Accademia Del Buon Gusto – A melhor experiência na Toscana

Eu tô devendo um milhão de posts sobre a Itália, mas não consegui organizar as fotos câmera/gopro/celular. Aí fico com preguiça de escrever sem ter as fotos certinhas.

Mas ontem vimos um episódio da sexta temporada Chef’s Table do Dario Cecchini, um simpático açougueiro da Toscana. O restaurante dele fica em Panzano in Chianti, nós estávamos hospedados em Grave in Chianti que fica bem pertinho, olhando as imagens morremos de saudade de um dia frio e chuvoso que pegamos o carro para passear sem rumo por Panzano. E foi um dos melhores dias da minha vida ❤

Primeiro fomos em uma vinícola, a Panzarello. Que parecia estar fechada, paramos o carro, ficamos olhando e apesar de estar vazia fomos recebidos com muita simpatia. Fizemos uma degustação de vinhos e azeite e trouxemos uma garrafa. Já estávamos felizes, mas ainda havia tempo até o almoço. Dei uma olhada no Tripadvisor, salvador da pátria em viagens! E vi que a experiência em primeiro lugar era a Accademia del Buon Gusto.

Sem entender muito bem o que era lá fomos nós! Chegando em uma rua linda estreita e íngreme, fica a simpática e pequena entrada da Accademia del Buon Gusto. Novamente, apesar de ser uma segunda-feira chuvosa e estar vazio, fomos atendidos com a maior simpatia do mundo pelo Stefano, dono do lugar e a maior figura da Itália toda.

O lugar é pequeno e literalmente abarrotado de garrafas de vinhos, logo no início ele nos falou que tinha que ir para Florença em uma hora e meia, aproximadamente, mas mesmo assim faria com a gente a degustação de cerca das 25 rótulos de vinho, todos produzidos em Chianti, além de azeite e chocolates.

Com seu todo seu aparato, seu peculiar chapéu e avental personalizado, cada vez que as taças tilintavam Stefano nos dizia: Wine O’ Clock! Com seu seu ritual cômico e super informativo, ele servia um vinho para o meu marido e outro para mim e nos explicava qual provar primeiro, os aromas, a história da vinícola, sempre acompanhado com crônica das gravuras de um amigo que ele também vende por lá. E assim fomos provando e nos apaixonando por uma infinidade de vinhos. Começamos com os brancos e fomos para os tintos, azeites (os melhores que já provei, porém INFELIZMENTE esquecemos de comprar!), grapa e finalizando com um creme de avelã trufado que era uma coisa maravilhosa!

Mesmo com horário apertado ele não nos apressou em nenhum momento, pelo contrário. Quando falamos que queríamos comprar os vinhos, ele falou que isso era o menos importante, que apenas gostaríamos que a gente tivesse gostado da experiência e que voltássemos um dia.

Mas como sair sem levar vinhos de um lugar tão especial? Compramos três garrafas, um branco, diferente de tudo que já provamos. Um tinto que ele que ele tinha só três exemplares e ele ainda deixou a gente escolher o número de série. E o mais especial, o vinho do próprio Stefano, que além do blend de uvas, também produziu o rótulo e não pelo valor, e sim, pela lembrança, pela experiência e pela história se tornou a garrafa mais valiosa que trouxemos da nossa viagem! Vale lembrar que a degustação não é paga, mas é de bom grado comprar pelo menos um vinho!

Se você for para essa região da Itália faça o favor de visitar o Stefano e voltar cheio de vinhos e histórias pra contar ❤

Itália – Nosso Roteiro e Pontos Turísticos

Como falei no post sobre as férias, eu amo essa parte pré viagem para organizar tudo, desta vez era pouco tempo, mais coisas para pesquisar, então foquei no básico para não enlouquecer. Cidades e principais pontos turísticos que precisam ser comprados com antecedência.

Sou apaixonada pelo Google Drive e foi lá mesmo que eu fiz esse calendário tosco, porém muito útil para termos um bom panorama dos nosso dias de viagem.

Nosso calendário

O primeiro passo foi definir as cidades que iríamos. Nosso voo era ida e volta por Roma, então decidimos partir para Milão no começo da viagem. Não quisemos pegar o trem pra Milão no mesmo dia com medo do voo atrasar e perdermos o horário da partida, também por cansaço de ter que encarar mais 3 horas e meia no trem depois de um voo longo.

