Valle Nevado – (um pouco) Low Cost

Você pode ver todos os posts sobre o Chile neste link

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Por que UM POUCO nesse título aí? Porque esportes na neve nunca, nunca, serão baratos esse post será pra você economizar no transfer

A dica de sempre é pesquisar e atender suas expectativas. Se você faz questão que um transfer que te busque no seu hotel, essa dica não será muito útil, mas se você quer economizar vem que te ajudo!

Depois de comparar muito, colocar no papel, decidimos subir a Cordilheira com a Ski Total

Quanto custa?

Esse é o valor apenas do transfer por pessoa. Pesquisando cheguei a ver até 30 mil pesos por pessoa então é uma ótima economia!

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Como funciona?

Só acordar cedo e ir até a sede da Ski Total, que fica na Av. Apoquindo 4900,  no bairro Las Condes. Como estávamos no Centro e acordamos atrasados pedimos um Uber, mas lá fica bem perto do metrô e o melhor jeito de ir e voltar porque pegamos bastante trânsito, a volta de metro foi bem mais tranquila (e mais barata).

Não precisa agendar nada é só chegar lá até às 8hrs, na alta temporada tem saídas diárias e todas as vans retornam às 17hrs.  A  Ski Total fica em uma galeria e é fácil de localizá-la porque tem diversas vans estacionadas na frente. Chegando lá você passa em um balcão para alugar roupas e equipamentos.

Uma coisa que achei bem chata é que os atendentes tentam fazer você alugar roupas e equipamentos de qualquer jeito, a mulher que me atendeu chegou até abrir o site pra me mostrar a temperatura no Valle Nevado, mas não tenha vergonha de falar no gracias! 

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Ski Total

Vale a pena alugar?

Você tem certeza absoluta que vai esquiar? Alugue, mas tenha consciência que apesar de pagar mais barato do que na estação de esqui, você vai ficar carregando um trambolho pesado (MUITO PESADO!) o dia todinho! Sobre as roupas: Vai esquiar? Alugue! Não vai? não é necessário! É só fazer várias camadas, um sapato que não molha, touca e luvas, dá pra sobreviver!

Estações de Esqui

Ao contrário de agências de turismo que fazem roteiros como: Valle Nevado e Farellones no mesmo dia, na Ski Total você compra o transfer somente para onde vai. (Acho que isso até pode ser uma coisa boa, porque na volta da viagem conversando com alguns brasileiros que fecharam o pacote com as duas estações de esqui relataram que fica bem corrido, que não dá para aproveitar nem uma e nem outra direito!)

E qual escolher? 

Pensa em uma montanha super alta, no topo dessa montanha fica o Valle Nevado, 20 curvas abaixo fica a entrada para Farellones e La Parva. Por ser mais longe, ir ao Valle Nevado é mais caro. Por que escolhemos essa estação? Novamente, por ser láááá no topo da Cordilheira a neve “resiste mais” COMO ASSIM?  Fomos no meio de agosto e tinha risco das primeiras estações já estarem com neve mais escassa. Uma amiga minha foi mesmo período um ano antes e falou que tinha mais neve na estrada do que na estação, por isso preferimos não arriscar.

MAS eu acho o esquema de Farellones muito mais legal, é só pagar um taxa que você tem direito de fazer todas as atividades, mas também ouvi que na alta temporada é tão cheio que dá pra fazer uma atividade só e acabou! Sobre a Colorado eu não posso opinar porque não pesquisei muito.

Portillo eu queria MUITO ir, não fica nessa mesma estrada que as outras, e sim no trajeto até a Argentina, há fotos maravilhosas de lá espalhadas pela internet, mas por ser bem mais loonge fugia muito da nossa ideia.

Escolheu a estação? É só entrar nessa fila, pagar e te dão um ticket com o número da sua van, simples assim!

