clube Wine pode ser uma ótima opção!

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O que é?

É um clube de assinatura voltado para vinhos, são seis experiências para você escolher. Assinamos há uns três anos a opção Essencials que custa 75 reais e mensalmente vem uma caixa com dois vinhos, uma revista (muito boa! com receitas ótimas e eles dão dicas de harmonização) e um corta-gotas. Já assinamos a opção Espumantes que custa 135 reais, que assim como todas as experiências você recebe duas garrafas, o que é chato nesta opção que são dois espumantes iguais. Para o verão meu marido quer me convencer no verão a trocar nossa assinatura para a opção Refrescantes que custa 108 reais.

Como funciona?

É só escolher a opção que mais te agrada, recomendo a Essencials, sabe por quê? Pelo custo benefício. Por exemplo, se você vai no mercado é difícil encontrar vinhos que seja para dia a dia, mas que sejam bons e diferenciados por menos de 40 reais, né? E o que eu acho mais legal, que além da revista ter entrevistas e matérias ótimas que fogem da linguagem esnobe que as publicações voltadas para o assunto costumam ter, as fichas técnicas dos vinhos recebidos são bem completas, falam da safra, da região, vinícola, potencial de guarda e harmonização ou seja, ninguém precisa ser um expert em vinhos para assinar o Wine!

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Vale a pena?

Sim! Quando meu marido me mostrou e falou que queria assinar, a gente mal gostava de vinho, fiquei meio MAS PRA QUE ISSO??? É SÓ IR NO MERCADO! hahahahhaha sei lá como fui convencida e neste tempo só fiquei ainda mais apaixonada pela ideia do Wine e já convencemos alguns amigos a fazer a assinatura também!

Neste tempo recebemos vinhos ótimos, outros nem tanto, aprendemos muito e a experiência de receber a caixa todos os meses é muito boa, parece um presente de você para você mesmo hahahahahhaha o frete é gratuito então o preço da experiência é o valor certo que você ira pagar mensalmente e pra quem é sócio, no e-commerce do Wine há ótimos descontos e frequentemente há promoções de combos que valem bastante a pena!

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*Mesmo se você não for sócio e quiser comprar vinhos online recomendo o Wine. Tive a experiência de comprar umas garrafas no conhecido site Evino, que tem preços super convidativos, porém os vinhos eram de qualidade baixíssima. Sério, eu tinha consciência que os preços eram baixos demais, mas tive esperança, comprei 3 garrafas e deu pra beber um, e eu nem sou a GABRIELA , A SOMMELIER não, viu?

Mas se assim como eu você prefere comprar as coisas online recomendo bastante o Wine e o Pão de Açúcar, que tem boas opções com preços justos!

 

 

 

Mendoza – Trivento e Trapiche

Escolhi juntar duas vinícolas no mesmo post nem só porque fomos no mesmo dia, e sim, porque ambas são bem conhecidas por nós brasileiros (e pra dar boas dicas pra minha amiga Ligia que desembarca na cidade em janeiro <3)

Antes de começar quero te falar uma coisa, na Argentina bebe-se MUITO vinho, sério. Conheci primeiro Buenos Aires e depois Santiago, há uma nítida diferença de comportamento dos dois com relação a bebida. Na Argentina vemos jovens, idosos, em qualquer horário do dia degustando uma bela taça de vinho, agora no Chile, você sabia que você só pode beber se comer algo? Há também restrições no horário de venda das bebidas alcoólicas e também não é permitido beber em locais públicos.

Dito isso isso, amamos o Chile, mas a Argentina mora no coração ❤ e dito isso parte 2: Bebe-se muito em Mendoza. Marcamos quatro vinícolas por dia e em todas as últimas chegamos atrasados e tortos hahahahahah  então recomendo marcar três e nunca em hipótese nenhuma dirigir, nosso motorista era chatinho, era! Mas essa foi a nossa única preocupação.

Trivento

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A Trivento foi a primeira do nosso dia, chegamos cedo e nosso guia já nos serviu um espumante até o outro casal chegar, enquanto isso ficamos admirando as obras expostas que eram incríveis e de artistas mendocinos.

