Chile – Como alugar um carro, Viña Indómita e Viña del Mar

Acho que esse post vai ser muito útil, eu nunca tinha alugado um carro em outro país (nem aqui, aliás) e se você está neste mesmo barco, vou te ajudar!

Quando fizemos o roteiro da nossa viagem para o Chile, conhecer Viña del Mar e pelo menos uma vinícola do Vale Casablanca estava entre as prioridades. Há diversas maneiras de você fazer isso, agência de turismo, ônibus de viagem, mas optamos por alugar um carro pela liberdade de podermos fazer nossos horários tranquilamente.

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Escolhemos a Chilean Rent A Car que fica em Providencia, bem perto do Patio Bellavista. Alugamos nosso carro no domingo de manhã, mas passamos na locadora um dia antes para reservar o carro, essa dica é fundamental, porque no final de semana em alta temporada pode apostar que vai estar cheio e se você não reservar antes, corre de não ter mais veículos disponíveis. Escolhemos a categoria mais básica e se essa também for sua escolha reserve MESMO, são os primeiros a serem alugados! Nosso carro era um  sedã da Renault, zero luxo porém confortável.

O processo em si é bem simples, há algumas regras:

  • Idade mínima 23 anos. São aceitos condutores com idade entre 20 e 22 anos, caso em que o valor da franquia do seguro (franquia) é dobrado.
    • Apresentar uma carteira de habilitação e carteira de identidade ou passaporte válidos . Você pode dirigir com uma licença nacional válida. Não é necessário ter uma licença internacional.
    •  Cartão de crédito: (MasterCard, Visa, Diners Club ou American Express) com limite equivalente ao valor do aluguel mais $ 350.000 pesos como garantia e validade por pelo menos 3 meses após a data do termo do aluguel
    • O pagamento do aluguel deve ser feito antes do início da locação.

* A garantia é uma dedução que é feita no cartão de crédito durante o prazo da locação. A garantia será cancelada quando o contrato for encerrado em nosso escritório. 

Essa garantia é tipo um cheque caução, mas só que pelo cartão de crédito, eles debitam esse valor ENORME, mas quando o carro é entregue ele é cancelado sem nenhum problema.

Voltando sobre o dia do aluguel, como a gente já tinha resolvido tudo no sábado, teoricamente no domingo era algo rápido TEORICAMENTE, porque estava lotado! Chegamos lá umas 10:30 e pegamos o carro mais ou menos meio dia. É um processo lento porque na hora de pegar o carro ele confere cada avaria e vai anotando.

Nossa ideia era pegar o carro domingo de manhã e devolver no final do dia, mas por conta desse atraso devolvemos somente na segunda-feira pela manhã, o que não é nenhum problema porque o aluguel vale por 24 horas.

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Depois dessa maratona, partimos rumo a Viña del Mar, nossa primeira foi na Vinícola Indómita, ela fica mesma estrada e só é necessário pegar um retorno. Primeiro fizemos o tour e depois almoçamos. Eu já falei sobre a vinícola aqui, mas vale frisar que é um lugar maravilhoso, foi um dos visuais mais bonitos durante o almoço que tive na vida, os vinhos são ótimos!

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Entrada da Indómita

De volta para estrada, nossa segunda para foi no Museu Fonck, que já estava fechado quando chegamos, mas valeu a pena mesmo assim, Moai original da Ilha de Páscoa fica fora do museu, foi algo bem rápido mas eu amei ter a oportunidade de ver de perto um dos poucos Moais que estão fora do seu país de origem.

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De lá fomos para Viña, usamos o Relógio de Flores para nos localizar e depois de um tempo procurando uma vaga, fomos para em direção da praia. O tal do relógio é LOTADO, e não tem nada demais, uma foto e pronto! A praia é enorme, limpa e com a água ABSURDAMENTE GELADA. Molhamos os pés e ficamos um bom tempo sentados na areia admirando e descansado. Vale levar na mala uma canga e lanchinhos para aproveitar o tempo lá.

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Como vocês já devem ter percebido, não passamos em Valparaíso dei uma pesquisada e li alguns relatos de furtos e achamos dispensável, mas isso foi a nossa escolha.

