Um filme, um livro e uma série

e todos maravilhosos!

Semana passada fui ao cinema, tipo decidi em 5 minutos, olhei a programação no Espaço Itaú (porque quando você é adulta e não é estudante é necessário usar os benefícios do seu banco para não pagar uma fortuna do ingresso do cinema!) vi um filme com o nome ruim, mas escolhi por ser argentino e eu sou fã do cinema dos hermanos (da comida, dos vinhos, dos helados também <3). Eu não li exatamente nada da sinopse e acabou sendo dos melhores filmes que já vi!

A Grande Dama do Cinema conta a história um improvável grupo formado por uma antiga estrela do cinema mundial, um (quase) ator e (quase pintor) sem grande sucesso e marido da personagem anterior. Um roteirista frustrado e um diretor peculiar que fazem de tudo para preservar o universo lúdico e surreal que criaram dentro de uma clássica e decadente mansão. Até que dois jovens chegam ao local e ameaçam botar tudo a perder.

O filme é um humor dramático e acho que eu nunca ri tanto. São sátiras super inteligentes, situações surreais. Os 4 atores principais são incríveis. Eu sai da sala do cinema chorando de rir, literalmente. Eu sai tão leve, tão feliz e gostaria de ver ele novamente o mais rápido possível. Espero que vocês assistam e também saiam com dor no abdômen de tanto rir também!

Mate o Próximo do Frederico Axat é um livro que eu terminei e pensei PORRA QUE LIVRO BOM! É um dos melhores suspenses que já li!!!

A sinopse é a seguinte:

Ted McKay tem tudo: uma mulher linda, duas filhas, um alto salário. Após ser diagnosticado com um tumor cerebral, ele toma a drástica decisão de tirar a própria vida. Quando está prestes a apertar o gatilho, Ted é interrompido pelo toque insistente da campainha. E, ao olhar para sua mesa no escritório, encontra o seguinte bilhete: “Abra a porta. É sua última saída”.

Intrigado, Ted deixa a arma de lado e abre a porta. E então mergulha em um pesadelo arrepiante, que vai fazê-lo duvidar da própria sanidade. À sua frente está um desconhecido chamado Justin Lynch, que não apenas sabe o que Ted estava prestes a cometer como lhe faz uma proposta difícil de recusar, um plano para evitar que sua família sofra as consequências devastadoras de um suicídio.

Ted aceita a proposta do estranho homem, sem imaginar que o bilhete em seu escritório e a oferta de Lynch são apenas o começo de um jogo macabro de manipulações. Alguém plantou um caminho de migalhas, que Ted vai recolher. Alguém que o conhece melhor que ninguém, que o fará duvidar de suas próprias motivações e também das pessoas que o cercam.

Eu tinha esse livro há tempos no Kindle, mas o título, a capa, o autor desconhecido me davam uma certa preguiça. Um dia estava no Skoob, uma rede social de resenhas literárias, e vi que a nota do Mate o Próximo era alta e as críticas muito boas. Por que não dar uma chance?

Eu imagino eu autor escrevendo cada parte do livro e rindo da nossa cara. Porque NADA é o que parece ser da primeira até a última página. A mente humana é uma caixa de surpresas e é isso que move as inúmeras reviravoltas desse suspense psicológico. Eu queria dar esse livro para todo mundo para ter a certeza que vocês vão ler! Sério, é muito, muito, muito bom, leiam, por favor!!!

Uma coisa em comum dessas três indicações é o título ruim, Disque Amiga para Matar é o próprio exemplo de tradução de títulos merda. A série é uma produção da Netflix e conta a história de uma grande amizade que surge entre Judy (Linda Cardellini) e Jen (Christina Applegate), que ficou viúva depois o atropelamento do marido, os culpados pelo acidente fugiram e ele acabou morrendo.

