Accademia Del Buon Gusto – A melhor experiência na Toscana

Eu tô devendo um milhão de posts sobre a Itália, mas não consegui organizar as fotos câmera/gopro/celular. Aí fico com preguiça de escrever sem ter as fotos certinhas.

Mas ontem vimos um episódio da sexta temporada Chef’s Table do Dario Cecchini, um simpático açougueiro da Toscana. O restaurante dele fica em Panzano in Chianti, nós estávamos hospedados em Grave in Chianti que fica bem pertinho, olhando as imagens morremos de saudade de um dia frio e chuvoso que pegamos o carro para passear sem rumo por Panzano. E foi um dos melhores dias da minha vida ❤

Primeiro fomos em uma vinícola, a Panzarello. Que parecia estar fechada, paramos o carro, ficamos olhando e apesar de estar vazia fomos recebidos com muita simpatia. Fizemos uma degustação de vinhos e azeite e trouxemos uma garrafa. Já estávamos felizes, mas ainda havia tempo até o almoço. Dei uma olhada no Tripadvisor, salvador da pátria em viagens! E vi que a experiência em primeiro lugar era a Accademia del Buon Gusto.

Sem entender muito bem o que era lá fomos nós! Chegando em uma rua linda estreita e íngreme, fica a simpática e pequena entrada da Accademia del Buon Gusto. Novamente, apesar de ser uma segunda-feira chuvosa e estar vazio, fomos atendidos com a maior simpatia do mundo pelo Stefano, dono do lugar e a maior figura da Itália toda.

O lugar é pequeno e literalmente abarrotado de garrafas de vinhos, logo no início ele nos falou que tinha que ir para Florença em uma hora e meia, aproximadamente, mas mesmo assim faria com a gente a degustação de cerca das 25 rótulos de vinho, todos produzidos em Chianti, além de azeite e chocolates.

Com seu todo seu aparato, seu peculiar chapéu e avental personalizado, cada vez que as taças tilintavam Stefano nos dizia: Wine O’ Clock! Com seu seu ritual cômico e super informativo, ele servia um vinho para o meu marido e outro para mim e nos explicava qual provar primeiro, os aromas, a história da vinícola, sempre acompanhado com crônica das gravuras de um amigo que ele também vende por lá. E assim fomos provando e nos apaixonando por uma infinidade de vinhos. Começamos com os brancos e fomos para os tintos, azeites (os melhores que já provei, porém INFELIZMENTE esquecemos de comprar!), grapa e finalizando com um creme de avelã trufado que era uma coisa maravilhosa!

Mesmo com horário apertado ele não nos apressou em nenhum momento, pelo contrário. Quando falamos que queríamos comprar os vinhos, ele falou que isso era o menos importante, que apenas gostaríamos que a gente tivesse gostado da experiência e que voltássemos um dia.

Mas como sair sem levar vinhos de um lugar tão especial? Compramos três garrafas, um branco, diferente de tudo que já provamos. Um tinto que ele que ele tinha só três exemplares e ele ainda deixou a gente escolher o número de série. E o mais especial, o vinho do próprio Stefano, que além do blend de uvas, também produziu o rótulo e não pelo valor, e sim, pela lembrança, pela experiência e pela história se tornou a garrafa mais valiosa que trouxemos da nossa viagem! Vale lembrar que a degustação não é paga, mas é de bom grado comprar pelo menos um vinho!

Se você for para essa região da Itália faça o favor de visitar o Stefano e voltar cheio de vinhos e histórias pra contar ❤

Bus Vitivinícola – Valle Uco

Acabou a Copa, podemos voltar ao ritmo normal, né?

E vamos falar de coisas boas? Viagem e vinho!

Mendoza é divida por regiões, e uma das mais afastadas do centro da cidade é o Valle Uco. Eu pesquisei diversas formas (em breve vou falar mais sobre essa questão) de visitarmos as vinícolas dessa região e o melhor custo benefício foi o Bus Vitivinícola.

Mas o que é isso?!

Segundo o site deles:” Bus Vitivinícola é a nova maneira de viajar e experimentar as estradas do vinho de Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco. Seis saídas semanais de terça a domingo, a partir dos principais hotéis da cidade de Mendoza, “Capital Internacional do Vinho”. Destina-se a todos aqueles que desejam experimentar a cultura do vinho com visitas guiadas, degustações, vendas de vinho e serviços gastronômicos”.