Roma

Chegamos domingo cedinho (depois vou fazer um post só com os meios de transportes que usamos). Fizemos uma horinha e fomos para o hotel descansar. No mundo perfeito, a gente estaria descansado, só tomaríamos um banho e partiu conhecer Roma. Mas na real é que estávamos tortos depois de 12 horas de voo em que mal dormimos.

Lá pelas 15h saímos para passear, nesta primeira parada em Roma ficamos perto da estação Termini, também vou fazer um post sobre todos os hotéis que ficamos, mas já adianto que TODOS menos na Toscana e em Roma parte 2 a nossa prioridade foi ficar perto das estações de trem e foi uma ÓTIMA ESCOLHA.

Neste primeiro dia em Roma foi bem livre, visitamos o Panteão, a Praça Navona e Fontana di Trevi, tudo gratuito e tudo maravilhoso. A Fontana foi nosso primeiro ponto turístico, totalmente perdidos indo para o Panteão, do nada vimos uma multidão, “O que tá acontecendo?!” E lá estava ela, chorei. Chorei, agradeci e ela é mais impressionante que qualquer foto, indescritível esse momento! Durante a viagem fomos diversas vezes lá, e claro, jogamos nossa moeda para garantir a nossa volta!

Milão

Sobre Milão, não é um lugar que amamos. O Duomo é inexplicável, recomendo a ida até Navigli, que é uma região de bares que mesmo em uma segunda-feira de inverno estava lotada. Também acho a experiência de beber um Aperol Spritz, olhando para a catedral é indispensável. Mas só. É uma cidade enorme e foi a única que nos passou uma sensação de insegurança durante toda a viagem. 

Resumo: Se quiser manter a cidade no roteiro, saiba que uma noite é o suficiente!

Veneza

APAIXONANTE! Há nesse mundo vasto da internet quem tenha pavor da cidade. Ela é turística sim, dizem que no verão lota, então recomendo a época que fomos, estava bem ok. Não fizemos nada de especial, não andamos de gondôla, mas fizemos um Free Walking Tour para conhecer um pouco mais da história, nos perdemos inúmeras vezes e tivemos uma vista linda no terraço de um shopping rico chamado Fondaco dei Tedeschi. Também jantamos duas vezes em um dos melhores restaurantes de toda a Itália ❤ (também vai ter post de restaurantes!)

Resumo: Cidade linda, dá para passar uns três dias apenas admirando a beleza.

Florença

Tivemos 24 horas corridas em Florença, de lá partimos para Chianti. Mas deu para aproveitar um pouco da cidade, além do Duomo e da famosa (e assustadora) subida até a cúpula. Conhecemos a Ponte Vecchio, Piazza della Signoria e comemos o melhor panini de toda a viagem.

Resumo: Moraria em Florença!

Chianti

Nossa base na Toscana, nosso momento de descanso na viagem ❤ ficamos três noites no melhor hotel da vida (vai ter post dos hotéis também!) É uma região que vale a pena ir, as estradas da Toscana parecem uma pintura.

Resumo: Quando eu for rica vou ter uma vinícola em Chianti!

Roma – Parte 2

Pegamos um apartamento pelo Airbnb no MELHOR BAIRRO DESSA CIDADE! Trastevere ❤
Castel Sant’ Angelo, que não tinha lido nada antes e foi uma surpresa maravilhosa, recomento MUITO a visita. Fizemos um Free Walking Tour, Vaticano, com seus museus, sua basílica, Capela Sistina e a oportunidade única de ver o papa. Coliseu, Fórum Romano, centenas de igrejas maravilhosas e as melhores pizzas e gelatos do mundo! Ficamos os últimos 5 dias e daria para passar um vida lá!

Resumo: Ficamos os últimos 5 dias e daria para passar um vida lá!

Pontos Turísticos – Ingressos

Sobre os pontos turísticos os que compramos com antecedência pelos sites oficiais foram:

Lugares que não conseguimos visitar porque já estavam esgotados:

Milão – A última Ceia do Da Vinci (esse precisa comprar os ingressos COM MESES DE ANTECEDÊNCIA!)

