Tetralogia Elena Ferrante (e porque ela é essencial na sua vida)

Janeiro foi tão longo que deu para ler os quatro livros da Série Napolitana, da autora Elena Ferrante. 

Fui bastante relutante em começar a tetralogia. Já contei aqui que eu comecei umas duas vezes e desisti. O primeiro livro Amiga Genial começa com o sumiço de Lila Cerullo que desapareceu sem deixar vestígios. Lenu, ou Elena Greco sabe que desaparecer sempre foi um desejo da amiga, a ideia dela era se dissolver, como se nunca tivesse existido.

Para se agarrar a memória da amiga, e de si mesma, Elena escreve e descreve lindamente tudo o que ambas viveram. Da infância pobre em um dos bairros mais perigosos de Nápoles até a velhice.

Mas Gabi, como uma história de uma amizade rendeu quatro livros e milhões de livros vendidos no mundo?

Pode parecer um romance raso sobre as experiências e vivências de duas mulheres durante a vida, mas a narrativa criada pela autora vai muito além do que eu posso te contar, ou pela sinopse dos livros. A história começa na segunda metade do século XX, em uma Itália devastada pós-guerra, é nesse contexto que Elena Ferrante nos apresenta os personagens, não apenas as famílias Cerullo e Greco, mas também os Solara, os Caracci, os Airota, os Sarratore. A escrita de Ferrante é capaz de inserir uma infinidade de personagens ao longo dos quatro livros, com naturalidade, mesmo em dinâmicas complexas, sem nunca perder o foco em Lila e Lenu.

Sinceramente, eu não sei como te convencer, como essa série de livros pode ser essencial na sua vida. Mas acredite em mim, ELA É! hahahahah 

Apesar de se passar na Itália, para mim ela foi um panorama de assuntos e movimentos importantíssimos da década de 50 até os anos 2000 no mundo todo. Quando eu falo isso, quero dizer que, durante os livros nos deparamos como:

  • O estudo não era obrigatório, pelo contrário, era um privilégio poder continuar na escola, se fosse mulher então, algo raríssimo (a Lenu conclui a graduação, já a Lila mal termina o primário);
  • Violência contra a mulher era não só normal, mas algo bem visto pela sociedade para “endireitar” a esposa, filha, etc, etc;
  • Aliás a violência permeia a história inteira, do começo ao fim;
  • Casamento precoce? Normal! A Lila casa aos 16 anos;
  • Virgindade? Deveria ser mantida até o casamento, na faculdade, Lenu sofre pelas escolhas que fez;
  • Divórcio? Ambas são ignoradas pela família após saírem de um casamento.

Acredito que a tetralogia é basicamente um relato completo e complexo da tentativa de Lila e Lenu, cada uma a seu modo, de se libertarem da vida miserável, da exploração e violência à qual nasceram fadadas.

Entre relatos da vida, vemos nascer o fascismo, o comunismo e o crescimento da Camorra (organização criminosa italiana). Vemos também a consciência de uma coisa linda chamado feminismo. É a transição da exploração, violência cotidianas para a independência, com todas as suas dores e delícias.

É um livro sobre privilégios também. Duas pessoas que saíram do mesmo lugar, uma com a possibilidade de estudar e a outra precisando casar para sustentar uma família. Vemos durante os livros como isso reflete na experiência de vida de cada uma, o que eu achei incrível.

Falei muito sobre o contexto dos livros e pouco da história. O que eu posso te falar é que eu não mudaria uma vírgula dos livros. É uma mistura de romance com um rico detalhamento histórico, sobretudo é uma história de muitas vidas. Me lembrou, pela complexidade, Cem Anos de Solidão, mas pode ser coisa da minha cabeça e pela quantidade de personagens.

Se você terminou esse texto pensando, AH QUERIA TANTO LER, MAS NÃO TENHO TEMPO, JÁ QUE SÃO QUATRO LIVROS, te respondo, eu também não tenho tempo. Eu também trabalho, tenho tarefas do lar, faço academia.

Todos temos tempo para o celular, certo? É só dosar essa atenção para a leitura. O maior inimigo do livro não são os dispositivos digitais de leitura, mas sim, o tempo desperdiçado diariamente com as redes sociais.

PS: Quando terminei o primeiro livro supus que era uma biografia da própria autora, já que ela é Elena, assim como a Lenu e pesquisando descobri que a identidade da autora é uma incógnita! Ninguém sabe direito quem é ela, mas fato que a pessoa Elena Ferrante não existe, é apenas um pseudônimo que ninguém sabe ao certo de quem. PS2: A HBO lançou no ano passado uma série sobre os livros QUERO ASSISTIR!