Essa opção de passeio é da agência de turismo Cata, super famosa no Chile e em Mendoza também.

Compramos o passeio pelo site por mil pesos por pessoa. Vale que frisar que esse valor é apenas do transporte, as visitas, degustações e o almoço são pagos diretamente para cada uma das vinícolas. Mas mesmo assim vale a pena!

A compra das passagens a bem tranquila, você marca o passeio que preferir, já escolhe o número do seu assento, o  hotel estará e já é mostrado o horário que o ônibus vai passar, simples assim.

Não estávamos em hotel, então enfrentamos uma curta caminhada antes das 8 da manhã, com uns 5 graus, mas sorrindo, já que foi nosso primeiro passeio na cidade.

Chegamos 10 minutinhos antes e o bus passou exatamente no horário marcado, então não se atrase! 

Ônibus

O ônibus era bem novo, confortável e quentinho! Nosso guia, o Hugo era ótimo, engraçado e prestativo. A viagem é longa e é servido apenas água e alfajores. Caso vocês optem por esse passeio eu recomendo fechar com umas três semanas de antecedência em altas temporadas porque ele estava lotado, não sobrou lugares.

Vinícolas 

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Gimenez Riili

Visitamos três vinícolas neste passeio, nossa primeira parada foi na Gimenez Riili, que passa longe do glamour da vinícolas famosas de Mendoza, mas compensa pela bela vista, uma das mais bonitas da viagem, bem aos pés da cordilheira dos Andes. Por ser bem pequena e estarmos em um grupo razoável, perdemos grande parte da explicação da história da fundação dela. A degustação foi feita ao ar livre, digo, ao ar FRIO livre hahahahaha meu preferido foi o Torrotés, dos vinhos brancos, é o meu preferido, e esse especialmente era bem frutado e leve.

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Optamos por levar um garrafa porque pela produção ser pequena dificilmente é encontrado fora do país. Na mesma propriedade há um pousada, que parece ser maravilhosa!

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Salentein

A segunda parada e o almoço foi na Salentein, se você conhece um pouco dos vinhos argentinos, deve saber que a essa é uma das maiores e mais famosas vinícolas de Mendoza. Ao chegar, já no primeiro impacto ela não decepciona. Ela é divida em duas partes, na frente fica a loja e o restaurante e na segunda parte toda a produção do vinho.

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A explicação foi ótima e a grandiosidade impressiona. Mas algo que me deixou de queixo caído foi esse piano entre os barris. A guia explicou que lá há uma acústica perfeita e são feitos três concertos por ano e a vibração musical é benéfica para o envelhecimento do vinho #dizemné?

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A degustação foi maravilhosa, e apesar de Mendoza ser a terra do Malbec, não se assuste se você provar mais Cabernet Franc, essa uva está bem na moda por lá e tem resultado em ótimos vinhos, como este da Salentein que também veio na mala.

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Sobre o almoço não pegamos o almoço harmonizado, porque estávamos com o horário bem justo e nossa escolha foi essa carne maravilhosa, isso é quase um pleonasmo na Argentina, com batatas gratinadas e tomates confitados.

Uma dica: Não sei a explicação, mas as garrafas de vinho são mais baratas no restaurante do que na loja deles, não há nenhum problema em comprar no restaurante, então recomendo! Percebemos isso e saímos felizes com nosso vinho hahahahhaha

Andeluna

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A última, e não menos especial, foi a Andeluna apesar de também ser um vinícola grande, ela contrasta com toda a modernidade da Salentein, mas confesso que isso só a deixou mais charmosa!

DSC04934Ela tem um ar de fazenda de família, uma belíssima vista, o mais especial foi, que apesar de não ser a época ideal, ainda havia uns cachos de uvas nas parreiras ❤ pudemos provar uma legítima Cabernet Sauvignon direto do pé! Eu amei ter essa oportunidade! As uvas dessa região tem a casca bem grossa por ser um vale bem frio.