Van – Trajeto

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Mil curvas

Mesmo chegando mais tarde que o recomendado, entramos na van e esperamos uns bons minutos até o motorista guardar o equipamentos de esqui. Não estranhe, 90% das pessoas que estarão na van são esquiadores MESMO!  Todo mundo vestido e preparado para a montanha, de turistas só tinha eu e meu marido.

Dica: Seu estômago é sensível? Você enjoa fácil? Pode tomar um Dramin de café da manhã, mesmo! São 60 curvas super fechadas até o Valle Nevado misturado com a sensação de altitude, uma bomba pra quem já tem pré disposição para passar mal.

Eu fiquei bem admirando a paisagem, mas não consegui abrir a mochila pra pegar a câmera porque meu marido sentiu o cheiro do lanche que estávamos levando e ficou nauseado.

Falando nisso: Leve lanche e água! Nas estações é tudo caríssimo, então leve coisas para comer sem medo de ser feliz!

Não tivemos nenhum problema ou susto nos trajetos, nas avaliações da Ski Total do Trip Advisor você vai se deparar com umas histórias terríveis, mas felizmente nosso motorista era ótimo, zero sustos!

Chegando lá

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Estacionamento

Ele para no estacionamento e avisa que para todo mundo se encontrar às 16:30 no mesmo local.

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Primeiro ficamos passeando, comemos e fomos decidir se iríamos ou não fazer a aula. Lembrando, se você não quiser fazer nada, só ficar andando por lá e passeando você não precisa pagar NADA, aqui estão os preços de todas as atividades.  Meu marido fez a aula iniciante e eu peguei o passeio de Gôndola (um teleférico fechado) + snack. Foram duas horas de aula enquanto eu passeei um pouco de depois achei um mesa bem quentinha e confortável no restaurante Bajo Zero. O lanche era algo como hambúrguer ou hot dog, bonzinho, mas nada demais.  E fique ciente que:  a aula + passeio + aluguel de equipamentos = uma pequena fortuna!

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Gôndola

 

Vale a pena?

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Se seu sonho é esquiar, vale! Agora só pra passear, não! Tem vários nadas pra fazer, mas ainda sim é lindo!

Quando estávamos indo para a van começou a nevar e foi  a hora mais linda ❤ ficamos aproveitando os floquinhos caindo ❤

Coisas que eu amo em SP

Basicamente a variedade de lugares para comer hahahah

Todos moradores dessa selva de pedra vivem uma relação de amor-ódio com a cidade. O transporte é caro e ruim, o trânsito é caótico, convivemos com a insegurança diária, mas há algumas coisas que ainda valem a pena nessa cidade que amanhã completa 464 anos. Nesse post vou falar um pouco do que e mais gosto na cidade.

Sesc – Belenzinho e Pompeia

Eu queria morar em um Sesc! Os meus preferidos são o Belenzinho e o Pompeia, mas todos são incríveis, o almoço do Pinheiros é um dos melhores da região por um preço justíssimo! Aliás, o Sesc é um mundo ideal, são shows, cursos, aulas de qualidade por preços módicos até para quem não é comerciário. Recomendo principalmente os shows nas Comedorias, o espaço é ótimo, a programação é variada e as comidas são deliciosas, a caipirinha de frutas vermelhas também é de ganhar o coração! Sempre fico atenta à programação: https://www.sescsp.org.br/programacao/

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Show da Jesuton no Sesc Belenzinho

Vila Madalena 

Durante a tarde, à noite é tudo cheio e eu tenho preguiça disso. Mas amo andar pelo bairro nas tarde ensolaradas de sábado, dá para tirar belas fotos no Beco do Batman e subir para a rua Aspicuelta que tem o Sagarana, com opções de petiscos e cervejas, bem em frente do outro lado da rua tem o bar da Van der Ale, que também vai virar post, Já na Fidalga tem a melhor feijoada dessa cidade, O Filial serve o prato aos sábados e domingos por 98 reais e serve até umas 4 pessoas ou duas com muita fome e levando para casa. Nessa mesma rua, bem na esquina também tem o Bar Seu Domingos, que tem um samba gostoso aos sábados sem couvert artístico.