Os episódios são curtinhos, menos de meia hora. As personagens são maravilhosas, empoderadas e divertidas! Assim que termina o primeiro episódio você já fica ABISMADO. No decorrer da história elas descobrem muito mais do que pensavam saber sobre as suas vidas. Eu fiquei apaixonada pelas duas, queria ser amiga da Judy e da Jen e beber vinho com elas!

Vale muito a pena, dá para assistir uns três episódios sem nem perceber!

Livros aleatórios

Depois da biografia da Michelle Obama achei que ia passar por uma grande ressaca literária, mas ainda bem não, porém li uns livros totalmente aleatórios, teve romance e suspense.

O primeiro foi escolhido porque eu queria um livro que me fizesse chorar. Sabe aqueles romances trágicos, era isso que eu queria. Por isso li O Amor Maior do Mundo que conta a história de Ella Beene encontrou a felicidade há três anos, quando parou ao acaso na pequena Elbow e conheceu Joe, que cuidava sozinho dos filhos. Logo os dois estavam casados e a vida parecia perfeita. Até que um dia Joe desobedeceu à sua própria regra – “jamais dar as costas para o mar” – e morreu afogado enquanto tirava fotos nas rochas.


Ella sempre acreditou que Paige, a ex-mulher de Joe, simplesmente abandonara o marido e os filhos. Mas, para sua surpresa, Paige aparece no funeral querendo as crianças de volta. É quando Ella percebe que Joe não lhe contou tudo sobre seu primeiro casamento.


Trilhando caminhos diferentes, as duas mulheres se encontram na mesma encruzilhada, disputando a guarda das crianças que amam e buscando respostas para seus conflitos emocionais.


Apesar do O Maior Amor do Mundo ser mergulho no complexo universo da maternidade com todas suas dores e delícias. Sofri pela Ella, sofri pela Paige. Apesar do sofrimento, não chorei e não é um livro espetacular, mas vale pra passar o tempo.

Eu já li outro livro da Sophie Hannah, fiz a resenha aqui e falei que o final é surreal. No livro Um Certa Crueldade o final não é absurdo, mas é tão sem graça para um história tão boa.


Cinco palavras-chave percorrem o livro ligando as diversas camadas e tramas paralelas da história. Tão importante quanto solucioná-lo é investigar as características psicológicas e emocionais de seus personagens. No caso de Uma Certa Crueldade, a premissa é levada, de fato, para o divã. É no consultório de uma hipnoterapeuta que as histórias de Amber Hewerdine e da policial Charlie se cruzam.

A primeira perdeu sua melhor amiga num incêndio e, desde então, sofre de insônia e ansiedade; já Charlie deseja parar de fumar. Num esbarrão na sala de espera, Amber lê, por acaso, no caderno da investigadora: “Gentil, Cruel, Meio que Cruel”. Pouco depois, sob hipnose, se ouve repetindo essas mesmas palavras aparentemente sem sentido, mas cruciais para a polícia na investigação de dois incêndios criminosos.

Eu amei esse livro, sabe aquele enredo que te faz desconfiar de todo mundo, depois te dá certeza de uma coisa que não é? Então, esse livro tinha um potencial IMENSO, mas os motivos para os acontecimentos são tão frívolos que deu até um desânimo. Se você quiser um livro que seja 90% ótimo recomendo hahahahhahaah

Livros – Gisele e Michelle

Já comentei em algum lugar deste blog que não sou fã de biografias, mas amei o livro da Shonda Rhimes e fui vencida pela curiosidade e recentemente li as biografias da Gisele Bündchen – Aprendizados e da Michelle Obama – Minha História.

Eu não vou comparar os livros. Ambos são obras de mulheres inteligentes, maravilhosas e que merecem ser exaltadas! (aliás essa dica de não comparar e sim enaltecer vale para mulheres reais também!)

Mas vamos as resenhas, li primeiro o da Gise, é assim que ela é chamada pelos mais próximos e é assim que você acaba se sentindo lendo o livro dela. Vale lembrar que ele é daquele gênero auto-biografia-autoajuda que não existe, mas cada vez é mais comum.