Melhores e Piores Livros de 2018

Agora sim o último post do ano! Me veio agora essa ideia porque se tem uma coisa que o Brasil precisa em 2019 é de mais leitores, então se você leu pelo menos um livro que indiquei aqui este ano sinto que estou fazendo minha parte ❤

Vamos lá, não sei como separar exatamente as categorias, então vou fazer de um jeito diferente.

O livro que mais amei: É Assim que Acaba – Colleen Hoover
Eu não tenho certeza dessa escolha e acho que li livros mais marcantes no ano passado, mas esse que já resenhei por aqui me tocou de uma forma diferente, merece ser lido!

Livro que não gostei: Hoje Vai ser Diferente – Maria Sample
É engraçado em algumas partes, preferi terminar logo e não desistir, mas achei super chatinho!

Melhor suspense: Por trás de seus olhos – Sarah Pinborough
Eu não fiz essa resenha aqui! Eu mal lembrava dele, mas vasculhando meu Kindle lembrei da história e NOSSASENHORA leiam!

Como é meu gênero preferido temos menções honrosas: A Mulher na Janela, Preciso Saber (ÓTIMO), A Mulher na Cabine 10, Um Pequeno Favor, Quem Era Ela e deve ter mais alguns na lista.

Melhor livro leve: Asiáticos Podres de Ricos – Kevin Kawan
Eu ia fazer a resenha depois de ver o filme, mas acabou que não assisti, de qualquer forma amei o livro! Leitura leve, história divertida, gostei muito!

Livro que me deixou impactada: Dias Perfeitos – Raphael Montes
Fiz a resenha, suei frio lendo e acho o autor louco/gênio

Esperava mais: A Mulher Entre Nós – Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Eu quis TANTO ler esse livro, eu simplesmente não larguei o Kindle até terminar, mas aí chegou no final e eu quis morrer de tanta decepção!

Não esperava e amei: Tetralogia Elena Ferrante
Eu já tinha começado o Amiga Genial umas duas vezes esse ano e desistido, mas semana passada me forcei a ler e lá para os 20% do livro me apaixonei, sério! Estou no segundo A História do Novo Sobrenome e só largo a série quando terminar os quatro livros!

Auto-biografia-autoajuda: O Ano em Que Disse Sim – Shonda Rhimes
Esse gênero não existe, mas tipo existe! É uma mistura de biografia com autoajuda e esse da Shonda achei ótimo, ela é uma mulher incrível, criadora e produtora de três séries que amo: Grey’s Anatomy, Scandal, e How to Get Away with Murder. O livro é bem divertido e tem umas boas lições.

Romance: A Mulher do Viajante no Tempo – Audrey Niffenegger
Eu não tenho certeza se li neste ano, mas faz tempo que não pego um romance tão lindo quanto esse ❤ quero reler! Do mesmo estilo tem um que também gostei, Em Nossa Próxima Vida.

É arrastado, mas é bom!: A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert – Joel Dicker
Dava pra cortar metade das páginas? DAVA! Mas é uma boa história, cheia de reviravoltas que daria um ótimo filme.

Melhor livro que eu não sei em que categoria colocar: Jardim de Inverno –  Kristin Hannah
Chorei com esse livro, ele começa lento, mas não desista, é um livro sobre amor, família, dor e guerra.

Eu poderia passar minha vida indicando livros, espero que gostem e que no seu 2019 tenha um espaço reservado para a leitura!

Dois livros – Thriller

Meu Deuuuuus que eu não sei que título colocar aqui. Dois livros – Suspense (de novo?!) Dois livros com protagonistas femininas (de novo?!) livros sobre violência na infância/adolescência? Me ajuda aí! Os livros são A Boa Filha da Karin Slaughter e Menina Boa Menina Má da Ali Land.