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Beco do Batman

Um pouco fora das ruas principais, na Fradique Coutinho tem as Empanadas do Bar Seu Zé, que são incríveis e a cerveja sempre gelada!

Masp – Avenida Paulista e região

É o meu museu preferido na cidade, eu perdi as contas quantas vezes fui e quantas vezes ainda quero ir. O acervo fixo deles é repleto de obras icônicas, dá pra passar o dia tranquilamente.

Eu já gostei mais da avenida mais famosa da cidade, acho que ela anda um pouco abandonada, mas ainda é um ótimo passeio. Tem o IMS que é novo e vale a pena conhecer, tem o parque Trianon que apesar de mal cuidado é lindo. pelas proximidades tem lugares que eu amo, como o Sancho, que é um espanhol  ótimo, tem a Hamburgueria do Sujinho minha hamburgueria preferida do mundo! O Malley’s é um pub clássico.

Centro

Acho que muitos paulistanos negligenciam a região central por medo ou falta de interesse, mas eu amo o centro! Meu pai trabalhou muitos e muitos anos nessa parte da cidade e sempre que pude ia almoçar com ele e bater perna por lá e sempre que posso continuo fazendo isso. O Mosteiro de São Bento é um dos lugares que faço questão de visitar toda vez que estou na região, lá é lindo, lindo! O prédio do Banespa que reabre sexta-feira, conheci há uns 10 anos, na época podíamos subir até o farol e a vista era de tirar o fôlego, quero voltar!

Uma das coisas que também amei fazer foi visitar a Bovespa, na época não precisamos agendar, mas se você quiser saber mais achei esse contato: (11) 2565-5024 ou envie um e-mail para: visite@b3.com.br vale a pena!

Ainda no centro, quem não foi no Mercadão? É um passeio incrível, é bonito, é gostoso, é um pouco pega turista, mas vale a pena. Se não quiser almoçar ali, por perto tem um dos árabes mais tradicionais da cidade o Raful, a esfiha folhada de lá é de  comer chorando de tão boa! Ainda no quesito comidas, tem o novo Mundo Pão do Oliver que é maravilhoso! E como nem só comida vive o homem, ali na Praça Dom José Gaspar tem uns bares ótimos, o meu preferido é a Cachaçaria do Rancho com mesas externas e ótimo atendimento.

Pinheiros

Falando em Mercados Municipais o de Pinheiros é uma boa surpresa. Ele está longe de ser tão bonito ou requintado como o famoso Mercadão mas  é um passeio legal, mas a parte gastronômica não deixa nada a desejar. Tem o Mocotó Café, tem a Pizzaria Napoli Centrale que  achei melhor que a do Eataly, sério! E tem a Comedoria Gonzales que eu quero voltar para provar o ceviche! Para degustar um bom chopp na regiçao há duas ótimas opções: a Goose Island e a Cervejaria Nacional, a última é a minha preferida! Amo os chopp deles!

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Rua Itapura – Tatuapé

Gosto por ser perto de casa e ter ótimas opções de restaurantes e bares. Já falei de alguns dos meus lugares preferidos aqui. O La Buena Onda, melhor mexicano já provei e o Pub St. Johns moram no coração. Mas também fizemos novas descobertas como o Bar do Uso e a sorveteria Bartô que em breve virarão posts.

Oscar Freire

Rica eu né? NÃO hahahahah rica a gente não é, mas tem bom gosto né? Passear na região é bom! Também tem o Cabana Burguer, essa sorveteria deliciosa. Ali também dá pra provar as empanadas da Paola Carosella enfim, é muito bom passear pela região.