DSC04936A degustação que começou na parte de fora, terminou em um bela sala com vista para os barris, confesso que nenhum vinho provado foi espetacular, mas foi um ótima visita!

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Finalizando

Pegamos o ônibus antes das 8 e chegamos quase 21, é um passeio bastante cansativo, mas não tenho reclamações. Lembrando que você não é obrigado fazer nenhuma visita ou degustação, é tudo a seu critério.

Também foi nos dada a opção de escolher qual vinícola iriamos almoçar.

Se tem uma pessoa que tem dois pés com agência de viagem sou eu, mas no caso da Cata foi tudo perfeito!

 

5 razões pra você se hospedar na Recoleta – Buenos Aires

Eu já escrevi aqui que uma das coisas mais importantes de uma viagem é escolher a região que você vai ficar. É conciliar as suas expectativas com o que o lugar pode te oferecer.

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Em Buenos Aires há três regiões principais para hospedagem:

  • Palermo que é dividido em Hollywood, Soho e Chico, confesso que não conheço bem essa região, fomos uma vez e achei tudo moderno, bonito, o que não me atrai é por ficar longe do centro e dos pontos turísticos;
  • Puerto Madero que é uma parte apaixonante de BA, toda projetada pra você andar tranquilamente, fica pertinho do centro e o ponto negativo é que os hotéis nessa região são bem caros, mas dá para achar apartamento com preços justos no Airbnb;
  • Centro se sua viagem é curta, acho que a melhor opção é estar na parte central da cidade, dá pra usar transporte, dá pra chegar em diversos lugares a pé a única parte ruim é que durante a noite, como qualquer centro de uma cidade grande, as ruas ficam ermas e apesar de não acharmos perigoso, dá uma sensação de insegurança;

Recoleta ❤ ❤ ❤

Como eu já disse no título, vou te dar cinco razões para você se hospedar nessa região:

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  1. Tranquilidade – Na primeira vez que estivemos na cidade, chegamos bem tarde, pegamos a chave do apartamento e resolvemos sair, isso quase duas da manhã. Levamos somente a chave e o cartão, de tanto medo que estávamos, ao sair encontramos diversas pessoas caminhando com cachorros, grupos de amigos conversando, restaurantes cheios. Fomos no pub Anglos Beer, que é pequeno ótimos petiscos e boas cervejas e fica aberto até às 3 da manhã. Ao voltamos para casa a rua continuava movimentada e isso aconteceu todas as noites que estivemos por lá.DSC01903
  2. Localização – Apesar de estar em uma região mais tranquila, a Recoleta fica bem perto do centro, coisa de 10 minutos andando, Palermo também é bem acessível e com disposição dá pra chegar até em San Telmo.
  3. Arquitetura – Ou a beleza dos prédios, muito gente acha Buenos Aires bem parecida com São Paulo, eu até concordo se a nossa cidade fosse tão bem cuidada quanto a dos hermanos. A arquitetura dos prédios é bem próxima do nosso centro velho, mas tudo bem conservado, é bem comum você está andando e parar para admirar.DSC01909
  4. Pontos Turísticos – Se você torce o nariz ao pensar em passear no cemitério da Recoleta, eu te entendo! Na primeira vez nem cogitamos em ir, mas fomos na segunda e não me arrependo, foi bem interessante. Se você não quiser ir lá, tudo bem, mas não deixe de ir no calçadão ao lado, há bares, restaurantes e heladerias deliciosas! Nos finais de semana há um feirinha ao redor que vale a pena dar uma olhada. No bairro você também encontra a Floraris Generica, que não tem nada de imperdível, mas fica em um lugar bem gostoso pra sentar na grama e aproveitar o fim de tarde.DSC01893
  5. Melhores Empanadas – Mesmo que você não se hospede no bairro, mesmo que você não queira ir nem no cemitério nem na Floraris, você tem que visitar a Recoleta para ir no Sanjuanino, você vai ver essa dica em todos os lugares do mundo, mas pode ficar tranquilo, não é pega turista, são ótimas, preço justo, ambiente típico.
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Mais: A vida noturna, a gastronomia, os mercador Chinos (que vendem de tudo, mil opções, inclusive de vinhos e são bem baratinhos) a segurança e o prazer de andar nas ruas lindas e limpas da Recoleta me fazem ter vontade de voltar pra lá infinitas vezes ❤

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Chile – Como alugar um carro, Viña Indómita e Viña del Mar

Acho que esse post vai ser muito útil, eu nunca tinha alugado um carro em outro país (nem aqui, aliás) e se você está neste mesmo barco, vou te ajudar!