A Trivento pertence ao gigantesco grupo chileno Concha y Toro, já esperávamos toda a modernidade e a estrutura da sua matriz e confesso que estava achando que a visita seria mais do mesmo.

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Mas ainda bem que eu estava enganada, nosso guia que era um queridão fez a gente andar até as parreiras em um frio de uns 3 graus para nos proporcionar uma experiência incrível.

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Neste lugar lindo, com um frio que doía na alma tivemos uma verdadeira aula sobre agronomia! Falamos sobre o terroir, as estruturas das parreiras, sobre as pragas que as plantas podem atrair e como repelir. A irrigação é feita com água de degelo do rio Mendoza e é uma das mais límpidas que já vi, fiquei encantada.

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Também foi explicado exatamente como é feita a poda da parreira e fiquei feliz de aprender um pouco mais e sair do roteiro pré-definido das demais degustações.

Depois seguimos rapidamente pela parte de produção do vinho, tudo bem moderno como já esperávamos.

A degustação foi feita na parte principal e achei bem aconchegante. Escolhemos a degustação Trilogia: provamos o GOLDEN RESERVE Syrah 2014, o LEJANAMENTE
JUNTOS – Malbec e Cabert Sauvignon 2013GOLDEN RESERVE BLACK SERIES – Malbec 2014

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Todos maravilhosos, se você quer se esbaldar com Malbec essa é sua degustação! Minha uva preferida da vida!

Trapiche

Foi a última do dia e chegamos atrasados porém felizes. Foi a visita mais cheia que participamos em Mendoza, eram umas 30 pessoas de todas as partes do mundo. A vinícola foi fundada por um italiano apaixonado por vinho,  rapidamente a vinícola se tornou um ícone de Mendoza, a ponto de ter a sua própria linha de trem (hoje desativada) para transportar os seus vinhos para serem engarrafados em Buenos Aires.

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A visita começa na parte antiga até seguimos para a sala de degustação que fica em um piso superior, com chão de vidro e acesso para um deck com uma vista maravilhosa. Inclusive, quase não indico essa vinícola, mas pela paisagem e pelo clima tão gostoso vale a pena.

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Pelo fato da quantidade de pessoas achei a degustação conturbada e mal dava para ouvir a explicação.

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Os vinhos degustados foram Costa y Pampa, Fond de Cave Reserva y Gran Medalla. O Fond Cave Malbec é dos vinhos que eu mais gosto da vida! Porém a versão Petit Verdot não me agradou muito. O Gran Medalla é bom, e neste momento estou arrependida de não ter trazido ele.

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Todos os vinhos degustados foram bons, a visita não é imperdível, mas foi tão gostoso sentar e aproveitar a vista que se tiver um espacinho na agenda, vale sim a apena!

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Casa El Enemigo – Quando almoçar na casa do inimigo é uma ótima ideia!

Se você aprecia vinhos argentinos, o nome Alejandro Vigil já deve ser familiar. Falei um pouco dele aqui no post da visita na Catena Zapata e tivemos a oportunidade de conhecê-lo na sua própria vinícola.  A Casa El Enemigo começou em 2008 na própria casa do enólogo em parceria com a filha mais nova de Nicolás Catena, a Adrianna Catena. A proposta é ser mini vinícola com restaurante, utilizando técnicas modernas e sustentáveis para uma produção orgânica.

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Agendei a visita pelo e-mail: constanzah@enemigowines.com e a Constanza foi muito querida durante todo o contato, comentei que no dia do almoço, 12 de junho é dia dos namorados no Brasil e fazíamos questão de comemorar com esse almoço tão especial. Chegando lá nos apresentamos falamos da nossa reserva e já estávamos nos dirigindo pro salão principal, mas SURPRESA a atendente falou que nossa reserva era para uma mesa na cave.