Apesar de compartilhar fotos da infância, contar sua história, expor franquezas e dividir relatos e situações familiares, esse não é o ponto central do livro, e sim, o que ela aprendeu com cada fase da vida. Vida, aliás é o nome da cachorrinha dela em que ela dedica um dos capítulos mais emocionantes do livro.


A Gisele nos mostra no livro que ela não chegou onde está por pura sorte, a carreira dela é resultado de muito trabalho, disciplina e sempre sendo uma profissional exemplar. Mas mas no livro ela passa, principalmente a filosofia e seu estilo de vida. Ela tem uma enorme consciência corporal, uma percepção admirável do Universo e da natureza. Sem falar do respeito, na empatia e amor ao próximo que ela nos passa, e que faz que a gente realmente entenda toda a luz que ela emana naturalmente.

Em Aprendizados ainda é possível encontramos as perguntas que a moveram e movem diariamente. E pode acreditar, são perguntas que podemos encaixar na nossa vida. Confesso que lendo o livro também me senti meio mal, tipo ela é a Gisele Bündchen e ainda pilota helicópteros, tem uma rotina perfeita e eu aqui toda malacaba? Enfim, dá para se livrar do sentimento de culpa e incluir diversas coisas da Rotina Gisele, na Rotina Mulher/normal/quetrabalha/estuda/malha/cuidadacasa/ebebevinho. Recomendo por ser uma leitura leve e ainda tentar trazer boas práticas para nossa vida.

Fora ser esposa do Barak Obama, o que você sabe sobre a Michelle? Eu só sabia que era uma mulher linda e simpática. E isso era tudo.

Em 2009 eu estava de férias do estágio, era um dia estranhamente frio pra janeiro e eu estava na sala da casa dos meus pais acompanhando ao vivo a posse do Obama. Minha mãe me questionou porque eu estava assistindo aquilo e lembro de responder “porque é um acontecimento histórico e todo mundo vai se lembrar disso” ela me mandou continuar assistir no quarto e lembro de me emocionar com o discurso do Obama.

Em Minha História, Michelle nos conta os bastidores desse dia e muito mais. Ela nos conta a construção dessa mulher maravilhosa que ela é. Neste livro a gente conhece a Michelle Robinson ainda criança e toda a sua família, a relação próxima com o irmão e com os pais.

O pai dela é encantador mesmo com todas as dificuldades por causa de esclerose múltipla e nos emociona (e MUITO) do começo ao fim. A mãe dela é tão sábia e tão leve ao mesmo tempo, há diversas passagens dela que me marcaram em uma ela diz aos filhos eu não estão criando crianças, e sim, adultos para o mundo. Sempre ouvi isso da minha mãe também e nunca entendi muito bem, mas ao chegar na fase adulta me dei conta. Há pais que criam os filhos apenas para eles, para serem apegados, para nunca cortarem o cordão umbilical e serem as únicas pessoas na vida do filho. Há pais que criam os filhos para serem boas pessoas, bons cidadãos, bons profissionais para, futuramente, terem sua própria família. E essa é a grande diferença de criar filhos para o mundo. Agradeço meus pais e obrigada mãe da Miche.

Conheci também a Michelle estudante de Princeton e Harvard e vi que estudar pode sim, mudar uma vida. É mostrado um preconceito (quase) velado nas universidades mais famosas do mundo e majoritariamente brancas. As amizades em todos os períodos, a dor de perder a melhor amiga, nessa parte chorei também.

Conhecemos a ótima, bem sucedida e não tão feliz advogada, que em verão espera seu estagiário temporário com um nome estranho e uma ótima fama. Eu consegui ver o jovem Barack pelos olhos da Michelle. Tive um vislumbre daquele homem mal vestido, inteligente e com um sorriso charmoso. Nos trechos que eles se apaixonam eu me apaixonei junto. Como não se apaixonar por eles? Inteligentes, promissores e lindos.