Roma – Visita completa do Coliseu com subterrâneos e Belvedere – Triste demais! Porém voltaremos para fazer (né, amor?!)

Vaticano – Túmulo de São Pedro e Necrópole, também precisa ser reservado com muita antecedência!

Mesmo sendo bem dividido e sem deixar nossos dias lotados de compromissos, é importante saber que essa é uma viagem extremamente cansativa. Só usamos táxi uma vez, metrô pouquíssimas vezes. Andávamos em média 15 km por dia. Muitas escadas, principalmente no Duomo de Florença. Quilômetros e quilômetros percorridos puxando malas pelas ruas italianas. Então um tênis confortável, muita água, muitos vinhos, um bom preparo físico, pizzas e no mínimo um gelato por dia são essenciais para fazer essa viagem!

Sumiço, férias e um produto da Korres

Como dizem, quem é vivo sempre aparece! Então senta que lá vem história…

Eu comecei esse ano cansada. 2019 começou pesado, eu só queria marcar meus vinte dias de férias, planejar esses dias de folga tranquilamente. Mas não foi nada disso que aconteceu. Aliás, foi. Só não foi nada tranquilo rs.

Em fevereiro eu descobri que não iria conseguir tirar férias em abril por uma série de coisas do trabalho. Em fevereiro meu marido descobriu que tinha que marcar as férias urgentemente, mas só poderia ser depois da segunda semana de março. Mas eu tinha que voltar antes de abril. Praticamente na última semana do segundo mês do ano fechamos as férias para o dia 11 de março.

3 semanas para organizar 20 dias de férias. EU AMO ORGANIZAR FÉRIAS. Mas a gente não tinha ideia do que fazer, eu sugeri Maragogi, minha ideia de férias era sol e all inclusive. Não tinha data no hotel que a gente queria.

O Léo sugeriu Atacama. Passagem ok, passeios caros, não era a época que a gente queria ir. Vimos Cidade do México, Cancún, Paris, Roma.

Roma! Preço maravilhoso de passagens, vamos comprar? Amanhã a gente compra, tá tarde.

No outro dia estava O DOBRO DO PREÇO. Exatamente o dobro. A gente queria morrer, mas paciência. Tudo estava caro.

Dois dias depois, ainda com um resquício de esperança e as passagens estavam lá de novo! Comprei entre uma ligação e outra no meio do expediente. 16 dias na Itália!

Faltavam 15 dias pra data do embarque.

O que a gente vai fazer? Pra onde vamos? Onde ficaremos?

Não sabíamos! Por isso meu sumiço, muita ansiedade. Muita coisa para deixar encaminhada no trabalho. Tantos planos pra fazer!

Nosso primeiro passo foi ver vídeos de roteiro na Itália e fechamos: Milão, Veneza, Florença, Toscana, Roma.

Dividido os dias, vamos ver passagens de trem. Caras. BEM CARAS. Vimos que tinha um desconto de 30% em cada passagem e valia até meia noite do domingo. Era domingo, então tranquilo. AI PENSEI, MEIA NOITE DA ITÁLIA, NÉ? Faltava uns 20 minutos. Compramos os trechos Roma/Milão, Milão/Veneza e Veneza/Florença nesses minutos e VALEU muito a pena.

Primeira dica que eu posso te dar sobre a Itália é: Compre as passagens de trem com antecedência. Fique de olho no site Trenitalia sempre tem algum tipo de promoção.

Fechado isso, o nosso já reservamos nossos hotéis no nosso amigo Booking e a última parada em Roma no Airbnb.

E foi isso. Fomos na cara, coragem, poucos passeios marcados e uma vontade louca de conhecer esse mundão ❤

Sem grandes perrengues (mesmo com Mercúrio retrogrado!) lugares lindos, comidas maravilhosas e o melhor companheiro de viagem do mundo ❤

Obviamente que depois eu conto mais, mas pra aproveitar esse post cheio de assunto. Como a viagem teve vários destinos, fomos só com uma mala grande e as de mão. Minha necessaire com os produtos que uso diariamente é grande, pesada. Nem pensei em levar ela completa para a viagem.