Quando fizemos o roteiro da nossa viagem para o Chile, conhecer Viña del Mar e pelo menos uma vinícola do Vale Casablanca estava entre as prioridades. Há diversas maneiras de você fazer isso, agência de turismo, ônibus de viagem, mas optamos por alugar um carro pela liberdade de podermos fazer nossos horários tranquilamente.

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Escolhemos a Chilean Rent A Car que fica em Providencia, bem perto do Patio Bellavista. Alugamos nosso carro no domingo de manhã, mas passamos na locadora um dia antes para reservar o carro, essa dica é fundamental, porque no final de semana em alta temporada pode apostar que vai estar cheio e se você não reservar antes, corre de não ter mais veículos disponíveis. Escolhemos a categoria mais básica e se essa também for sua escolha reserve MESMO, são os primeiros a serem alugados! Nosso carro era um  sedã da Renault, zero luxo porém confortável.

O processo em si é bem simples, há algumas regras:

  • Idade mínima 23 anos. São aceitos condutores com idade entre 20 e 22 anos, caso em que o valor da franquia do seguro (franquia) é dobrado.
    • Apresentar uma carteira de habilitação e carteira de identidade ou passaporte válidos . Você pode dirigir com uma licença nacional válida. Não é necessário ter uma licença internacional.
    •  Cartão de crédito: (MasterCard, Visa, Diners Club ou American Express) com limite equivalente ao valor do aluguel mais $ 350.000 pesos como garantia e validade por pelo menos 3 meses após a data do termo do aluguel
    • O pagamento do aluguel deve ser feito antes do início da locação.

* A garantia é uma dedução que é feita no cartão de crédito durante o prazo da locação. A garantia será cancelada quando o contrato for encerrado em nosso escritório. 

Essa garantia é tipo um cheque caução, mas só que pelo cartão de crédito, eles debitam esse valor ENORME, mas quando o carro é entregue ele é cancelado sem nenhum problema.

Voltando sobre o dia do aluguel, como a gente já tinha resolvido tudo no sábado, teoricamente no domingo era algo rápido TEORICAMENTE, porque estava lotado! Chegamos lá umas 10:30 e pegamos o carro mais ou menos meio dia. É um processo lento porque na hora de pegar o carro ele confere cada avaria e vai anotando.

Nossa ideia era pegar o carro domingo de manhã e devolver no final do dia, mas por conta desse atraso devolvemos somente na segunda-feira pela manhã, o que não é nenhum problema porque o aluguel vale por 24 horas.

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Depois dessa maratona, partimos rumo a Viña del Mar, nossa primeira foi na Vinícola Indómita, ela fica mesma estrada e só é necessário pegar um retorno. Primeiro fizemos o tour e depois almoçamos. Eu já falei sobre a vinícola aqui, mas vale frisar que é um lugar maravilhoso, foi um dos visuais mais bonitos durante o almoço que tive na vida, os vinhos são ótimos!

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Entrada da Indómita

De volta para estrada, nossa segunda para foi no Museu Fonck, que já estava fechado quando chegamos, mas valeu a pena mesmo assim, Moai original da Ilha de Páscoa fica fora do museu, foi algo bem rápido mas eu amei ter a oportunidade de ver de perto um dos poucos Moais que estão fora do seu país de origem.

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De lá fomos para Viña, usamos o Relógio de Flores para nos localizar e depois de um tempo procurando uma vaga, fomos para em direção da praia. O tal do relógio é LOTADO, e não tem nada demais, uma foto e pronto! A praia é enorme, limpa e com a água ABSURDAMENTE GELADA. Molhamos os pés e ficamos um bom tempo sentados na areia admirando e descansado. Vale levar na mala uma canga e lanchinhos para aproveitar o tempo lá.

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Como vocês já devem ter percebido, não passamos em Valparaíso dei uma pesquisada e li alguns relatos de furtos e achamos dispensável, mas isso foi a nossa escolha.