 Sinopse –  Editora Record: A mãe de Annie é uma assassina em série. Um dia, Annie a denuncia para a polícia e ela é presa. Os segredos de seu passado não a deixam dormir, mesmo Annie fazendo parte agora de uma nova família e atendendo por um novo nome — Milly. Enquanto um grupo de especialistas prepara Milly para enfrentar a mãe no tribunal, ela precisa confrontar seu passado. E recomeçar. Com certeza, a partir de agora vai poder ser quem quiser… Mas a mãe de Milly é uma assassina em série. E quem sai aos seus não degenera…

Primeiro:  fiquei até em dúvida se colocava a sinopse aqui porque ela é tipo um spoiler. Segundo: me lembrei que o livro é bem previsível hahahahh é um enredo que me prendeu bastante por toda a complexidade psicológica da personagem principal. A mãe é uma assassina em série, ela está vivendo temporariamente com a família do psicólogo dela enquanto aguarda o julgamento da sua matriarca. No decorrer da história o traço mais marcante é a questão “Uma criança pudesse crescer má? Ou A essência da maldade já nasce em todos nós e é preciso apenas um gatilho para ativá-la?” Annie/Milly é colocada em diversas situações com esses “gatilhos da maldade”. Não espere nenhuma grande reviravolta, todos os casos, por pior que sejam, serão previstos antes por você. Mas novamente, este livro que é narrado em primeira pessoa vai prender sua atenção!

Sinopse –  Harper Collins: 
Quando eram adolescentes, a vida tranquila de Charlotte e Samantha Quinn foi destruída por um terrível ataque em sua casa. Sua mãe foi assassinada. Seu pai um famoso advogado de defesa de Pikeville, Geórgia ficou arrasado. E a família foi dividida por anos, para além de qualquer conserto, consumida pelos segredos daquela noite terrível. Vinte e oito anos depois, Charlie seguiu os passos de Rusty, seu pai, e se tornou advogada, mas está determinada a ser diferente dele. Quando outro caso de violência assombra Pikeville, Charlie acaba embarcando em um pesadelo que a obriga a olhar para trás e reviver o passado. Além de ser a primeira testemunha a chegar na cena, o caso também revela as memórias que ela passou tanto tempo tentando esconder. Agora, a verdade chocante sobre o crime que destruiu sua família há quase trinta anos não poderá mais permanecer enterrada e Charlotte precisa se reencontrar com Samantha, não apenas para lidar com o crime, mas também com o trauma vivido. 

Quando não engreno nenhum livro, sempre procuro algum da 
Karin Slaughter, acho ela incrível e os livros são sempre maravilhosos com grandes mistérios a serem desvendados. Neste livro que eu achei BEM PESADO, tudo de ruim que pode acontecer na mesma história com os personagens acontece, não há apenas um fato grandioso a ser revelado, mas pelo menos uns três desfechos de histórias pendentes são resolvidos de maneira surpreendente. Eu gostei muito da Charlotte e da Samantha, achei as duas com as personalidades mais reais do que qualquer personagem que me deparei nos últimos tempos! Mas, apesar disso tudo, achei algumas partes arrastadas, um pouco repetitivas e quase cansativas. Mas ainda sim é um ótimo livro, levando em consideração aquela observação que eu fiz na minha última resenha, haja estômago!

Não são livros que eu recomento para você ler de férias na praia ou aliás, de férias em qualquer lugar, porque são temas pesados, livros densos, mas para o percurso do trabalho, da faculdade são ótimas opções!

Livros de ficção sobre violência contra mulheres

*esse texto possui gatilhos de agressão contra mulheres e relacionamentos abusivos 

Fiquei um tempão pensando se fazia resenha sobre esses os livros, Dias Perfeitos e  Você. Já comecei e desisti. Sabe por que, principalmente?  Porque violência contra mulheres está longe de ser um enredo fictício. Foram livros que me deixaram angustiada, chateada e fiquei extremamente mal lendo. Mesmo sem ter passado nem perto de situações como de relacionamento abusivo ou agressivo, a empatia com as personagens e saber que existem mulheres reais que passam por situação semelhante TODOS OS DIAS, é impossível não se sensibilizar.

Ambas histórias tem semelhanças, as personagens querem ser escritoras, são livres, até que por acaso conhecem um homem, sem nenhuma intenção, mas eles acabam tornando-se obsessivos por elas. As personagens acabam sendo torturadas por homens que, em algum momento, chegaram a confiar. E por mais que algumas passagens descritas sejam surreais, a situação que permeia as histórias pode ser a mesma que você, sua amiga, sua mãe vivem.

Eu terminei o livro do Raphael Montes e da Caroline Kepnes com um gosto amargo na boca, podia ser só ressaca literária, mas na verdade, em dias tão sombrios como esses que nos esperam, era apenas desgosto com a vida mesmo.