Além de comer e beber eu amo:

  • Saber que a cidade funciona 24 horas por dia, ninguém estanha se você chega em um restaurante às 23hrs para jantar;
  • A diversidade cultural – Tem museu, tem teatro, tem cinema, tem todas essas opções gratuitas, tem todas opções por preços exorbitantes;
  • Dá para chegar em todos os lugares de transporte público (que é bem ruim, bem cheio, mas funciona);
  • Sexta de verão tudo tem um clima bom e todo mundo quer sentar na área externa do bar hahahaha
  • Sábado é dia de samba e feijoada!
  • Eu já disse Gastronomia? ❤ ❤

Cerro Santa Lucía

Eu falei no post sobre o Airbnb em Santiago que estávamos pertinho do Cerro Santa Lucía, né? (não é Lúcia, é Lucía) O problema de estar tão perto é que negligenciamos um pouco ele, eu explico.

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Primeiro, o que é um cerro? Mesmo lá nós olhávamos para aquela montanha no meio da cidade e não entendíamos muito bem a finalidade dela. Curiosamente ele é uma “sobra” de um vulcão de 15 milhões de anos (!). Situado bem na região central da cidade, o Cerro Santa Lucía é como se fosse um parque, com arquitetura bem diferenciada e apaixonante, os 70 metros de escadas e rampas e são recompensadas com uma visão panorâmica de 360 graus da capital do Chile.

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Mas o melhor é que não é apenas uma linda paisagem, o caminho até o mirante mais alto é composto por bosques, monumentos, mirantes e jardins. A capela, que infelizmente fica fechada, e as escadas são atrações à parte.

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Para visitar o parque de 65.300 m², é necessário apresentar um documento de identidade na entrada, por questão de segurança. Há dois caminhos principais para subir, um mais íngreme, outro mais suave. Ao longo da subida, você se encantará por cada pedacinho desse parque.

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Enfim, quem consegue chegar ao mirante tem uma visão privilegiada da cidade. Com sorte, a vista não será prejudicada pela poluição. Com um pouco mais de sorte, o cume das montanhas dos Andes vai estar coberto de gelo. Mas, em todo caso, o caminho até lá já vai ter valido a pena.

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No começo eu contei que negligenciamos um pouco o Cerro, né? Porque da primeira vez fomos para lá quase no horário que estava fechando, que no inverno é mais cedo, e nem levamos a câmera, só o celular (e eu odeio tirar fotos só com o celular) e fomos convidados a nos retirar cerca de meia hora depois (mal deu pra subir tudo), mas fomos no último dia para compensar essa ida corrida e quase desinteressada primeira vez.

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Eu não recomendo você visitar Cajon del Maipo – Embalse El Yeso

Você pode ver todos os posts sobre o Chile neste link

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Eu vou explicar meus pontos, principalmente os negativos porque os positivos vocês vão ver nas fotos.

O post mais visto do blog é esse aqui que conta uma experiência frustrada em uma ilha paradisíaca do Caribe, o passeio para Cajon del Maipo é completamente o oposto, neve frio, mas os perrengues podem estar em qualquer lugar, não é mesmo?

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A nossa viagem foi em Agosto, inverno e alta temporada, perfeito para visitar um dos pontos turísticos mais bonitos do Chile. Comecei a pesquisa dos preços das agências de turismo (vocês já sabem que eu sou a favor de fazer as coisas 100% por conta própria, mas nesse caso não tinha jeito, neve, estrada complicada e caminho longo e desconhecido) e SURPRESA a maioria das agências chilenas não faz esse passeio no inverno. Fiquei sem entender porque vi milhares de fotos por aí, todas com neve, todas no inverno e como essas pessoas chegaram lá?

Eu já tinha desistido do passeio, mas alguns amigos nossos tinha o contato de um guia que foi bem elogiado, simpático e querido (se quiserem o contato dele eu passo) aceitamos o valor, ele nos pegou no horário combinado no nosso apartamento e lá fomos nós. A viagem é longa, passa por lugares lindos, talvez um dos mais lindos que você verá na vida. Ao chegar lá, ainda bem cedo e relativamente vazio, nosso guia foi bem claro que ia  nos deixar longe porque quanto mais perto chegasse com a van mais perigoso era pra gente e para as outras pessoas. Como assim?