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Alguns pontos

  • As estradas são ótimas, tranquilas e bem sinalizadas;
  • Se você não tiver comprado um chip para usar a internet/waze, na locadora de carros há opção de você também locar o GPS;
  • Leve trocados porque erramos um caminho e tinha um pedágio;
  • Como não esperávamos ficar com o carro durante a noite, então não programamos onde estacionaríamos o carro, aí foi um pouco difícil de achar um lugar, então recomendo ver isso antes do aluguel;
  • É um experiência incrível percorrer estradas de outro país com total liberdade e companhia de quem você ama ❤

Três museus em Santiago

Museus sempre entram na nossa programação nas viagens, quando estávamos planejando nossa ida ao Chile logo no começo das pesquisas o que mais chamou a nossa atenção foi o Museu de Arte Precolombino e também foi super bem indicado por amigos.

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Ele foi nosso primeiro passeio no primeiro dia em Santiago, localizado no centro da cidade esquina das ruas Bandera e Compañia e do ladinho do Él Rápido foi bem fácil chegar. A entrada custa 6 mil pesos para estrangeiros, mas tem meia para estudantes e no primeiro domingo de cada mês é gratuita.

O prédio é estilo neoclássico e foi construído em 1805 para abrigar o Palacio Real Aduana, e é lindo por dentro, tem um café no térreo e um pátio aberto . Lá estão expostos mais de duas mil peças do período pré-colombiano. Suas peças mais valiosas são as múmias Chinchorro, que antecedem 3.000 anos as múmias do Egito.

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No andar subterrâneo fica a exposição  Chile antes de Chile, minha preferida! As peças são impressionantes, mas a forma como elas estão expostas, a iluminação e as cores compõe valorizam os objetos, fiquei encantada por esta parte!

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O primeiro piso é dedicado às exposições temporárias e no segundo a exposição América Precolombina conta com objetos de povos que habitavam a América antes da chegada dos espanhóis. O museu não é grande, mas ficamos umas boas horas lá, considero esse passeio imperdível.

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Se o primeiro museu que fomos já estava nos planos, o segundo foi por puro acaso, estávamos passeando no centro e vimos que o Centro Cultural La Moneda estava como uma exposição do Andy Warhol eu que sou fã do artista insisti para irmos.

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O espaço é muito bonito, fica literalmente embaixo do Palácio de La Moneda, e a entrada custa 3 mil pesos e até ao meio dia é gratuita, pelo site dá para ficar por dentro da programação. Eu não achei as exposições fixas tão legais, então só recomendo se a principal estiver boa ou se você for no horário que a entrada não é cobrada, aí sim vale o passeio!

 

E o último La Chascona como não querer conhecer a casa do Pablo Neruda, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura? Eu não tive dúvidas!  Localizada próximo ao Pátio Bellavista, a casa é uma das três de Neruda espalhadas pelo país.

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La Chascona é uma referencia ao cabelão de Matilde Urrutia que foi o amor secreto de Pablo Neruda na década de 50. A entrada custa 7 mil pesos, também tem meia entrada para estudantes e ao entrar você recebe um equipamento com uma visita guiada em português. Não é permitido tirar fotos de dentro da casa, uma pena, já que ela é toda peculiar!

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A coleção de objetos é muito interessante, mas algo que me marcou na visita é saber que durante a ditadura chilena,  poucos dias antes da morte de Neruda, a casa foi vandalizada e inundada, mas Matilde insistiu que o corpo do poeta fosse velado nela, há imagens deste dia e é realmente tocante. Os jardins são lindos, dá vontade de sentar e ficar! Ao final tem uma lojinha com algumas coisas bem legais (e caras!). Ou seja, é um bom programa.

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Burger Joint e duas paradas na Av. Paulista

Eu não fui uma das entusiastas quando o Burger Joint chegou ao Brasil, a hamburgueria americana chegou aqui com o mesmo conceito, apenas um tipo de hambúrguer com variedade itens para complementar seu lanche, parece que essa estratégia não deu muito certo por aqui, e temos algumas opções.