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Descemos sem entender muito bem, mas ela falou que como era dia dos namorados e eu tinha marcado com antecedência (ANTECEDÊNCIA é a palavra chave em Mendoza, já falei isso nos outros posts, né? hahahaha) eles reservaram uma mesa especial. O lugar é pequeno, tem cerca de umas 6 mesas e nosso almoço foi ao lado das barricas de carvalho, que estavam, cheias de vinho que envelheciam em um lugar privilegiado. Pensa no aroma? O lugar é super reservado e tranquilo, antes mesmo de começar já era nosso restaurante preferido!

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O almoço custou $760 pesos por pessoa e a degustação é a parte começando em $280. O menu é composto por três passos, mas começou com a tradicional cesta de pães. Eu falei que os do 1884 era bons, mas esses era os melhores que já provei! Pedimos para repetir hahahaha.

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Nossos vinhos eram: Cabernet Franc 2014 (veio na mala), Malbec 2013 e um blend de Shyrah e Viogner 2013 

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Para entradas eu escolhi a empanada Mendocina que vinha com um tapenade de azeitonas pretas e verdes e estava incrível, mas a escolha do Léo era ainda melhor, era um ovo cozido com gema mole e empanado, nunca comi nada do tipo e achei maravilhoso!

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Para os pratos principais pedi o costumeiro Ojo de Bife que estava perfeito e o marido escolher Ossobuco que demora 12 horas para ficar pronto e foi um dos pratos preferidos dele da viagem toda.

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DSC05224De sobremesa foi um mousse de chocolate branco e doce de leite com pêssego, e foi a chave de ouro, não tenho nenhuma ressalva a fazer.

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Durante o almoço também foi nos servido outro vinho que a nossa atendente abriu e estava oferecendo para todos, mas eu não me recordo. Todos os vinhos da El Enemigo são excepcionais.  Bebe-se bem e come-se ainda melhor!

A conta é paga no salão principal e como se não bastasse tudo de perfeito ainda encontramos o Alejandro e trocamos umas palavrinhas. Se você vai para Mendoza pode colocar essa experiência no topo de coisas obrigatórias para fazer, não fizemos a visita porque já havíamos agendado outra, mas é um lugar que eu pretendo voltar!

Sede 261

Quarta-feira, mas já pode pensar no final de semana, né?

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Sábado de sol eu penso/quero um vinho branco e um algum fruto do mar para acompanhar, se for ostras melhor, e se for em São Paulo, perfeito!

Quem diria que no meio da selva de pedras, no meio de um dos bairros mais badalados da cidade, em uma ruazinha de paralelepípedos estreita e simpática, há um pequeno estabelecimento que oferece tudo isso?

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O Sede 261, fica na Rua Benjamin Égas, 261, em Pinheiros, é um pequeno grande bar de vinhos ou um pequeno espaço para grandes vinhos.  Assim que chegamos já achei o clima ótimo, se você tem algum tipo de preconceito ou acha que vinhos só harmonizam com lugares sofisticados. O Sede 216 vem pra provar que é possível tem um ambiente descontraído e tranquilo, mas com rótulos de altíssima qualidade. Foi um dos lugares que mais gostei de conhecer ultimamente!

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O lugar conta apenas uma mesa coletiva interna e poucas externas, que são bastante disputadas no sábado de sol. O ótimo atendimento é feito pelas proprietárias Daniela Bravin e Cássia Campos, que são sommelières. Logo que chegamos pedimos a carta de vinhos e a Cássia logo explicou: Não temos! Os vinhos mudam periodicamente. Ela nos convidou a entrar para escolher, sempre auxiliando de acordo com o nosso paladar.

Neste dia, havia cerca de 10 rótulos disponíveis, entre brancos, tintos e até mesmo o excêntrico vinho laranja ( feito de uvas brancas, mas vinificado como tinto, com o uso das cascas na fermentação). Escolhemos uma garrafa de um bom branco, mas também há opções em taças que começam em 20 reais, as garrafas começam em cerca de cem reais.