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Dias Perfeitos de Raphael Montes é classificado como romance (cêis tão loucos né?!!!)  O protagonista do livro é Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia.  Num churrasco a que vai com a mãe contrariado, Téo conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Clarice está escrevendo um road movie de nome “Dias perfeitos”. O texto ainda está cru, mas ela já sabe a história que quer contar: as desventuras de três amigas que viajam de carro pelo país em busca de experiências amorosas. Téo fica viciado (OBCECADO é a palavra) em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente. Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema: desfere um golpe na cabeça dela e, ato contínuo, sequestra a garota. Elabora então um plano para conquistá-la: coloca-a sedada no banco carona de seu carro e inicia uma viagem pelas estradas do Rio de Janeiro — a mesma viagem feita pelas personagens do roteiro de Clarice.

Passando por cenários oníricos, entre os quais um chalé em Teresópolis administrado por anões e uma praia deserta e paradisíaca em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita: Téo a obriga a escrever a seu lado e está pronto para sedá-la ou prendê-la à menor tentativa de resistência. Clarice oscila entre momentos de desespero e resignação, nos quais corresponde aos delírios conjugais de seu sequestrador. O efeito é tão mais perturbador quanto maior a naturalidade de Téo. Ele fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas decisões com lógica impecável.

A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante — e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos tem clima sombrio e claustrofóbico, personagens em tensão permanente e diálogos afiados. Angustiante e repleto de reviravoltas, o livro é uma história de amor (ISSO NÃO TEM NADA A VER COM AMOR!) obsessivo e paranoico que consolida Raphael Montes como uma das mais gratas surpresas da literatura brasileira.

Acho que depois do Jantar Secreto e esse livro, eu não sei se eu considero o Raphael Montes um gênio ou um louco, sério mesmo. Nessa sinopse dá pra ter uma boa ideia do enredo, mas a história toda é repleta de um surrealismo, impressionante.  Não gostei do final por motivos óbvios que vocês também não irão gostar, mas porque se formos trazer mais realidade para a história, é difícil não ter nenhuma ponta solta.

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Você,  de Caroline Kepnes  conta a história de uma aspirante a escritora linda e atraente entra na livraria do East Village onde Joe Goldberg trabalha, ele faz o que (quase) qualquer pessoa interessada faria: pesquisa no Google o nome que consta em seu cartão de crédito.

Para a sorte de Joe, existe apenas uma Guinevere Beck na cidade de Nova York, e ela posta incessantemente nas redes sociais tudo o que ele precisa saber: que ela é apenas Beck para os amigos, que frequentou a Brown University, mora na Bank Street e estará em um bar no Brooklyn esta noite – o lugar perfeito para um encontro ao acaso.

Ela ainda não sabe, mas é a mulher perfeita para Joe. E quando Joe começa a orquestrar obsessivamente uma série de eventos para garantir que Beck caia em seus braços, ela acaba não resistindo às suas investidas.

Passando do papel de stalker para namorado, Joe transforma-se no homem perfeito para Beck, ao mesmo tempo em que remove sorrateiramente todos os obstáculos no caminho dos dois. Mas também há muito mais em Beck do que sua fachada perfeita, e o relacionamento mutuamente obsessivo do casal rapidamente se desdobra em um turbilhão de consequências mortais.

Um relato devastador de uma farsa implacável, Você é um suspense arrebatador sobre vulnerabilidade e manipulação na era das redes sociais, capaz de provar que o amor  (de novo, não é amor!) também pode ferir. E muito.

Primeiro, esse livro virou uma série que chega 26 de dezembro no Netflix com o fiel nome de You, e é protagonizada pelo eterno Dan de Gossip Girl, eu não sabia disso e descobri pesquisando pra esse post, vi o trailer e achei bem próximo ao livro. Mas voltando pra resenha. A sinopse consegue ser um pouco melhor que o livro, porque além dos motivos óbvios, o título não é por acaso, a palavra você, para falar sobre a Beck é usada incansavelmente. Coisas surreais também acontecem, mas esse livros tem momentos de puro tédio, aliás achei que o Dan será um ótimo Joe.

Agora, se eu recomendo os livros?  Sinceramente não consigo decidir. Fico achando terrível um assunto tão sério quanto esse ser entretenimento literário, mas também acredito que não podemos varrer as agressões contra as mulheres para debaixo do tapete. Então não tenha apenas estômago forte. Nós, mulheres, precisamos de força todos os dias. 

Dois livros ótimos! – Suspense

Saudade de escrever sobre livros!