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Alguns pontos

  • As estradas são ótimas, tranquilas e bem sinalizadas;
  • Se você não tiver comprado um chip para usar a internet/waze, na locadora de carros há opção de você também locar o GPS;
  • Leve trocados porque erramos um caminho e tinha um pedágio;
  • Como não esperávamos ficar com o carro durante a noite, então não programamos onde estacionaríamos o carro, aí foi um pouco difícil de achar um lugar, então recomendo ver isso antes do aluguel;
  • É um experiência incrível percorrer estradas de outro país com total liberdade e companhia de quem você ama ❤

Três museus em Santiago

Museus sempre entram na nossa programação nas viagens, quando estávamos planejando nossa ida ao Chile logo no começo das pesquisas o que mais chamou a nossa atenção foi o Museu de Arte Precolombino e também foi super bem indicado por amigos.

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Ele foi nosso primeiro passeio no primeiro dia em Santiago, localizado no centro da cidade esquina das ruas Bandera e Compañia e do ladinho do Él Rápido foi bem fácil chegar. A entrada custa 6 mil pesos para estrangeiros, mas tem meia para estudantes e no primeiro domingo de cada mês é gratuita.

O prédio é estilo neoclássico e foi construído em 1805 para abrigar o Palacio Real Aduana, e é lindo por dentro, tem um café no térreo e um pátio aberto . Lá estão expostos mais de duas mil peças do período pré-colombiano. Suas peças mais valiosas são as múmias Chinchorro, que antecedem 3.000 anos as múmias do Egito.

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No andar subterrâneo fica a exposição  Chile antes de Chile, minha preferida! As peças são impressionantes, mas a forma como elas estão expostas, a iluminação e as cores compõe valorizam os objetos, fiquei encantada por esta parte!

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O primeiro piso é dedicado às exposições temporárias e no segundo a exposição América Precolombina conta com objetos de povos que habitavam a América antes da chegada dos espanhóis. O museu não é grande, mas ficamos umas boas horas lá, considero esse passeio imperdível.

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Se o primeiro museu que fomos já estava nos planos, o segundo foi por puro acaso, estávamos passeando no centro e vimos que o Centro Cultural La Moneda estava como uma exposição do Andy Warhol eu que sou fã do artista insisti para irmos.

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O espaço é muito bonito, fica literalmente embaixo do Palácio de La Moneda, e a entrada custa 3 mil pesos e até ao meio dia é gratuita, pelo site dá para ficar por dentro da programação. Eu não achei as exposições fixas tão legais, então só recomendo se a principal estiver boa ou se você for no horário que a entrada não é cobrada, aí sim vale o passeio!

 

E o último La Chascona como não querer conhecer a casa do Pablo Neruda, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura? Eu não tive dúvidas!  Localizada próximo ao Pátio Bellavista, a casa é uma das três de Neruda espalhadas pelo país.

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La Chascona é uma referencia ao cabelão de Matilde Urrutia que foi o amor secreto de Pablo Neruda na década de 50. A entrada custa 7 mil pesos, também tem meia entrada para estudantes e ao entrar você recebe um equipamento com uma visita guiada em português. Não é permitido tirar fotos de dentro da casa, uma pena, já que ela é toda peculiar!

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A coleção de objetos é muito interessante, mas algo que me marcou na visita é saber que durante a ditadura chilena,  poucos dias antes da morte de Neruda, a casa foi vandalizada e inundada, mas Matilde insistiu que o corpo do poeta fosse velado nela, há imagens deste dia e é realmente tocante. Os jardins são lindos, dá vontade de sentar e ficar! Ao final tem uma lojinha com algumas coisas bem legais (e caras!). Ou seja, é um bom programa.

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Sky Costanera e uma dica

No primeiro momento ir ao Sky Costanera, que é o mirante no maior prédio da América Latina, pode parecer um pega-turista, mas fique tranquilo porque vale a pena!

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Fomos depois do tour na Undurraga e chegamos umas 17 horas para pegar o pôr do sol.

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Como chegar

Já falei aqui que andamos praticamente só de metrô no Chile, né? Ao contrário da Argentina, por exemplo, lá o preço é bem salgado e tem bastante trânsito. O metrô, apesar de ser bem antigo, funciona perfeitamente.