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Sou essa pessoa de verde bem feliz! 🙂

E para comer, adivinhe? Também não tem cardápio, mas há algo ainda melhor! Aos sábados, a partir das 14h, são servidas ostras (29 reais – meia dúzia) com molhos criados pela chef Yukie Kabashima, pedimos metade sem e a outra marmorizada, um misto com hortelã que era maravilhoso! Sábado, vinho e ostras, pra que mais?

 

Restaurante 1884 e Bodegas CARO

Nossa viagem para Mendoza foi muito, muito especial, foi totalmente planejada para comemorar os 30 anos do meu marido.

Não por acaso, reservei com meses de antecedência (foi a primeira reserva da viagem) um jantar no dia do aniversário dele no restaurante do Francis Mallmann, você não conhece esse excêntrico chef? Recomendo assistir no Netflix o episódio dele na série Chef’s Table, é o terceiro episódio da primeira temporada. A chef Paola Carosella também dedica partes do seu livro, Todas as Sextas ao aprendizado com o chef argentino.

Nós ficamos encantados, admirados e com muita vontade de conhecer mais a cozinha do Francis, por isso, o aniversário do Léo foi tão especial, mas vamos começar pelo começo?

A reserva foi feita pelo e-mail: 1884reservas@francismallmann.com sem nenhum problema, apenas recomendo fazer isso com no mínimo um mês de antecedência. Logo na primeira resposta eles já confirmaram o dia e o horário e também indicaram, antes do jantar, a visita a Bodegas Caro, que fica na mesma propriedade e pode ser agendada da mesma fora, pelo endereço hospitality@bodegascaro.com.ar. A visita ficou para às 18h e o jantar para às 21:30h.

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Só que no dia, chegamos na CARO e houve uma confusão, foi nos falado que não haveria visitas esse horário. Calmamente mostrei meu e-mail com a confirmação e elas me explicaram que neste dia, haveria um jantar harmonizado com noite de tango, por isso não haveria degustação. Então foi proposto fazermos a degustação umas 19h e depois quando o grupo do jantar chegasse faríamos a visita e poderíamos assistir um pouco do tango, eu AMEI essa ideia porque nas três vezes que estivemos na Argentina não nos animamos em assistir nenhum show desta dança, por ser um programa meio pega turista.

Sobre a CARO

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O legal dessa bodega é que ela fica na cidade, do centro até lá dá uns 15 minutos de carro e quando ele entra na rua, você nem acredita porque é uma área totalmente residencial. E o lugar que é lindo, já foi uma estação ferroviária, acreditam?

Mas sabe o mais legal ainda? Em 1999 surgiu a parceria em dois dos maiores nomes do vinho mundial. O CA do nome vem da família Catena, já conhecida neste blog, e o RO da Domaines Barons de Rothschild, produtora do Lafite, um vinho comercializado desde o século XVIII.

A ideia é fazer um vinho da aliança de duas culturas com as uvas: Malbec e Cabernet Sauvignon. A Catena, que está em sua terceira geração de produtores de vinho é responsável pelo conhecimento nos vinhedos de altitude, característicos de Mendoza e com sua marca registrada que é o Malbec.

Já a Rothschild trouxe a experiência de um século de Cabernet Sauvignon. Em 2000 foi a primeira safra da CARO. Desde sua primeira safra tem recebido elogios, consolidando-se como um dos grandes ícones do vinho argentino.

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Degustação

A CARO produz apenas três vinhos: O Caro, O Amancaya (que lá é vendido como Petit Caro) e o Aruma.

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O “melhor” – porque isso é bem relativo – vinho da casa é o Caro, um maravilhoso corte de Cabernet Sauvignon (70%) e Malbec (30%). Seu estilo é mais francês, cheio de nuances.

Eu gostei dos três e trouxemos dois dele. A nossa guia era ótima e bem atenciosa. A degustação foi bastante tranquila e deu para perceber as diferenças de cada um dos vinhos.

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Visita

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A tranquilidade acabou quando chegou o grupo do jantar. Começamos a visita pelo andar superior, que é lindo e repleto de obras de arte de mendocinos e a cave, como sempre fica no andar inferior. Nessa hora aconteceu algo MUITO ABSURDO, quando o grupo seguia a guia, um homem simplesmente ABRIU um dos barris! Isso mesmo, um ser que nunca deve ter ouvido a palavra noção, foi lá e e arrancou a tampa de um barril derramando o líquido que envelhecia no carvalho e a coitada da guia nem viu.