Barack ainda era um estudante de Harvard, também era líder de uma comunidade pobre de Chicago e também era um idealizador. Michelle conta que um dia ela acordou no meio da noite e ele estava olhando pro teto e ela questionou o que ele estava pensando, ele respondeu algo como, na desigualdade social. E assim ele era. Miche também dizia que olhava pra ele e pensava, “esse homem nunca será rico“. Sem grandes ambições para o futuro, Obama gastava seu salário inteiro com livros. E como não se apaixonar por eles?

Um namoro à distância, a relação dos dois com a família, um amor crescente. Barack seguia sem acreditar na instituição casamento, por ver a mãe passar por dois casamentos fracassados, Obama nunca teve esse ideal e uma das partes mais cômicas é o pedido de casamento que ele faz à Michelle.

Depois vem a política, um casamento à distância, a dificuldade de engravidar, um abordo espontâneo, a rotina massacrante de ser mãe, trabalhar e estar a maior parte do tempo sozinha.

Do Senado à Presidência, de Chicago até a Casa Branca. Há muitas curiosidades sobre o dia-dia presidencial e todo seu esquema de segurança. A rotina da filhas e toda a responsabilidade de ser a primeira dama dos EUA.

A Michelle me impressionou pela inteligência, pela força e pela sensibilidade. O livro termina com a surreal eleição do Trump e com a sensação que não é só por aqui que as coisas estão difíceis.

Se um dia eu pudesse escolher alguém para ser amiga no mundo, a família Obama estaria no meu Top 3. Apenas leiam esse livro ❤

Tetralogia Elena Ferrante (e porque ela é essencial na sua vida)

Janeiro foi tão longo que deu para ler os quatro livros da Série Napolitana, da autora Elena Ferrante. 

Fui bastante relutante em começar a tetralogia. Já contei aqui que eu comecei umas duas vezes e desisti. O primeiro livro Amiga Genial começa com o sumiço de Lila Cerullo que desapareceu sem deixar vestígios. Lenu, ou Elena Greco sabe que desaparecer sempre foi um desejo da amiga, a ideia dela era se dissolver, como se nunca tivesse existido.

Para se agarrar a memória da amiga, e de si mesma, Elena escreve e descreve lindamente tudo o que ambas viveram. Da infância pobre em um dos bairros mais perigosos de Nápoles até a velhice.

Mas Gabi, como uma história de uma amizade rendeu quatro livros e milhões de livros vendidos no mundo?

Pode parecer um romance raso sobre as experiências e vivências de duas mulheres durante a vida, mas a narrativa criada pela autora vai muito além do que eu posso te contar, ou pela sinopse dos livros. A história começa na segunda metade do século XX, em uma Itália devastada pós-guerra, é nesse contexto que Elena Ferrante nos apresenta os personagens, não apenas as famílias Cerullo e Greco, mas também os Solara, os Caracci, os Airota, os Sarratore. A escrita de Ferrante é capaz de inserir uma infinidade de personagens ao longo dos quatro livros, com naturalidade, mesmo em dinâmicas complexas, sem nunca perder o foco em Lila e Lenu.

Sinceramente, eu não sei como te convencer, como essa série de livros pode ser essencial na sua vida. Mas acredite em mim, ELA É! hahahahah 

Apesar de se passar na Itália, para mim ela foi um panorama de assuntos e movimentos importantíssimos da década de 50 até os anos 2000 no mundo todo. Quando eu falo isso, quero dizer que, durante os livros nos deparamos como:

  • O estudo não era obrigatório, pelo contrário, era um privilégio poder continuar na escola, se fosse mulher então, algo raríssimo (a Lenu conclui a graduação, já a Lila mal termina o primário);
  • Violência contra a mulher era não só normal, mas algo bem visto pela sociedade para “endireitar” a esposa, filha, etc, etc;
  • Aliás a violência permeia a história inteira, do começo ao fim;
  • Casamento precoce? Normal! A Lila casa aos 16 anos;
  • Virgindade? Deveria ser mantida até o casamento, na faculdade, Lenu sofre pelas escolhas que fez;
  • Divórcio? Ambas são ignoradas pela família após saírem de um casamento.