Então tive que fazer uma “curadoria” do que seria essencial. Para a pele a primeira coisa que peguei foi o protetor solar da Bioré. A vitamina C que eu falo no post do link já tinha acabado e no lugar comprei esse sérum da da Korres. Então fui na fé e coragem e só levei esses dois produtos de cuidado com a pele na mala.

Esse sérum é de Rosa Mosqueta, se você acompanha o mundo do skin care, sabe que esse ingrediente é uma febre das peles maravilhosas. Eu comprei ele na promoção por 59, o preço normal é mais de 100 reais.

Primeiro, eu amo os produtos da Korres. Eles são naturais, sem corantes e não testam em animais!

A marca fala que ele é um Tratamento Cosmético Corretor de Marcas Escuras com vitamina C e óleo de Rosa Mosqueta. Que minimiza marcas escuras e iguala o tom da pele. Proporcionando brilho radiante e uma pele saudável

Ele a textura é bem leve, o cheiro é de rosa. Eu não amo, mas passa logo. Minha pele, principalmente durante a viagem, estava bem seca, então eu passava de manhã e antes de dormir. Normalmente eu uso ele antes do hidratante, minha pele absorve bem rápido. Mas acredito se sua pele for oleosa, talvez ache ele pesado, sabe?

A pele fica com uma textura macia e bem radiante. A Korres diz que os resultados são visíveis após da 12º semana de uso contínuo. Eu não vi nenhum milagre, mas ele fez o papel de sérum e hidratante noturno lindamente! Se verem ele na promoção, podem investir!

Não sumo e já já volto com dicas lindas da Itália ❤

Mendoza – Trivento e Trapiche

Escolhi juntar duas vinícolas no mesmo post nem só porque fomos no mesmo dia, e sim, porque ambas são bem conhecidas por nós brasileiros (e pra dar boas dicas pra minha amiga Ligia que desembarca na cidade em janeiro <3)

Antes de começar quero te falar uma coisa, na Argentina bebe-se MUITO vinho, sério. Conheci primeiro Buenos Aires e depois Santiago, há uma nítida diferença de comportamento dos dois com relação a bebida. Na Argentina vemos jovens, idosos, em qualquer horário do dia degustando uma bela taça de vinho, agora no Chile, você sabia que você só pode beber se comer algo? Há também restrições no horário de venda das bebidas alcoólicas e também não é permitido beber em locais públicos.

Dito isso isso, amamos o Chile, mas a Argentina mora no coração ❤ e dito isso parte 2: Bebe-se muito em Mendoza. Marcamos quatro vinícolas por dia e em todas as últimas chegamos atrasados e tortos hahahahahah  então recomendo marcar três e nunca em hipótese nenhuma dirigir, nosso motorista era chatinho, era! Mas essa foi a nossa única preocupação.

Trivento

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A Trivento foi a primeira do nosso dia, chegamos cedo e nosso guia já nos serviu um espumante até o outro casal chegar, enquanto isso ficamos admirando as obras expostas que eram incríveis e de artistas mendocinos.

A Trivento pertence ao gigantesco grupo chileno Concha y Toro, já esperávamos toda a modernidade e a estrutura da sua matriz e confesso que estava achando que a visita seria mais do mesmo.

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Mas ainda bem que eu estava enganada, nosso guia que era um queridão fez a gente andar até as parreiras em um frio de uns 3 graus para nos proporcionar uma experiência incrível.

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Neste lugar lindo, com um frio que doía na alma tivemos uma verdadeira aula sobre agronomia! Falamos sobre o terroir, as estruturas das parreiras, sobre as pragas que as plantas podem atrair e como repelir. A irrigação é feita com água de degelo do rio Mendoza e é uma das mais límpidas que já vi, fiquei encantada.

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Também foi explicado exatamente como é feita a poda da parreira e fiquei feliz de aprender um pouco mais e sair do roteiro pré-definido das demais degustações.

Depois seguimos rapidamente pela parte de produção do vinho, tudo bem moderno como já esperávamos.