O Sky Costanera fica bem perto do metrô, cerca de 5-10 minutos de caminhada da estação Tobalada da linha 1 – Vermelha

O endereço é Andrés Bello 2457, Providencia, Región Metropolitana, Chile

Ingressos

Ao chegar é só você perguntar, Sky Costanera? que te informam onde fica a bilheteria, não pegamos nada de fila e fomos na quarta-feira, que na época era o dia mais barato, agora vi no site que todos os dias são o mesmo valor.

Vale a pena?

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É possível admirar a vista em dois andares, no 61º e no 62º, gostei mais do último, mas dizem que em dias de frio extremo é difícil ficar lá, porque a parte de cima é aberta.

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É possível ter uma visão 360° de toda a cidade, tivemos sorte de ir em um dia que a visibilidade estava boa, mas vale saber que não é sempre assim,  uma camada de poluição pode prejudicar o passeio.

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Recomendo ir próximo ao pôr do sol, fica cheio, mas é realmente lindo! No dia que fomos ainda estava rolando uma música ao vivo e uma degustação da mesma vinícola que estivemos antes, delícia!

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Acho que é um passeio meio entediante para crianças, porque não tem muito o que fazer mesmo, só sentar (no nosso caso no chão) e admirar a bela vista. Ficamos umas duas horas e meia, três. E foi maravilhoso. Mas juro que pensei se era seguro estar no prédio mais alto da América Latina em uma cidade com tantos terremotos hahahaha mas não encanei e nada aconteceu!

IMG-2406Quando anoitece também fica lindo!

Dica

No prédio fica um ótimo shopping, com um ótimo mercado o Jumbo que tem uma seleção de vinhos maravilhosos com ótimo preço! Voltamos para o apartamento de metrô e carregados de vinhos, então se você for fazer esse passeio aproveite para fazer o estoque da sua adega também!

 

Valle Nevado – (um pouco) Low Cost

Você pode ver todos os posts sobre o Chile neste link

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Por que UM POUCO nesse título aí? Porque esportes na neve nunca, nunca, serão baratos esse post será pra você economizar no transfer

A dica de sempre é pesquisar e atender suas expectativas. Se você faz questão que um transfer que te busque no seu hotel, essa dica não será muito útil, mas se você quer economizar vem que te ajudo!

Depois de comparar muito, colocar no papel, decidimos subir a Cordilheira com a Ski Total

Quanto custa?

Esse é o valor apenas do transfer por pessoa. Pesquisando cheguei a ver até 30 mil pesos por pessoa então é uma ótima economia!

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Como funciona?

Só acordar cedo e ir até a sede da Ski Total, que fica na Av. Apoquindo 4900,  no bairro Las Condes. Como estávamos no Centro e acordamos atrasados pedimos um Uber, mas lá fica bem perto do metrô e o melhor jeito de ir e voltar porque pegamos bastante trânsito, a volta de metro foi bem mais tranquila (e mais barata).

Não precisa agendar nada é só chegar lá até às 8hrs, na alta temporada tem saídas diárias e todas as vans retornam às 17hrs.  A  Ski Total fica em uma galeria e é fácil de localizá-la porque tem diversas vans estacionadas na frente. Chegando lá você passa em um balcão para alugar roupas e equipamentos.

Uma coisa que achei bem chata é que os atendentes tentam fazer você alugar roupas e equipamentos de qualquer jeito, a mulher que me atendeu chegou até abrir o site pra me mostrar a temperatura no Valle Nevado, mas não tenha vergonha de falar no gracias! 

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Ski Total

Vale a pena alugar?

Você tem certeza absoluta que vai esquiar? Alugue, mas tenha consciência que apesar de pagar mais barato do que na estação de esqui, você vai ficar carregando um trambolho pesado (MUITO PESADO!) o dia todinho! Sobre as roupas: Vai esquiar? Alugue! Não vai? não é necessário! É só fazer várias camadas, um sapato que não molha, touca e luvas, dá pra sobreviver!

Estações de Esqui

Ao contrário de agências de turismo que fazem roteiros como: Valle Nevado e Farellones no mesmo dia, na Ski Total você compra o transfer somente para onde vai. (Acho que isso até pode ser uma coisa boa, porque na volta da viagem conversando com alguns brasileiros que fecharam o pacote com as duas estações de esqui relataram que fica bem corrido, que não dá para aproveitar nem uma e nem outra direito!)

E qual escolher? 