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Eu achei o cúmulo da falta de respeito, eu fiquei tão indignada que nem aproveitei a visita direito. Algo interessante é que nessa parede há um tanque onde o vinho é fermentado, igual as piscinas da Norton.

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Bom, avisamos a guia do acontecido. Assistimos coisa de 10 minutos de show e seguimos para o 1884 que fica bem do ladinho.

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É uma ótima vinícola para se visitar, ao contrário das outras que vemos vinhedos, tanques, na CARO é uma nova experiência.

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Não sabia o que esperar, porque olhando de fora o restaurante é literalmente uma porta!

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Mas ao entrar já surpreende, com um enorme pé direito, espaçoso e confortável, o 1884 não te intimida, e sim te convida a ficar aconchegado.

Ficamos na parte interna, mas dizem que no verão as mesas mais disputadas são na área externa, vimos o espaço pela janela e é um lugar lindo!

Como de de praxe no país, foi nos servido alguns tipos de pães, quentinhos e deliciosos e azeite.

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De entrada pedimos empanadas, e sem brincadeira é a melhor que já provei na minha vida. Tempero, massa, textura, tudo era perfeito. Acompanha um molhinho de tomate que combina super bem!

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Para o prato principal eu escolhi o Ojo de Bife com Chimichurri e Papas Patagonias e ele é tão bem servido que nem cabia direito na mesa, sério! A carne estava em um ponto perfeito, o chimichurri delicioso e essas batatas, eram cortadas bem fininhas e estavam muito crocantes, gostaria de levar pra casa hahahahha. Esse prato da para ser dividido tranquilamente, eu comi metade e já estava bem satisfeita, então o marido também aproveitou minha escolha.

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Agooora a escolha do Léo foi um tanto quanto exótica, ensopado de Coelho com arroz crocante, ele pediu por curiosidade jurando que não ia gostar, eu achei que nem ia ter coragem de provar, mas como perder essa oportunidade? O prato veio lindo e achei uma ótima surpresa! A carne é suave e suculenta, o tempero era uma delícia, se também tiverem curiosidade podem pedir sem medo!

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Pedimos ajuda do sommelier para escolher o vinho, achamos a carte ótima com boas opções em todas faixas de preço. Na hora da reserva avisei que era aniversário e fomos presenteados com uma taça de espumante.

E para finalizar a noite maravilhosa, pedimos de sobremesa o famoso Tabletón Mendocino e esse doce de leite era apenas o melhor do mundo!

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Sobre o valor da conta, deu caro sim, mas vale por na balança o quão especial será essa experiência pra você, para nós foi impagável. Assim que terminamos o jantar o garçom já solicitou o táxi e fomos embora muito muito felizes ❤

Visita – Bodega Catena Zapata

Depois de muito trabalho na Bienal do Livro, estou eu aqui para falar de uma das melhores experiências que tive em Mendoza, quiçá na vida!

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E a primeira e mais importante dica que eu posso te dar é: agende a sua visita na Catena com a maior antecedência possível, porque as vagas simplesmente se esgotam e é impossível a visita sem agendamento prévio.

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Entrei em contato com a vinícola pelo e-mail turismo@catenazapata.com três meses antes da viagem e já não havia vagas disponíveis no tour mais básico. Fizemos a degustação Nicolás Catena Zapata que custa 850 pesos por pessoa (!).

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História

Ao chegar, a sede já impressiona, a construção é em formato de pirâmide com uma bela vista da cordilheira. O estilo arquitetônico foi inspirado no Templo de Tikal, da Guatemala.