Acredito que a tetralogia é basicamente um relato completo e complexo da tentativa de Lila e Lenu, cada uma a seu modo, de se libertarem da vida miserável, da exploração e violência à qual nasceram fadadas.

Entre relatos da vida, vemos nascer o fascismo, o comunismo e o crescimento da Camorra (organização criminosa italiana). Vemos também a consciência de uma coisa linda chamado feminismo. É a transição da exploração, violência cotidianas para a independência, com todas as suas dores e delícias.

É um livro sobre privilégios também. Duas pessoas que saíram do mesmo lugar, uma com a possibilidade de estudar e a outra precisando casar para sustentar uma família. Vemos durante os livros como isso reflete na experiência de vida de cada uma, o que eu achei incrível.

Falei muito sobre o contexto dos livros e pouco da história. O que eu posso te falar é que eu não mudaria uma vírgula dos livros. É uma mistura de romance com um rico detalhamento histórico, sobretudo é uma história de muitas vidas. Me lembrou, pela complexidade, Cem Anos de Solidão, mas pode ser coisa da minha cabeça e pela quantidade de personagens.

Se você terminou esse texto pensando, AH QUERIA TANTO LER, MAS NÃO TENHO TEMPO, JÁ QUE SÃO QUATRO LIVROS, te respondo, eu também não tenho tempo. Eu também trabalho, tenho tarefas do lar, faço academia.

Todos temos tempo para o celular, certo? É só dosar essa atenção para a leitura. O maior inimigo do livro não são os dispositivos digitais de leitura, mas sim, o tempo desperdiçado diariamente com as redes sociais.

PS: Quando terminei o primeiro livro supus que era uma biografia da própria autora, já que ela é Elena, assim como a Lenu e pesquisando descobri que a identidade da autora é uma incógnita! Ninguém sabe direito quem é ela, mas fato que a pessoa Elena Ferrante não existe, é apenas um pseudônimo que ninguém sabe ao certo de quem. PS2: A HBO lançou no ano passado uma série sobre os livros QUERO ASSISTIR!

Melhores e Piores Livros de 2018

Agora sim o último post do ano! Me veio agora essa ideia porque se tem uma coisa que o Brasil precisa em 2019 é de mais leitores, então se você leu pelo menos um livro que indiquei aqui este ano sinto que estou fazendo minha parte ❤

Vamos lá, não sei como separar exatamente as categorias, então vou fazer de um jeito diferente.

O livro que mais amei: É Assim que Acaba – Colleen Hoover
Eu não tenho certeza dessa escolha e acho que li livros mais marcantes no ano passado, mas esse que já resenhei por aqui me tocou de uma forma diferente, merece ser lido!

Livro que não gostei: Hoje Vai ser Diferente – Maria Sample
É engraçado em algumas partes, preferi terminar logo e não desistir, mas achei super chatinho!

Melhor suspense: Por trás de seus olhos – Sarah Pinborough
Eu não fiz essa resenha aqui! Eu mal lembrava dele, mas vasculhando meu Kindle lembrei da história e NOSSASENHORA leiam!

Como é meu gênero preferido temos menções honrosas: A Mulher na Janela, Preciso Saber (ÓTIMO), A Mulher na Cabine 10, Um Pequeno Favor, Quem Era Ela e deve ter mais alguns na lista.

Melhor livro leve: Asiáticos Podres de Ricos – Kevin Kawan
Eu ia fazer a resenha depois de ver o filme, mas acabou que não assisti, de qualquer forma amei o livro! Leitura leve, história divertida, gostei muito!