A degustação foi feita na parte principal e achei bem aconchegante. Escolhemos a degustação Trilogia: provamos o GOLDEN RESERVE Syrah 2014, o LEJANAMENTE
JUNTOS – Malbec e Cabert Sauvignon 2013GOLDEN RESERVE BLACK SERIES – Malbec 2014

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Todos maravilhosos, se você quer se esbaldar com Malbec essa é sua degustação! Minha uva preferida da vida!

Trapiche

Foi a última do dia e chegamos atrasados porém felizes. Foi a visita mais cheia que participamos em Mendoza, eram umas 30 pessoas de todas as partes do mundo. A vinícola foi fundada por um italiano apaixonado por vinho,  rapidamente a vinícola se tornou um ícone de Mendoza, a ponto de ter a sua própria linha de trem (hoje desativada) para transportar os seus vinhos para serem engarrafados em Buenos Aires.

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A visita começa na parte antiga até seguimos para a sala de degustação que fica em um piso superior, com chão de vidro e acesso para um deck com uma vista maravilhosa. Inclusive, quase não indico essa vinícola, mas pela paisagem e pelo clima tão gostoso vale a pena.

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Pelo fato da quantidade de pessoas achei a degustação conturbada e mal dava para ouvir a explicação.

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Os vinhos degustados foram Costa y Pampa, Fond de Cave Reserva y Gran Medalla. O Fond Cave Malbec é dos vinhos que eu mais gosto da vida! Porém a versão Petit Verdot não me agradou muito. O Gran Medalla é bom, e neste momento estou arrependida de não ter trazido ele.

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Todos os vinhos degustados foram bons, a visita não é imperdível, mas foi tão gostoso sentar e aproveitar a vista que se tiver um espacinho na agenda, vale sim a apena!

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Casa El Enemigo – Quando almoçar na casa do inimigo é uma ótima ideia!

Se você aprecia vinhos argentinos, o nome Alejandro Vigil já deve ser familiar. Falei um pouco dele aqui no post da visita na Catena Zapata e tivemos a oportunidade de conhecê-lo na sua própria vinícola.  A Casa El Enemigo começou em 2008 na própria casa do enólogo em parceria com a filha mais nova de Nicolás Catena, a Adrianna Catena. A proposta é ser mini vinícola com restaurante, utilizando técnicas modernas e sustentáveis para uma produção orgânica.

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Agendei a visita pelo e-mail: constanzah@enemigowines.com e a Constanza foi muito querida durante todo o contato, comentei que no dia do almoço, 12 de junho é dia dos namorados no Brasil e fazíamos questão de comemorar com esse almoço tão especial. Chegando lá nos apresentamos falamos da nossa reserva e já estávamos nos dirigindo pro salão principal, mas SURPRESA a atendente falou que nossa reserva era para uma mesa na cave.

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Descemos sem entender muito bem, mas ela falou que como era dia dos namorados e eu tinha marcado com antecedência (ANTECEDÊNCIA é a palavra chave em Mendoza, já falei isso nos outros posts, né? hahahaha) eles reservaram uma mesa especial. O lugar é pequeno, tem cerca de umas 6 mesas e nosso almoço foi ao lado das barricas de carvalho, que estavam, cheias de vinho que envelheciam em um lugar privilegiado. Pensa no aroma? O lugar é super reservado e tranquilo, antes mesmo de começar já era nosso restaurante preferido!

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O almoço custou $760 pesos por pessoa e a degustação é a parte começando em $280. O menu é composto por três passos, mas começou com a tradicional cesta de pães. Eu falei que os do 1884 era bons, mas esses era os melhores que já provei! Pedimos para repetir hahahaha.

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Nossos vinhos eram: Cabernet Franc 2014 (veio na mala), Malbec 2013 e um blend de Shyrah e Viogner 2013 

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Para entradas eu escolhi a empanada Mendocina que vinha com um tapenade de azeitonas pretas e verdes e estava incrível, mas a escolha do Léo era ainda melhor, era um ovo cozido com gema mole e empanado, nunca comi nada do tipo e achei maravilhoso!

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Para os pratos principais pedi o costumeiro Ojo de Bife que estava perfeito e o marido escolher Ossobuco que demora 12 horas para ficar pronto e foi um dos pratos preferidos dele da viagem toda.