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É necessário andar alguns quilômetros por um caminho estreito e sinuoso, que rodeia o Embalse e que está completamente coberto de neve, o que é maravilhoso para quem não conhece a neve ainda, mas o caminho em si, é bem perigoso para quem não tem experiência e nem o equipamento técnico adequado. Eu estava de botas de neve e escorreguei algumas vezes, mas comparando com a volta a ida foi uma paraíso.

Chegando lá é realmente uma paisagem de cair o queixo. O Embalse não é uma represa  natural, ele levou cerca de 10 anos para ser construído com a intenção de abastecer com água potável os habitantes da região metropolitana de Santiago. A água é super clara e mesmo com o dia bem nublado deu pra ver o quanto ela é bonita. Recomendo vocês andarem até o final do caminho, é a vista mais bonita de lá.

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Lembra que eu falei que chegamos cedo? Então, quando começamos ir embora o tempo começou a esquentar e começou chegar muita, muita gente. O caminho estava lotado de carros e pessoas, com o gelo derretendo. Ninguém parecia se dar conta do perigo que era andar por caminhos estreitos e escorregadios.

Não sei se vocês conseguem entender a dimensão, porque eu não entendia, mas você anda à beira de um precipício, literalmente. Muitas pessoas caiam, escorregavam, eu perdi as contas de quantas vezes quase caí, e mais uma vez, estava de bota de neve, com meu marido e o guia me dando apoio. E pra piorar sabe os carros que tinham estacionados no caminho? Eles estavam saindo ou subindo e DERRAPANDO no meio de centenas de pessoas. Isso mesmo, muitas das vans de turismo nem com correntes nos pneus estavam. Pra piorar vimos diversas avalanches, nenhuma preocupante, mas vai que?

A volta demorou mais ou menos uma hora de puro escorregões e tensão. Se você tem crianças, mobilidade reduzida, apenas não vá.

Sério, quanto vale se arriscar por uma foto bonita? E olha, pode pesquisar na internet, dos relatos ruins o meu foi o mais tranquilo.

Tenho vontade de voltar no Embalse no verão, com o sol batendo na água e sem nenhum tipo de risco.

Instituto Moreira Salles

Quem ando bem sumida? Pois é!

Mas vamos falar de coisa boa? Se você é de SP deve ter ouvido falar sobre a abertura do Instituto Moreira Salles, que fica no número 2439 da Av. Paulista, pertinho da estação Paulista da Linha Amarela.

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Fui lá na sexta conferir, a varanda que tem vista para a avenida mais famosa da cidade é bem disputada, mas o IMS vai muito além disso.

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Há três mostras de arte no momento e fiquei encantada com todas, principalmente a exposição fotográfica do Robert Frank, que fica até o dia 30 de dezembro.

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A entrada gratuita,  os ingressos para o cinema custam de 8 a 26 reais.

No Instituto também há um café (caro!) e o Balaio, novo restaurante do Rodrigo Oliveira chef do Mocotó o cardápio é interessante e os preços ok.

É uma diversão a mais nessa tão amada avenida Paulista!

Buenos Aires – Malba

Há quem diga que não tem muito o que fazer na cidade Argentina, eu discordo, mas caso você concorde irei te dar uma opção.

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O Malba fica no bairro de Palermo e é um dos museus mais bonitos que eu já estive, ele é moderno, claro e bem organizado.

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São cerca de 220 peças que compõe a exposição fixa, são artes latino-americanas do século 20, Cândido Portinari, Diego Rivera, e Frida Kahlo com seu famoso auto-retrato. Dentre os artistas brasileiros se destaca Tarsila do Amaral e sua obra Abapuru, é muito emocionante ver uma obra brasileira tão icônica assim de pertinho. Além dela, há obras de arte de Hélio Oiticica, Wanda Pimentel, Antônio Dias, Nelson Leirner, Lygia Clark e outros artistas brasileños.