Livro que me deixou impactada: Dias Perfeitos – Raphael Montes
Fiz a resenha, suei frio lendo e acho o autor louco/gênio

Esperava mais: A Mulher Entre Nós – Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Eu quis TANTO ler esse livro, eu simplesmente não larguei o Kindle até terminar, mas aí chegou no final e eu quis morrer de tanta decepção!

Não esperava e amei: Tetralogia Elena Ferrante
Eu já tinha começado o Amiga Genial umas duas vezes esse ano e desistido, mas semana passada me forcei a ler e lá para os 20% do livro me apaixonei, sério! Estou no segundo A História do Novo Sobrenome e só largo a série quando terminar os quatro livros!

Auto-biografia-autoajuda: O Ano em Que Disse Sim – Shonda Rhimes
Esse gênero não existe, mas tipo existe! É uma mistura de biografia com autoajuda e esse da Shonda achei ótimo, ela é uma mulher incrível, criadora e produtora de três séries que amo: Grey’s Anatomy, Scandal, e How to Get Away with Murder. O livro é bem divertido e tem umas boas lições.

Romance: A Mulher do Viajante no Tempo – Audrey Niffenegger
Eu não tenho certeza se li neste ano, mas faz tempo que não pego um romance tão lindo quanto esse ❤ quero reler! Do mesmo estilo tem um que também gostei, Em Nossa Próxima Vida.

É arrastado, mas é bom!: A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert – Joel Dicker
Dava pra cortar metade das páginas? DAVA! Mas é uma boa história, cheia de reviravoltas que daria um ótimo filme.

Melhor livro que eu não sei em que categoria colocar: Jardim de Inverno –  Kristin Hannah
Chorei com esse livro, ele começa lento, mas não desista, é um livro sobre amor, família, dor e guerra.

Eu poderia passar minha vida indicando livros, espero que gostem e que no seu 2019 tenha um espaço reservado para a leitura!

Dois livros – Thriller

Meu Deuuuuus que eu não sei que título colocar aqui. Dois livros – Suspense (de novo?!) Dois livros com protagonistas femininas (de novo?!) livros sobre violência na infância/adolescência? Me ajuda aí! Os livros são A Boa Filha da Karin Slaughter e Menina Boa Menina Má da Ali Land.

 Sinopse –  Editora Record: A mãe de Annie é uma assassina em série. Um dia, Annie a denuncia para a polícia e ela é presa. Os segredos de seu passado não a deixam dormir, mesmo Annie fazendo parte agora de uma nova família e atendendo por um novo nome — Milly. Enquanto um grupo de especialistas prepara Milly para enfrentar a mãe no tribunal, ela precisa confrontar seu passado. E recomeçar. Com certeza, a partir de agora vai poder ser quem quiser… Mas a mãe de Milly é uma assassina em série. E quem sai aos seus não degenera…

Primeiro:  fiquei até em dúvida se colocava a sinopse aqui porque ela é tipo um spoiler. Segundo: me lembrei que o livro é bem previsível hahahahh é um enredo que me prendeu bastante por toda a complexidade psicológica da personagem principal. A mãe é uma assassina em série, ela está vivendo temporariamente com a família do psicólogo dela enquanto aguarda o julgamento da sua matriarca. No decorrer da história o traço mais marcante é a questão “Uma criança pudesse crescer má? Ou A essência da maldade já nasce em todos nós e é preciso apenas um gatilho para ativá-la?” Annie/Milly é colocada em diversas situações com esses “gatilhos da maldade”. Não espere nenhuma grande reviravolta, todos os casos, por pior que sejam, serão previstos antes por você. Mas novamente, este livro que é narrado em primeira pessoa vai prender sua atenção!