Pensa em uma montanha super alta, no topo dessa montanha fica o Valle Nevado, 20 curvas abaixo fica a entrada para Farellones e La Parva. Por ser mais longe, ir ao Valle Nevado é mais caro. Por que escolhemos essa estação? Novamente, por ser láááá no topo da Cordilheira a neve “resiste mais” COMO ASSIM?  Fomos no meio de agosto e tinha risco das primeiras estações já estarem com neve mais escassa. Uma amiga minha foi mesmo período um ano antes e falou que tinha mais neve na estrada do que na estação, por isso preferimos não arriscar.

MAS eu acho o esquema de Farellones muito mais legal, é só pagar um taxa que você tem direito de fazer todas as atividades, mas também ouvi que na alta temporada é tão cheio que dá pra fazer uma atividade só e acabou! Sobre a Colorado eu não posso opinar porque não pesquisei muito.

Portillo eu queria MUITO ir, não fica nessa mesma estrada que as outras, e sim no trajeto até a Argentina, há fotos maravilhosas de lá espalhadas pela internet, mas por ser bem mais loonge fugia muito da nossa ideia.

Escolheu a estação? É só entrar nessa fila, pagar e te dão um ticket com o número da sua van, simples assim!

Van – Trajeto

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Mil curvas

Mesmo chegando mais tarde que o recomendado, entramos na van e esperamos uns bons minutos até o motorista guardar o equipamentos de esqui. Não estranhe, 90% das pessoas que estarão na van são esquiadores MESMO!  Todo mundo vestido e preparado para a montanha, de turistas só tinha eu e meu marido.

Dica: Seu estômago é sensível? Você enjoa fácil? Pode tomar um Dramin de café da manhã, mesmo! São 60 curvas super fechadas até o Valle Nevado misturado com a sensação de altitude, uma bomba pra quem já tem pré disposição para passar mal.

Eu fiquei bem admirando a paisagem, mas não consegui abrir a mochila pra pegar a câmera porque meu marido sentiu o cheiro do lanche que estávamos levando e ficou nauseado.

Falando nisso: Leve lanche e água! Nas estações é tudo caríssimo, então leve coisas para comer sem medo de ser feliz!

Não tivemos nenhum problema ou susto nos trajetos, nas avaliações da Ski Total do Trip Advisor você vai se deparar com umas histórias terríveis, mas felizmente nosso motorista era ótimo, zero sustos!

Chegando lá

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Estacionamento

Ele para no estacionamento e avisa que para todo mundo se encontrar às 16:30 no mesmo local.

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Primeiro ficamos passeando, comemos e fomos decidir se iríamos ou não fazer a aula. Lembrando, se você não quiser fazer nada, só ficar andando por lá e passeando você não precisa pagar NADA, aqui estão os preços de todas as atividades.  Meu marido fez a aula iniciante e eu peguei o passeio de Gôndola (um teleférico fechado) + snack. Foram duas horas de aula enquanto eu passeei um pouco de depois achei um mesa bem quentinha e confortável no restaurante Bajo Zero. O lanche era algo como hambúrguer ou hot dog, bonzinho, mas nada demais.  E fique ciente que:  a aula + passeio + aluguel de equipamentos = uma pequena fortuna!

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Gôndola

 

Vale a pena?

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Se seu sonho é esquiar, vale! Agora só pra passear, não! Tem vários nadas pra fazer, mas ainda sim é lindo!

Quando estávamos indo para a van começou a nevar e foi  a hora mais linda ❤ ficamos aproveitando os floquinhos caindo ❤

Guia Gastronômico do Chile

Você pode ver todos os posts sobre o Chile neste link

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Antes de tudo vou falar que me decepcionei um pouco com a gastronomia chilena, talvez as altas expectativas não ajudaram. Outra coisa que você também precisa saber é: comer no Chile é caro! Sim, é comum pagar mais de 50 reais em cada prato e mesmo assim não sair 100% feliz.

Mas como a gente gosta de dicas, vou contar as minhas experiências.