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Nosso tour começou às 11:30h, ao contrário todas outras visitas que fizemos, na Catena a primeira parte do roteiro é na sala de vídeo. Lá é explicada toda a história da família e da visita, algo bem turístico e sem grande profundidade. Mas entendemos o motivo da Catena é uma das vinícolas mais procuradas de Mendoza e uma das mais conhecidas e premiadas da América do Sul. Icônica pelo seu malbec foi fundada em 1902 quando o  avó de Nicolás plantou as parreiras.

Domingo, pai de Nicolás, e inspirador do vinho D.V Catenao rosto que aparece no rótulo é dele! expandiu o negócio. Em meados de 1990 que Nicolás deu início a sua revolução da vinícola e elevou nível e qualidade do varietal argentino.

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Nossa segunda parada foi na sala das barricas, nosso grupo era pequeno, com brasileiros membros da ABS – Associação Brasileira de Sommeliers  então nessa hora o coração de todo mundo disparou – DEGUSTAÇÃO DIRETO DAS BARRICAS DE CARVALHO! 

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A degustação estava inclusa na visita, mas eu achei que provaríamos apenas um vinho, mas nossa guia, que aliás, era maravilhosa, nos deu a oportunidade de provar três vinhos.

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Mas antes disso, a guia explicou que a vinícola algo bem interessante, a Catena é composta por seis vinhedos em locais e altitudes diferentes: Nicasia, Domingo, Adrianna, Angelica, La Piramide e Angelica Sur, e sabe como isso se traduz nos vinhos? É bem comum nos rótulos da Catena as uvas virem com os nomes dobrados, por exemplo, Malbec – Malbec, quer dizer que é a mesma uva, mas de vinhedos variados, também chamados de vinhos de corte. Como são cultivadas em temperaturas e altitudes diferentes, a mesma uva pode ganhar características próprias, com isso é possível fazer blends com a mesma uva.

Tudo isso, em partes, é obra do famoso enólogo Alejandro Vigil – que também dono da Casa del Enemigo –  um grande estudioso e que busca sempre aprender sobre cada vinhedo,  terroir e cada planta. Alguns o intitulam como “ louco”, assim como nossa guia hahaha, outros como gênio.

Assim que a barrica foi aberta, acredito que todos sentiram a mesma emoção, é uma oportunidade incrível e impagável.

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Começamos com o Adrianna e por ser o primeiro, foi aquela experiência explosiva, muito carvalho, vinho bem encorpado e que apesar de estar bom no olfato, no paladar os anos de envelhecimento ainda faziam falta.

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O Nicasia já nos pareceu mais suave, mas nada como o Nicolas, que não estava previsto no roteiro, mas a guia achou nosso grupo tão bem preparado e decidiu nos presentear. Foi uma grata surpresa, apesar dos três vinhos serem espetaculares, o último era claramente superior, quase redondo, aveludado no paladar e já bem próximo de ser engarrafado. Ficamos encantados com este vinho, que será um belo e icônico exemplar do malbec da Catena.

Prosseguimos com a visita e passamos rapidamente pela adega particular da família, sonho! Também estivemos na sala onde ficam as garrafas que ainda estão envelhecendo e não foram rotuladas.

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Em uma dessas salas fizemos a nossa degustação. Os vinhos eram o Chadonnay Catena Alta 2016, esse 2001 não provamos, só conhecemos,  Catena Zapata Malbec 2013 e o Nicolas 2013.

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Para acompanhar a degustação havia bolachinhas e nozes. Apesar de ser a degustação intermediária, achei tudo bem profissional. Cada um opinou sobre a cor, aroma e paladar. Saímos de lá quase às 15h!

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Para finalizar, se o seu interesse é mais na história ou se você ainda não visitou nenhuma vinícola e não conhece muito sobre o processo de produção, não recomendo a visita na Catena, esses dois tópicos passam praticamente em branco. Mas se você já conhece o suficiente e procura uma experiência inesquecível, eu recomendo exatamente essa degustação que fizemos, valem todos os pesos investidos.

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Ficamos tão apaixonados que trouxemos três garrafas da vinícola, todas compradas em Buenos Aires, o Chadonnay, um D.V e o Nicolas, que foi super difícil de encontrar mesmo lá e está em um local especial da nossa adega.