Sinopse –  Harper Collins: 
Quando eram adolescentes, a vida tranquila de Charlotte e Samantha Quinn foi destruída por um terrível ataque em sua casa. Sua mãe foi assassinada. Seu pai um famoso advogado de defesa de Pikeville, Geórgia ficou arrasado. E a família foi dividida por anos, para além de qualquer conserto, consumida pelos segredos daquela noite terrível. Vinte e oito anos depois, Charlie seguiu os passos de Rusty, seu pai, e se tornou advogada, mas está determinada a ser diferente dele. Quando outro caso de violência assombra Pikeville, Charlie acaba embarcando em um pesadelo que a obriga a olhar para trás e reviver o passado. Além de ser a primeira testemunha a chegar na cena, o caso também revela as memórias que ela passou tanto tempo tentando esconder. Agora, a verdade chocante sobre o crime que destruiu sua família há quase trinta anos não poderá mais permanecer enterrada e Charlotte precisa se reencontrar com Samantha, não apenas para lidar com o crime, mas também com o trauma vivido. 

Quando não engreno nenhum livro, sempre procuro algum da 
Karin Slaughter, acho ela incrível e os livros são sempre maravilhosos com grandes mistérios a serem desvendados. Neste livro que eu achei BEM PESADO, tudo de ruim que pode acontecer na mesma história com os personagens acontece, não há apenas um fato grandioso a ser revelado, mas pelo menos uns três desfechos de histórias pendentes são resolvidos de maneira surpreendente. Eu gostei muito da Charlotte e da Samantha, achei as duas com as personalidades mais reais do que qualquer personagem que me deparei nos últimos tempos! Mas, apesar disso tudo, achei algumas partes arrastadas, um pouco repetitivas e quase cansativas. Mas ainda sim é um ótimo livro, levando em consideração aquela observação que eu fiz na minha última resenha, haja estômago!

Não são livros que eu recomento para você ler de férias na praia ou aliás, de férias em qualquer lugar, porque são temas pesados, livros densos, mas para o percurso do trabalho, da faculdade são ótimas opções!

Livros de ficção sobre violência contra mulheres

*esse texto possui gatilhos de agressão contra mulheres e relacionamentos abusivos 

Fiquei um tempão pensando se fazia resenha sobre esses os livros, Dias Perfeitos e  Você. Já comecei e desisti. Sabe por que, principalmente?  Porque violência contra mulheres está longe de ser um enredo fictício. Foram livros que me deixaram angustiada, chateada e fiquei extremamente mal lendo. Mesmo sem ter passado nem perto de situações como de relacionamento abusivo ou agressivo, a empatia com as personagens e saber que existem mulheres reais que passam por situação semelhante TODOS OS DIAS, é impossível não se sensibilizar.

Ambas histórias tem semelhanças, as personagens querem ser escritoras, são livres, até que por acaso conhecem um homem, sem nenhuma intenção, mas eles acabam tornando-se obsessivos por elas. As personagens acabam sendo torturadas por homens que, em algum momento, chegaram a confiar. E por mais que algumas passagens descritas sejam surreais, a situação que permeia as histórias pode ser a mesma que você, sua amiga, sua mãe vivem.

Eu terminei o livro do Raphael Montes e da Caroline Kepnes com um gosto amargo na boca, podia ser só ressaca literária, mas na verdade, em dias tão sombrios como esses que nos esperam, era apenas desgosto com a vida mesmo.

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Dias Perfeitos de Raphael Montes é classificado como romance (cêis tão loucos né?!!!)  O protagonista do livro é Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia.  Num churrasco a que vai com a mãe contrariado, Téo conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Clarice está escrevendo um road movie de nome “Dias perfeitos”. O texto ainda está cru, mas ela já sabe a história que quer contar: as desventuras de três amigas que viajam de carro pelo país em busca de experiências amorosas. Téo fica viciado (OBCECADO é a palavra) em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente. Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema: desfere um golpe na cabeça dela e, ato contínuo, sequestra a garota. Elabora então um plano para conquistá-la: coloca-a sedada no banco carona de seu carro e inicia uma viagem pelas estradas do Rio de Janeiro — a mesma viagem feita pelas personagens do roteiro de Clarice.