Comidas Rápidas/Bares e Petiscos

El Rapido, Bandera 347, foi o primeiro contato a culinária chilena. Ele fica bem ao lado do Museu Precolombino e vende basicamente empanadas. Sabe aquelas empanadas argentinas? Então, nada a ver hahahahaha ela parece mais com o nosso pastel. O nome do restaurante não é por acaso, o atendimento realmente é ágil e eficiente. No sábado, a primeira vez que fomos, ainda tinha umas banquetas, mas nas outras duas vezes que estivemos lá durante a semana, nem isso. É pedir no balcão, pagar e tchau. Provamos diversos sabores e a minha preferida foi de Pino, que é como se fosse uma carne louca bem temperadinha uma delícia e esse vinagrete que aparece na foto é bem apimentada e eu amei! A empanada de camarão também é gostosa e a cerveja Cristal de lá é uma das melhores e mais geladas da cidade, vale a pedida. Dica: Os sucos de frutas vermelhas ou framboesas são bem famosos em Santiago e no El Rapido é uma delícia e super baratinho! Resumindo é um lugar que eu recomendo de olhos fechados, bom, barato e bem típico, é raro ver turistas por lá.

IMG-0706Radicales, Monjitas 578, ficava bem na esquina do nosso apartamento e olhando de fora você não entende muito bem do que se trata, é bar? loja? galeria? cinema? restaurante? Sim, um pouco de tudo isso com muita ironia, política e politicamente incorreto também hahaha. Recomendo lá por ser um lugar bem jovem e totalmente diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil. Sempre tem promoções de drinks, cada dia um diferente, tem diversas opções de chopp e para comer há porções e hambúrgueres, dividimos um que era grande e bem gostoso. Sobre o chopp chileno? Nenhum é muito bom, melhor focar no pisco mesmo. O preço é ok e vale muito a visita!

Pizza Central, Monjitas 608, também ficava do lado de onde estávamos e pizza é sempre uma boa opção quando você já andou milhares de quilômetros e não quer sair pra jantar. É só passar no mercado, comprar um ótimo vinho que sairá por menos de 20 reais e pegar essa deliciosa pizza em seguida! O lugar é bem pequeno mas dá para pegar um pedaço ou alguns pedaços e comer no balcão, ou levar inteira pra casa. Vale dizer que é a maior pizza que vi na vida, a maior mesmo! Ela tem estilo americano e é muito boa, achei justo pagar cerca de 50 reais por uma pizza que durou o jantar e serviu de café da manhã. A de peperoni é muito boa e tem uns azeites aromatizados lá que são ótimos para incrementar a pizza.

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Patio Bellavista – Backstage Providencia, você acha que só junkie food vive o homem? Nada disso! Do bairro que estávamos, Centro/Lastarria é cerca de 10, 15 minutos de uma caminhada com uma paisagem bem bonita até o Patio Bellavista, que é como se fosse uma praça de alimentação ao céu aberto. Lá é bem gostoso, dá vontade de sentar em cada um dos restaurantes e aproveitar o raro sol da cidade. Foi exatamente por causa do sol que escolhemos o Backstage e também porque ele estava bem cheio e realmente não nos decepcionamos. Vale um adendo, um não sou fã de peixe, muito menos cru, mas esse ceviche era dos deuses, maravilhoso mesmo, então se quiser provar pelo menos um em Santiago, essa é a opção que eu tenho certeza que QUALQUER pessoa do mundo vai gostar. Pedimos mais um petisco e um vinho e o valor foi o esperado, caro mas não absurdo.

Restaurantes

BocanarizJosé Victorino Lastarria 276, se você já está pesquisando sobre a capital chilena, certamente esse restaurante já apareceu no seu radar. Amante de vinhos ou não, eu recomendo a visita, o cardápio não é muito extenso, mas a carta de vinhos é de chorar de tão linda. Nessa foto que parece que estou #chateada, estava lendo as etiquetas das taças, lá há um esquema de degustação muito bom, são sempre três vinhos com características que se completam, por exemplo, eu escolhi algo como clássicos chilenos e meu marido escolheu um de novas uvas e nessas etiquetas vem o produtor, o ano e a uva, legal, né? Sobre as comidas, só petiscamos, na primeira vez pedimos essa tábua de queijos andinos deliciosa e da segunda vez empanadas, essas sim parecem com as argentinas e são igualmente boas. Dica: peça ao garçom para visitar a adega! É uma experiência maravilhosa ❤

Galindo, Dardignac 98, pertinho do Patio Bellavista, o Galindo é uma rara opção de comida farta, boa e barata da capital chilena. Ele é sempre cheio e tem motivos para isso! Sabe aquele ambiente familiar com comida caseira? Lá é assim, eu pedi um Lomo a Lo Pobre que é um prato bem típico de lá e comum na mesa dos brasileiros, carne batata frita e ovos, veio esse prato IMENSO e delicioso, gema molinha, carne boa, amei! Meu marido pediu um salmão com purê picante que era maravilhoso e obviamente que comeu metade do meu prato também. A carta de vinhos é simples, mas com preços justos.