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DSC05224De sobremesa foi um mousse de chocolate branco e doce de leite com pêssego, e foi a chave de ouro, não tenho nenhuma ressalva a fazer.

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Durante o almoço também foi nos servido outro vinho que a nossa atendente abriu e estava oferecendo para todos, mas eu não me recordo. Todos os vinhos da El Enemigo são excepcionais.  Bebe-se bem e come-se ainda melhor!

A conta é paga no salão principal e como se não bastasse tudo de perfeito ainda encontramos o Alejandro e trocamos umas palavrinhas. Se você vai para Mendoza pode colocar essa experiência no topo de coisas obrigatórias para fazer, não fizemos a visita porque já havíamos agendado outra, mas é um lugar que eu pretendo voltar!

Restaurante 1884 e Bodegas CARO

Nossa viagem para Mendoza foi muito, muito especial, foi totalmente planejada para comemorar os 30 anos do meu marido.

Não por acaso, reservei com meses de antecedência (foi a primeira reserva da viagem) um jantar no dia do aniversário dele no restaurante do Francis Mallmann, você não conhece esse excêntrico chef? Recomendo assistir no Netflix o episódio dele na série Chef’s Table, é o terceiro episódio da primeira temporada. A chef Paola Carosella também dedica partes do seu livro, Todas as Sextas ao aprendizado com o chef argentino.

Nós ficamos encantados, admirados e com muita vontade de conhecer mais a cozinha do Francis, por isso, o aniversário do Léo foi tão especial, mas vamos começar pelo começo?

A reserva foi feita pelo e-mail: 1884reservas@francismallmann.com sem nenhum problema, apenas recomendo fazer isso com no mínimo um mês de antecedência. Logo na primeira resposta eles já confirmaram o dia e o horário e também indicaram, antes do jantar, a visita a Bodegas Caro, que fica na mesma propriedade e pode ser agendada da mesma fora, pelo endereço hospitality@bodegascaro.com.ar. A visita ficou para às 18h e o jantar para às 21:30h.

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Só que no dia, chegamos na CARO e houve uma confusão, foi nos falado que não haveria visitas esse horário. Calmamente mostrei meu e-mail com a confirmação e elas me explicaram que neste dia, haveria um jantar harmonizado com noite de tango, por isso não haveria degustação. Então foi proposto fazermos a degustação umas 19h e depois quando o grupo do jantar chegasse faríamos a visita e poderíamos assistir um pouco do tango, eu AMEI essa ideia porque nas três vezes que estivemos na Argentina não nos animamos em assistir nenhum show desta dança, por ser um programa meio pega turista.

Sobre a CARO

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O legal dessa bodega é que ela fica na cidade, do centro até lá dá uns 15 minutos de carro e quando ele entra na rua, você nem acredita porque é uma área totalmente residencial. E o lugar que é lindo, já foi uma estação ferroviária, acreditam?

Mas sabe o mais legal ainda? Em 1999 surgiu a parceria em dois dos maiores nomes do vinho mundial. O CA do nome vem da família Catena, já conhecida neste blog, e o RO da Domaines Barons de Rothschild, produtora do Lafite, um vinho comercializado desde o século XVIII.

A ideia é fazer um vinho da aliança de duas culturas com as uvas: Malbec e Cabernet Sauvignon. A Catena, que está em sua terceira geração de produtores de vinho é responsável pelo conhecimento nos vinhedos de altitude, característicos de Mendoza e com sua marca registrada que é o Malbec.

Já a Rothschild trouxe a experiência de um século de Cabernet Sauvignon. Em 2000 foi a primeira safra da CARO. Desde sua primeira safra tem recebido elogios, consolidando-se como um dos grandes ícones do vinho argentino.

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Degustação

A CARO produz apenas três vinhos: O Caro, O Amancaya (que lá é vendido como Petit Caro) e o Aruma.

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O “melhor” – porque isso é bem relativo – vinho da casa é o Caro, um maravilhoso corte de Cabernet Sauvignon (70%) e Malbec (30%). Seu estilo é mais francês, cheio de nuances.

Eu gostei dos três e trouxemos dois dele. A nossa guia era ótima e bem atenciosa. A degustação foi bastante tranquila e deu para perceber as diferenças de cada um dos vinhos.