Passando por cenários oníricos, entre os quais um chalé em Teresópolis administrado por anões e uma praia deserta e paradisíaca em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita: Téo a obriga a escrever a seu lado e está pronto para sedá-la ou prendê-la à menor tentativa de resistência. Clarice oscila entre momentos de desespero e resignação, nos quais corresponde aos delírios conjugais de seu sequestrador. O efeito é tão mais perturbador quanto maior a naturalidade de Téo. Ele fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas decisões com lógica impecável.

A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante — e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos tem clima sombrio e claustrofóbico, personagens em tensão permanente e diálogos afiados. Angustiante e repleto de reviravoltas, o livro é uma história de amor (ISSO NÃO TEM NADA A VER COM AMOR!) obsessivo e paranoico que consolida Raphael Montes como uma das mais gratas surpresas da literatura brasileira.

Acho que depois do Jantar Secreto e esse livro, eu não sei se eu considero o Raphael Montes um gênio ou um louco, sério mesmo. Nessa sinopse dá pra ter uma boa ideia do enredo, mas a história toda é repleta de um surrealismo, impressionante.  Não gostei do final por motivos óbvios que vocês também não irão gostar, mas porque se formos trazer mais realidade para a história, é difícil não ter nenhuma ponta solta.

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Você,  de Caroline Kepnes  conta a história de uma aspirante a escritora linda e atraente entra na livraria do East Village onde Joe Goldberg trabalha, ele faz o que (quase) qualquer pessoa interessada faria: pesquisa no Google o nome que consta em seu cartão de crédito.

Para a sorte de Joe, existe apenas uma Guinevere Beck na cidade de Nova York, e ela posta incessantemente nas redes sociais tudo o que ele precisa saber: que ela é apenas Beck para os amigos, que frequentou a Brown University, mora na Bank Street e estará em um bar no Brooklyn esta noite – o lugar perfeito para um encontro ao acaso.

Ela ainda não sabe, mas é a mulher perfeita para Joe. E quando Joe começa a orquestrar obsessivamente uma série de eventos para garantir que Beck caia em seus braços, ela acaba não resistindo às suas investidas.

Passando do papel de stalker para namorado, Joe transforma-se no homem perfeito para Beck, ao mesmo tempo em que remove sorrateiramente todos os obstáculos no caminho dos dois. Mas também há muito mais em Beck do que sua fachada perfeita, e o relacionamento mutuamente obsessivo do casal rapidamente se desdobra em um turbilhão de consequências mortais.

Um relato devastador de uma farsa implacável, Você é um suspense arrebatador sobre vulnerabilidade e manipulação na era das redes sociais, capaz de provar que o amor  (de novo, não é amor!) também pode ferir. E muito.

Primeiro, esse livro virou uma série que chega 26 de dezembro no Netflix com o fiel nome de You, e é protagonizada pelo eterno Dan de Gossip Girl, eu não sabia disso e descobri pesquisando pra esse post, vi o trailer e achei bem próximo ao livro. Mas voltando pra resenha. A sinopse consegue ser um pouco melhor que o livro, porque além dos motivos óbvios, o título não é por acaso, a palavra você, para falar sobre a Beck é usada incansavelmente. Coisas surreais também acontecem, mas esse livros tem momentos de puro tédio, aliás achei que o Dan será um ótimo Joe.

Agora, se eu recomendo os livros?  Sinceramente não consigo decidir. Fico achando terrível um assunto tão sério quanto esse ser entretenimento literário, mas também acredito que não podemos varrer as agressões contra as mulheres para debaixo do tapete. Então não tenha apenas estômago forte. Nós, mulheres, precisamos de força todos os dias.