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Mas antes vou falar um pouco do lugar, fomos na unidade da Av. Paulista que fica dentro do Top Center, apesar de ficar em um shopping, o ambiente é separado da praça de alimentação com mesas próprias, acho isso ótimo! Tem outras duas unidades na capital, uma na Bela Cintra e a outra no Shopping Anália Franco.

O sistema tudo é bem simples, em cima do caixa fica um lousa com a opções, você escolher, paga e espera ser chamado. O Ambiente é moderninho e todo rabiscado, você pode escrever onde quiser, inclusive tinha uma canetinha na nossa mesa para isso.

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Pedimos o Lazy Boy  que é Pão Hambúrguer Angus, queijos, alface, tomate, cebola roxa, picles e maionese da casa, bacon de costela, ketchup e mostarda dijon e custa 25 reais.  Também pedimos uma batata, maionese da casa e duas cervejas.

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Sobre o hambúrguer escolhido, vou falar que geralmente fujo de opções com alface e tomate porque salada a gente come em casa, né? hahahahaha mas oh nesse caso ornou perfeitamente! O pão é bom, a carne é ótima, saborosa e suculenta e os complementos caem perfeitamente, resulta em um lanche crocante e muito gostoso! Também achei o resultado leve e não saímos super cheios, sabe?

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As batatinhas são ótimas, parecem do Mc (isso pra mim é um elogio!) mas a maionese da casa estava SUPER, SUPER salgada, não senti nenhum gosto fora o sal, triste!

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Aproveitamos que já estávamos na Av. Paulista e fomos conhecer a Japan House que é um centro cultural dedicado à cultura nipônica. Estivemos sábado e estava com uma exposição dedicada à arquitetura, gostei muito e vale o passeio que é gratuito.

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IMG-5148Quase em frente, do outro lado da rua tem a Casa das Rosas, que sempre vale a parada para pelo menos um café no restaurante que fica no jardim.

Sky Costanera e uma dica

No primeiro momento ir ao Sky Costanera, que é o mirante no maior prédio da América Latina, pode parecer um pega-turista, mas fique tranquilo porque vale a pena!

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Fomos depois do tour na Undurraga e chegamos umas 17 horas para pegar o pôr do sol.

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Como chegar

Já falei aqui que andamos praticamente só de metrô no Chile, né? Ao contrário da Argentina, por exemplo, lá o preço é bem salgado e tem bastante trânsito. O metrô, apesar de ser bem antigo, funciona perfeitamente.

O Sky Costanera fica bem perto do metrô, cerca de 5-10 minutos de caminhada da estação Tobalada da linha 1 – Vermelha

O endereço é Andrés Bello 2457, Providencia, Región Metropolitana, Chile

Ingressos

Ao chegar é só você perguntar, Sky Costanera? que te informam onde fica a bilheteria, não pegamos nada de fila e fomos na quarta-feira, que na época era o dia mais barato, agora vi no site que todos os dias são o mesmo valor.

Vale a pena?

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É possível admirar a vista em dois andares, no 61º e no 62º, gostei mais do último, mas dizem que em dias de frio extremo é difícil ficar lá, porque a parte de cima é aberta.

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É possível ter uma visão 360° de toda a cidade, tivemos sorte de ir em um dia que a visibilidade estava boa, mas vale saber que não é sempre assim,  uma camada de poluição pode prejudicar o passeio.

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Recomendo ir próximo ao pôr do sol, fica cheio, mas é realmente lindo! No dia que fomos ainda estava rolando uma música ao vivo e uma degustação da mesma vinícola que estivemos antes, delícia!

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Acho que é um passeio meio entediante para crianças, porque não tem muito o que fazer mesmo, só sentar (no nosso caso no chão) e admirar a bela vista. Ficamos umas duas horas e meia, três. E foi maravilhoso. Mas juro que pensei se era seguro estar no prédio mais alto da América Latina em uma cidade com tantos terremotos hahahaha mas não encanei e nada aconteceu!

IMG-2406Quando anoitece também fica lindo!

Dica

No prédio fica um ótimo shopping, com um ótimo mercado o Jumbo que tem uma seleção de vinhos maravilhosos com ótimo preço! Voltamos para o apartamento de metrô e carregados de vinhos, então se você for fazer esse passeio aproveite para fazer o estoque da sua adega também!