Aposto que você já leu aquele famoso clichê: Mulher com algum trauma/problema psicológico + bebidas alcoólicas + observou/viveu um fato que ninguém mais viu e desconfiam da sanidade dela

Assim é o best seller a Garota no Trem e assim desenrolam os livros A Mulher na Janela e a Mulher na Cabine 10 .

downloadAnna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e… espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. “A Mulher Na Janela” é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

A Mulher na Janela, é o primeiro livro do A. J. Finn, publicado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro. A Anna é uma ma psicóloga infantil, bem sucedida, mas devido a um fato, ela desenvolveu agorafobia que é uma condição que à impede de fazer coisas simples, como sair de casa. Ela passa parte do seu tempo em um fórum online sobre essa fobia e assim vamos descobrindo a sua história. A outra metade do seu tempo, a Anna passa bebendo Merlot (huuuuum) e observando a vida alheia, assim conhecemos os Russells que fazem parte da trama central do livro.

A história é narrada pela Anna e faz a gente duvidar de todos os personagens. A situação é extremamente conflitante, fiquei ansiosa para descobrir logo o final, mas antes disso uma revelação ainda mais surpreendente, sério! Esse fato me chocou mais que o final em si. É um livro que desperta emoções, bem escrito e não decepciona!

download (1)A mulher na cabine 10 estabelece de vez Ruth Ware como um dos grandes nomes do suspense contemporâneo. No livro, uma jornalista de turismo tenta se recuperar de um trauma quando é convidada para cobrir a viagem inaugural de um luxuoso navio. Mas, o que parecia a oportunidade perfeita para se esquecer dos recentes acontecimentos acaba se tornando um pesadelo quando, numa noite durante o cruzeiro, ela vê um corpo sendo jogado ao mar da cabine vizinha à sua. E o pior: os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ao seu lado e que a lista de passageiros está completa. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos, Lo Blacklock precisa encarar a possibilidade de que talvez tenha cometido um terrível engano. Ou encontrar qualquer prova de que foi testemunha de um crime e de que há um assassino entre as cabines e salões luxuosos e os passageiros indiferentes do AuroraBoreal.

Laura Blacklock é uma jornalista de turismo que acaba de receber uma excelente oportunidade na carreira, embarcar no Aurora Boreal, um cruzeiro de luxo, com apenas 10 cabines em sua viagem inaugural, acompanhada de outros jornalistas, fotógrafos e pessoas da alta sociedade.

Mas poucos dias antes do embarque, Lo – Laura – acaba sofrendo um assalto no seu apartamento e, com o psicológico totalmente ela começa essa viagem. Tudo corria quase bem, até Lo ser acordada por um barulho na cabine ao lado da sua, como se algo tivesse caído no mar. Assustada, vai para a varanda da sua cabine e avista um corpo no mar, bem como sangue na varanda ao lado.

O livro narrado em primeira pessoa, com uma trama envolvente, fazia tempo que eu eu não me prendia tanto em um livro, apesar do começo parecer arrastado, a história engrena e você, assim como a Lo começa a duvidar de tudo e todos à bordo.

Por se passar no navio, pelas crises de pânico da personagem, achei o livro totalmente claustrofóbico, com um final não tão grandioso quando merecia ser. Mas mesmo assim é um ótimo livro!

Dois livros e um filme

Todo diaEu me deparei três vezes com a mesma história sem querer. Mas eu vou explicar melhor isso. Eu li o livro Todo Dia, da Editora Record no ano passado, a sinopse do livro é a seguinte: Toda manhã, A acorda em um corpo diferente, em uma vida diferente. Não há qualquer aviso sobre quem será ou onde estará em seguida. De menina a menino, rebelde a certinho, tímido a popular, saudável a doente; A precisa se adaptar.

Ele já se acostumou com isso e até criou algumas regras para si mesmo. Primeira: nunca se apegar; segunda: jamais interferir. E tudo corre bem… até que A desperta no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon.

A partir desse momento, as regras pelas quais tem vivido não fazem mais sentido. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer ficar; dia após dia, todo dia. Mas como esperar que uma pessoa que sempre viveu uma vida normal possa entender a realidade de A? Ou até mesmo acreditar nela? 

Enquanto lutam para se reencontrar a cada 24 horas, ambos precisam enfrentar seus próprios demônios, superar suas limitações e redefinir suas prioridades. Rhiannon conseguirá ficar com alguém que muda a cada dia? E até onde A acha justo (ou ético) interferir nas vidas de quem habita? Mas, principalmente, o amor pode mesmo vencer qualquer barreira?

Na época eu gostei bastante do livro, o autor tem uma pegada jovem, assim como o John Green, só que eu achei ele melhor. É uma boa história sem ser pretensiosa, como eu acho que acaba acontecendo nos livros do John.