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Visita

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A tranquilidade acabou quando chegou o grupo do jantar. Começamos a visita pelo andar superior, que é lindo e repleto de obras de arte de mendocinos e a cave, como sempre fica no andar inferior. Nessa hora aconteceu algo MUITO ABSURDO, quando o grupo seguia a guia, um homem simplesmente ABRIU um dos barris! Isso mesmo, um ser que nunca deve ter ouvido a palavra noção, foi lá e e arrancou a tampa de um barril derramando o líquido que envelhecia no carvalho e a coitada da guia nem viu.

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Eu achei o cúmulo da falta de respeito, eu fiquei tão indignada que nem aproveitei a visita direito. Algo interessante é que nessa parede há um tanque onde o vinho é fermentado, igual as piscinas da Norton.

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Bom, avisamos a guia do acontecido. Assistimos coisa de 10 minutos de show e seguimos para o 1884 que fica bem do ladinho.

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É uma ótima vinícola para se visitar, ao contrário das outras que vemos vinhedos, tanques, na CARO é uma nova experiência.

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Não sabia o que esperar, porque olhando de fora o restaurante é literalmente uma porta!

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Mas ao entrar já surpreende, com um enorme pé direito, espaçoso e confortável, o 1884 não te intimida, e sim te convida a ficar aconchegado.

Ficamos na parte interna, mas dizem que no verão as mesas mais disputadas são na área externa, vimos o espaço pela janela e é um lugar lindo!

Como de de praxe no país, foi nos servido alguns tipos de pães, quentinhos e deliciosos e azeite.

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De entrada pedimos empanadas, e sem brincadeira é a melhor que já provei na minha vida. Tempero, massa, textura, tudo era perfeito. Acompanha um molhinho de tomate que combina super bem!

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Para o prato principal eu escolhi o Ojo de Bife com Chimichurri e Papas Patagonias e ele é tão bem servido que nem cabia direito na mesa, sério! A carne estava em um ponto perfeito, o chimichurri delicioso e essas batatas, eram cortadas bem fininhas e estavam muito crocantes, gostaria de levar pra casa hahahahha. Esse prato da para ser dividido tranquilamente, eu comi metade e já estava bem satisfeita, então o marido também aproveitou minha escolha.

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Agooora a escolha do Léo foi um tanto quanto exótica, ensopado de Coelho com arroz crocante, ele pediu por curiosidade jurando que não ia gostar, eu achei que nem ia ter coragem de provar, mas como perder essa oportunidade? O prato veio lindo e achei uma ótima surpresa! A carne é suave e suculenta, o tempero era uma delícia, se também tiverem curiosidade podem pedir sem medo!

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Pedimos ajuda do sommelier para escolher o vinho, achamos a carte ótima com boas opções em todas faixas de preço. Na hora da reserva avisei que era aniversário e fomos presenteados com uma taça de espumante.

E para finalizar a noite maravilhosa, pedimos de sobremesa o famoso Tabletón Mendocino e esse doce de leite era apenas o melhor do mundo!

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Sobre o valor da conta, deu caro sim, mas vale por na balança o quão especial será essa experiência pra você, para nós foi impagável. Assim que terminamos o jantar o garçom já solicitou o táxi e fomos embora muito muito felizes ❤

Visita – Bodega Catena Zapata

Depois de muito trabalho na Bienal do Livro, estou eu aqui para falar de uma das melhores experiências que tive em Mendoza, quiçá na vida!

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E a primeira e mais importante dica que eu posso te dar é: agende a sua visita na Catena com a maior antecedência possível, porque as vagas simplesmente se esgotam e é impossível a visita sem agendamento prévio.

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Entrei em contato com a vinícola pelo e-mail turismo@catenazapata.com três meses antes da viagem e já não havia vagas disponíveis no tour mais básico. Fizemos a degustação Nicolás Catena Zapata que custa 850 pesos por pessoa (!).

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História

Ao chegar, a sede já impressiona, a construção é em formato de pirâmide com uma bela vista da cordilheira. O estilo arquitetônico foi inspirado no Templo de Tikal, da Guatemala.