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Há também as exposições especiais, quando estivemos por lá era da Yoko Ono que inclusive já passou por São Paulo, se um dia você se deparar com essa mostra eu recomendo a visita, ela é delicada e ao mesmo tempo profunda.

A entrada custa 100 pesos e vale muito a pena!

Vinícolas do Chile – Guia

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Nós fomos em 5 vinícolas nos 11 dias que ficamos no Chile, mesmo que você não aprecie um bom vinho é um ótimo passeio. Mas quando o tempo é apertado, o que fazer? Vou separar as vinícolas e situações diversas que você pode se encaixar ao montar o seu roteiro .

Não ligo para vinhos mas faço questão de ir em pelo menos uma vinícola:

Concha y Toro

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Dá para ir por conta própria tem tour em português feito por brasileiro super querido. Como ela é a maior do Chile e a segunda maior do mundo rola toda uma superprodução, tipo uma Disney para adultos hahaha a explicação de toda a produção do vinho é boa, mas não espere nada muito profundo ou complexo, é o básico do básico.

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Pontos Positivos: Tour em português, taça de presente, bom passeio para a família (mas não com crianças muito pequenas porque a explicação do Casillero Del Diablo pode ser assustadora), três degustações de bons vinhos com preços atrativos.

Pontos Negativos: Sem conhecimentos avançados, você não vê a produção em si do vinho, é tudo meio distante como se fosse apenas uma vitrine, sabe? Lotaaaaaaaaaaado de brasileiros (é difícil ouvir o guia porque as pessoas preferem ficar fazendo um book e conversando super alto, senti muita vergonha alheia) como tem muita gente a degustação é corrida.

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Bônus: O restaurante deles é incrível de bom, caro mas maravilhoso, vale a pena! E os vinhos em taça tem um preço ótimo!

Humm gostei do passeio e quero ir em outra vinícola que também seja fácil de chegar, mas que seja mais tranquila:

Cousiño Macul

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Também é fácil de chegar (todas as dicas de trajeto eu sai caçando na internet e usamos bastante o aplicativo Moovit e dá certo! O transporte público no Chile funciona super bem só usamos uber para chegar em uma das vinícolas). Chegando lá a beleza também impressiona, é um silêncio gostoso, um lugar que dá vontade de ficar. Não tem restaurante, mas no dia que fomos tinha um food truck. O tour foi mais completo do que a Concha Y Toro. O lado histórico da vinícola é bem bacana e a degustação é feita tranquilamente no final. Tem taça de presente também!

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Pontos Positivos: A degustação, nem tanto pelos vinhos, mas o nosso guia nos explicou todas as etapas de como degustar da maneira mais completa e correta possível, como observar a cor, aromas, sabores, taninos e acidez, foi uma bela aula!

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Pontos Negativos: Não me apaixonei por nenhum dos vinhos que provamos, mas fora isso é um lugar que vale a pena ir.

Gosto de vinhos, não quero ir nas mais conhecidas e estou disposto a ir mais longe para conhecer uma ótima vinícola:

Undurraga

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Não é difícil de chegar, mas é mais longe! Logo que passamos pelo portão eu já me apaixonei pelo lugar. Assim que começamos o tour o guia (que era sensacional, engraçado e sabia tudo) me perguntou, qual vinícola você mais gostou? E eu falei: Daqui! E olha, ela realmente foi a minha segunda preferida!

O tour foi particular, só estava eu e meu marido e foi incrível. O lugar é excepcionalmente bonito, o jardim deles é uma coisa maravilhosa, há um mini museu de arte pré-colombina e é bem legal e enfim, tudo é lindo!

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Pontos Positivos: O legal desta vinícola é que você vê os vinhos. Como assim, Gabi? Nas outras eles explicam, ah aqui passa o vinho, ali envelhece, mas você não vê ele em si, sabe? Na Undurraga nós vimos os barris sendo completados com vinho, aquele aroma maravilhoso no ar. Também há uma boa explicação sobre a produção dos espumantes. Tem taça de presente, e ao contrário de todas as outras que visitamos, são quatro vinhos para degustar, nas outras vinícolas são sempre três tipos diferentes de uvas.