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Sur Patagónico José Victorino Lastarria 96, meu restaurante preferido de Santiago, sério! Chegamos meio tarde, quase 22h e já estava bem vazio (aliás, quem está acostumado com SP, os restaurantes chilenos fecham mais cedo) de entrada pedimos o camarão a pil pil que chega fervendo no azeite com um toque apimentado que amei. E os pratos foram um frango com molho de espinafre e batatas variadas pra mim e garrón de cordeiro com purê de feijão pro Leo, a minha escolha foi de chorar de tão boa, sério! Tudo perfeito, bem temperado, o melhor prato que comi por lá. Também pedimos esse Syrah da foto que foi uma das melhores garrafas da viagem (eu acho né? consumimos nessa viagem em média duas garrafas por dia, então muita opção né? hahaha)

Vinícolas

Como eu disse aqui almoçamos em duas vinícolas, a Concha Y Toro e a Indómita, da primeira eu nem fotos tenho de tão desmaiada de fome que eu estava hahahaha, mas meu prato era bom, carne com batatas e um molho gostoso, o salmão do meu marido estava melhor ainda, a dica lá é pedir os vinhos em taça das garrafas que você tem vontade de degustar, já que é um preço bom e ajuda a escolha na hora da compra. O restaurante é bem bonito, aconchegante e fecha com chave de ouro o passeio.

Na Indómita, meu deus do céu que lugar maravilhoso, você almoça olhando as parreiras, é lindo de doer! Meu prato, um risoto de quatro queijos maravilhoso na foto e sem gosto nenhum, sério que DECEPÇÃO! Amigos, se vocês se decepcionam com pessoas e ficam mal, isso acontece comigo quando espero muito de um prato, nossa eu queria chorar hahahaha Mas para compensar, o prato do meu marido estava divino, salmão (pra variar!) com batatas e pesto. Se eu recomendo você ir sim, muito! Vale pela vista, pelos vinhos e também porque não há nenhuma outra opção nas proximidades dessas duas vinícolas hahahah.

Vale saber: O melhor de todos esses restaurantes foi o atendimento, sério! Os chilenos são extremamente educados, atenciosos e simpáticos, por isso vale calcular pelo menos uns 10% do valor ou deixar alguma nota de gorjeta.

 

Cerro Santa Lucía

Eu falei no post sobre o Airbnb em Santiago que estávamos pertinho do Cerro Santa Lucía, né? (não é Lúcia, é Lucía) O problema de estar tão perto é que negligenciamos um pouco ele, eu explico.

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Primeiro, o que é um cerro? Mesmo lá nós olhávamos para aquela montanha no meio da cidade e não entendíamos muito bem a finalidade dela. Curiosamente ele é uma “sobra” de um vulcão de 15 milhões de anos (!). Situado bem na região central da cidade, o Cerro Santa Lucía é como se fosse um parque, com arquitetura bem diferenciada e apaixonante, os 70 metros de escadas e rampas e são recompensadas com uma visão panorâmica de 360 graus da capital do Chile.

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Mas o melhor é que não é apenas uma linda paisagem, o caminho até o mirante mais alto é composto por bosques, monumentos, mirantes e jardins. A capela, que infelizmente fica fechada, e as escadas são atrações à parte.

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Para visitar o parque de 65.300 m², é necessário apresentar um documento de identidade na entrada, por questão de segurança. Há dois caminhos principais para subir, um mais íngreme, outro mais suave. Ao longo da subida, você se encantará por cada pedacinho desse parque.

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Enfim, quem consegue chegar ao mirante tem uma visão privilegiada da cidade. Com sorte, a vista não será prejudicada pela poluição. Com um pouco mais de sorte, o cume das montanhas dos Andes vai estar coberto de gelo. Mas, em todo caso, o caminho até lá já vai ter valido a pena.