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Nosso tour começou às 11:30h, ao contrário todas outras visitas que fizemos, na Catena a primeira parte do roteiro é na sala de vídeo. Lá é explicada toda a história da família e da visita, algo bem turístico e sem grande profundidade. Mas entendemos o motivo da Catena é uma das vinícolas mais procuradas de Mendoza e uma das mais conhecidas e premiadas da América do Sul. Icônica pelo seu malbec foi fundada em 1902 quando o  avó de Nicolás plantou as parreiras.

Domingo, pai de Nicolás, e inspirador do vinho D.V Catenao rosto que aparece no rótulo é dele! expandiu o negócio. Em meados de 1990 que Nicolás deu início a sua revolução da vinícola e elevou nível e qualidade do varietal argentino.

DSC05354Degustação

Nossa segunda parada foi na sala das barricas, nosso grupo era pequeno, com brasileiros membros da ABS – Associação Brasileira de Sommeliers  então nessa hora o coração de todo mundo disparou – DEGUSTAÇÃO DIRETO DAS BARRICAS DE CARVALHO! 

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A degustação estava inclusa na visita, mas eu achei que provaríamos apenas um vinho, mas nossa guia, que aliás, era maravilhosa, nos deu a oportunidade de provar três vinhos.

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Mas antes disso, a guia explicou que a vinícola algo bem interessante, a Catena é composta por seis vinhedos em locais e altitudes diferentes: Nicasia, Domingo, Adrianna, Angelica, La Piramide e Angelica Sur, e sabe como isso se traduz nos vinhos? É bem comum nos rótulos da Catena as uvas virem com os nomes dobrados, por exemplo, Malbec – Malbec, quer dizer que é a mesma uva, mas de vinhedos variados, também chamados de vinhos de corte. Como são cultivadas em temperaturas e altitudes diferentes, a mesma uva pode ganhar características próprias, com isso é possível fazer blends com a mesma uva.

Tudo isso, em partes, é obra do famoso enólogo Alejandro Vigil – que também dono da Casa del Enemigo –  um grande estudioso e que busca sempre aprender sobre cada vinhedo,  terroir e cada planta. Alguns o intitulam como “ louco”, assim como nossa guia hahaha, outros como gênio.

Assim que a barrica foi aberta, acredito que todos sentiram a mesma emoção, é uma oportunidade incrível e impagável.

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Começamos com o Adrianna e por ser o primeiro, foi aquela experiência explosiva, muito carvalho, vinho bem encorpado e que apesar de estar bom no olfato, no paladar os anos de envelhecimento ainda faziam falta.

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O Nicasia já nos pareceu mais suave, mas nada como o Nicolas, que não estava previsto no roteiro, mas a guia achou nosso grupo tão bem preparado e decidiu nos presentear. Foi uma grata surpresa, apesar dos três vinhos serem espetaculares, o último era claramente superior, quase redondo, aveludado no paladar e já bem próximo de ser engarrafado. Ficamos encantados com este vinho, que será um belo e icônico exemplar do malbec da Catena.

Prosseguimos com a visita e passamos rapidamente pela adega particular da família, sonho! Também estivemos na sala onde ficam as garrafas que ainda estão envelhecendo e não foram rotuladas.

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Em uma dessas salas fizemos a nossa degustação. Os vinhos eram o Chadonnay Catena Alta 2016, esse 2001 não provamos, só conhecemos,  Catena Zapata Malbec 2013 e o Nicolas 2013.

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Para acompanhar a degustação havia bolachinhas e nozes. Apesar de ser a degustação intermediária, achei tudo bem profissional. Cada um opinou sobre a cor, aroma e paladar. Saímos de lá quase às 15h!

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Para finalizar, se o seu interesse é mais na história ou se você ainda não visitou nenhuma vinícola e não conhece muito sobre o processo de produção, não recomendo a visita na Catena, esses dois tópicos passam praticamente em branco. Mas se você já conhece o suficiente e procura uma experiência inesquecível, eu recomendo exatamente essa degustação que fizemos, valem todos os pesos investidos.

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Ficamos tão apaixonados que trouxemos três garrafas da vinícola, todas compradas em Buenos Aires, o Chadonnay, um D.V e o Nicolas, que foi super difícil de encontrar mesmo lá e está em um local especial da nossa adega.