Pontos Negativos: Não é perto de Santiago, não tem restaurante ou qualquer lugar para comer perto.

Bônus: A loja deles tem preços atrativos para souvenir, compramos um termômetro de garrafa que estava pela metade do preço do que vimos na Cousiño Macul.

Vou para Valparaíso e Viña del Mar e queria conhecer alguma vinícola no caminho:

Indómita

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Pesquisando, vi que 99% dos blogs indicam a vinícola Emiliana no Vale Casablanca, mas por gostarmos bastante dos vinhos da Indómita optamos por conhecê-la e não nos arrependemos. Nesse dia alugamos um carro e seguimos rumo ao litoral do Chile, a viagem é super tranquila e a Indómita fica mais ou menos na metade do caminho. Fizemos o tour, almoçamos tranquilamente e seguimos nosso rumo.

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Pontos Positivos: Eu estou sendo repetitiva em falar que todos os lugares são maravilhosos? Tô sim, mas todos são mesmo! O diferencial da dessa é que a parte da produção do vinho e o restaurante ficam na parte de cima então a vista para as parreiras é absurdamente linda, admirar essa paisagem durante o almoço é um privilégio. O restaurante é bem gostoso, eu não amei meu prato, mas o do meu marido estava ótimo, o valor é alto, mas também vale a pena.

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Pontos Negativos: Apesar de bem rápido, o que eu achei ruim, o tour é bem completo. A guia era uma querida e mesmo a gente falando que não tinha problema com o espanhol ela fazia questão de traduzir algumas palavras para o português, mesmo sendo apenas nós dois brasileiros do grupo. Ou seja, nem tem ponto negativo hahahaha

Aprecio vinhos e quero conhecer uma vinícola com pequena produção e um tour 100% completo:

Aquitania

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Pra chegar lá fomos de metrô até uma parte do caminho e depois pegamos um uber, ela não é tão acessível porque fica bem perto da cordilheira e isso já tira o seu fôlego a primeira vista. Ela é a menor de todas as vinícolas e isso faz parte do seu charme. Se você só quiser ir em uma vinícola em Santiago eu recomendo que seja essa. A Bárbara é a melhor guia do mundo, ela realmente conhece cada etapa da produção de um vinho.

Pontos Positivos: Lembra que falei que na Undurraga nós vemos os vinhos? Aqui nós vemos tudo! Vinho, colagem do rótulo e até tivemos a experiência de colocar o lacre na garrafa. O tour é totalmente completo, como fomos no último do dia, a visita demorou quase 3 horas, a guia explicou tudo sem nenhum pressa e a degustação foi feita em uma bela sala com três ótimos vinhos.

Pontos Negativos: O único pesar que tive é essa vinícola não ser minha hahahhaha e faltou um restaurante para podermos ficar mais, mas fora isso, tudo perfeito!

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Ufaaaa e esse post imenso?! Sobre cada vinho degustado, uvas e processo de produção e envelhecimento de cada uma das vinícolas eu deixo vocês aprenderem por lá, só quis dar uma panorama geral e uma ajudinha para quem estiver em dúvida de qual vinícola escolher, por último duas considerações:

Vale saber: Agosto não é a melhor época para visitar a vinícolas já que as parreiras estão em fase de hibernação e parecem apenas galhos secos. Quem vê neve não vê uvas, porém é uma época agradável e tranquila.

Dicas: Mesmo se tiver calor leve alguma blusa porque nas caves que os vinhos envelhecem a temperatura não passa dos 14 graus em qualquer época do ano.

O valor da garrafas nas vinícolas são sempre mais altos que no mercado, então vale investir apenas nos vinhos que não são facilmente encontrados, por exemplo, os da Aquitania até mesmo em Santiago não é fácil encontrá-los, por isso compensa adquirir o vinho na própria vinícola.