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No começo eu contei que negligenciamos um pouco o Cerro, né? Porque da primeira vez fomos para lá quase no horário que estava fechando, que no inverno é mais cedo, e nem levamos a câmera, só o celular (e eu odeio tirar fotos só com o celular) e fomos convidados a nos retirar cerca de meia hora depois (mal deu pra subir tudo), mas fomos no último dia para compensar essa ida corrida e quase desinteressada primeira vez.

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Eu não recomendo você visitar Cajon del Maipo – Embalse El Yeso

Você pode ver todos os posts sobre o Chile neste link

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Eu vou explicar meus pontos, principalmente os negativos porque os positivos vocês vão ver nas fotos.

O post mais visto do blog é esse aqui que conta uma experiência frustrada em uma ilha paradisíaca do Caribe, o passeio para Cajon del Maipo é completamente o oposto, neve frio, mas os perrengues podem estar em qualquer lugar, não é mesmo?

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A nossa viagem foi Agosto, inverno e alta temporada, perfeito para visitar um dos pontos turísticos mais bonitos do Chile. Comecei a pesquisa dos preços das agências de turismo (vocês já sabem que eu sou a favor de fazer as coisas 100% por conta própria, mas nesse caso não tinha jeito, tinha neve, estrada complicada e caminho longo e desconhecido) e SURPRESA a maioria das agências chilenas não faz esse passeio no inverno. Fiquei sem entender porque vi milhares de fotos por aí, todas com neve, todas no inverno e como essas pessoas chegaram lá?

Eu já tinha desistido do passeio, mas alguns amigos nossos tinha o contato de um guia que foi bem elogiado, simpático e querido (se quiserem o contato dele eu passo) aceitamos o valor, ele nos pegou no horário combinado no nosso apartamento e lá fomos nós. A viagem é longa, passa por lugares lindos, talvez um dos mais lindos que você verá na vida. Ao chegar lá, ainda bem cedo e relativamente vazio, nosso guia foi bem claro que ia  nos deixar  longe porque quanto mais perto chegasse com a van mais perigoso era pra gente e para as outras pessoas. Como assim?

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É necessário andar alguns quilômetros por um caminho estreito e sinuoso, que rodeia o Embalse e que está completamente coberto de neve, o que é maravilhoso para quem não conhece a neve ainda, mas o caminho em si, é bem perigoso para quem não tem experiência e nem o equipamento técnico adequado. Eu estava de botas de neve e escorreguei algumas vezes, mas comparando com a volta a ida foi uma paraíso.

Chegando lá é realmente uma paisagem de cair o queixo. O Embalse não é uma represa  natural, ele levou cerca de 10 anos para ser construído com a intenção de abastecer com água potável os habitantes da região metropolitana de Santiago. A água é super clara e mesmo com o dia bem nublado deu pra ver o quanto ela é bonita. Recomendo vocês andarem até o final do caminho, é a vista mais bonita de lá.

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Lembra que eu falei que chegamos cedo? Então, quando começamos ir embora o tempo começou a esquentar e começou chegar muita, muita gente. O caminho estava lotado de carros e pessoas, com o gelo derretendo. Ninguém parecia do perigo que era andar por caminhos estreitos e escorregadios.

Não sei se vocês conseguem entender a dimensão, porque eu não entendia, mas você anda à beira de um precipício, literalmente. Muitas pessoas caiam, escorregavam, eu pedi as contas de quantas vezes quase caí, e mais uma vez, estava de bota de neve, com meu marido e o guia me dando apoio. E pra piorar sabe os carros que tinham estacionados no caminho? Eles estavam saindo ou subindo e DERRAPANDO no meio de centenas de pessoas. Isso mesmo, muitas das vans de turismo nem com correntes nos pneus estavam. Pra piorar vimos diversas avalanches, nenhuma preocupante, mas vai que?

A volta demorou mais ou menos uma hora de puro escorregões e tensão. Se você tem crianças, mobilidade reduzida, apenas não vá. Sério, quanto vale se arriscar por uma foto bonita? E olha, pode pesquisar na internet, dos relatos ruins o meu foi o mais tranquilo.

Tenho vontade de voltar no Embalse no verão, com o sol batendo na água e sem nenhum tipo de risco.