Outro diaUm ano ou mais se passou, não sei se já comentei aqui, mas leio quase todos os livros pelo Kindle, tenho quase 400 livros nele e vou escolhendo pelo meu espírito. Quando comecei o Outro Dia nem liguei o nome do autor, nem mesmo a capa belíssima. Comecei a ler e me senti familiarizada com a história, que é a mesma do Todo dia, só que na visão da Rhiannon. Só que eu achei que estava lendo o mesmo livro! E comecei a ficar assustada com a minha memoria péssima, mas continuei a leitura. Só depois que entendi que eram duas obras diferentes hahahahah ufaaa!

Não sei porque foi mais recente, mas eu gostei de conhecer melhor a Rhiannon, eu não tive uma boa impressão dela no primeiro livro, mas neste eu gostei. A história segue sendo interessante, leve, mas acho que não compensa ler os livros em seguida, pode ser bem repetitivo.

Ao terminar estava comentando o livro com alguém e me perguntaram, daria um filme? Eu falei, acho que não, iria ser estranho, uma série talvez.

Ai sexta passada, queria ir ao cinema estava vendo os filmes em cartaz e me deparei com o Todo Dia eu pensei, será que é possível? Sim, era! E que mundo que eu estava que nem sabia que o livro era um best seller?

Todo-dia-poster-estrangeiroMas lá fui eu pagar absurdos 38 reais (!) para assistir. Primeiro achei a Rhiannon uma linda, uma fofa e segundo, o filme é ruim! Obviamente que mudaram partes bem importantes da história. Mostraram pouco um personagem que achei bem importante, o namorado da Rhiannon. Incluíram umas histórias que não tinham nexo ou necessidade e resumindo não gastem dinheiro para assistir, esperem chegar no Neflix,

Livro – A Luz que Perdemos

Eu ando lendo gêneros tão variados que anda difícil juntar três livros da mesma categoria para postar aqui.

Então vamos de resenha única, A Luz que Perdemos, de Jill Santopolo da Editora Arqueiro é um romance, segue a sinopse:

“Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.

Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York.

Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro.

Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados?” 

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Vi algumas comparações deste livro com outros dois que gostei bastante, o Como Eu Era Antes de Você e Um Dia, eu não concordo com o primeiro, porque a Louisa  Clark e o Willian Traynor são apaixonantes! Mas assim como no livro do Um Dia, os personagens deste livro me irritaram um pouco, já explico o motivo.
Apesar de ser uma “história de amor” acredito, que principalmente, seja uma narrativa sobre: lidar com as suas escolhas e consequências. Então, o Gabe é a pessoa decide o seu caminho e a Lucy lida com as consequências deste relacionamento.
No começo eu achei o Gabe extremamente egoísta, egocêntrico, mas no decorrer da história também não concordei com as atitudes da Lucy. No meio desse mar de sentimentos há o Derren, o marido apaixonado e compreensivo, mas que também tem seus momentos ruins.
A narrativa é bem construída, o livro é muito bem escrito, eu achei que ia chorar horrores, mas acabei tendo um sentimento de que não li sobre romance maravilhoso que não pode ser vivido, como a sinopse mesmo conta. Li sobre pessoas que não abriram mão de situações que poderiam ser mudadas com honestidade e coragem.
Acho o fim romantizar o sofrimento, achar a ideia do “Nem sempre nós ficamos com o amor da nossa vida”, louvável. Eu acredito que todo mundo, tem sim que ficar com o amor da sua vida. Se você não ama uma pessoa o mesmo tanto que ama a outra, peloamordedeus fiquem sozinhos hahahhahaha não envolvam terceiros, filhos (a Lucy tem tipo milhares de filhos durante o livro, eu perdi a conta hahahaha) nos seus problemas. Isso só causa sofrimento, isso é egoísmo. É preciso deixar ir, supere, faça terapia, mas não faça os outros de trouxa hahahaha
Para finalizar, eu achei injusto a forma que acabou o livro. Não o acontecimento final em si, porque isso já dá pra prever logo no início, conforme a história é contada. Gostaria de saber como os outros personagens também foram afetados. Enfim, talvez em uma TPM brava eu teria me emocionado, talvez eu recomende pra quer quer sofrer um pouco, mas já adianto que não um livro que amei.
Eu pareci revoltada nessa resenha, né? hahahahhaha desculpe aí, apesar de não parecer tô bem tranquila nesta sexta-feira fria ❤