Eu usei – Booster Beyoung

Eu tardo, mas não falho com este blog!

Se você segue alguma blogueira ou já foi alvo de um post patrocinado do Facebook já deve ser visto a Beyoung. Eu ganhei o meu de uma tia muito amada que sabe que eu amo testar coisas ❤ mas dei uma pesquisada e no Reclame Aqui tem diversos relatos de pessoas que não receberam o produto. Então fique de olho!

Booster Anti-Aging é um produto que tem a textura de sérum e promete ser tratamento anti-idade a longo prazo, com efeito cumulativo.. Ele pode ser usado todos os dias, duas vezes ao dia (pela manhã e à noite) e sempre com a pele 100% limpa e seca. Além de ser um tratamento, ele também age como um primer para a maquiagem.

O que ele promete:

  • EFEITO LIFTING promove um sutil efeito tensor que traz uma aparência de pele mais jovem.
  • UNIFORMIZA A PELE Logo após a aplicação, suaviza o inchaço abaixo dos olhos, diminui olheiras, e ainda melhora a textura da pele;
  • AUMENTA A DURAÇÃO DA MAQUIAGEM nivela a textura da pele. Minimiza os poros e reduz as imperfeições, o que faz com que a maquiagem possa durar por até 14h.
  • CONTROLE DE  OLEOSIDADE mantém a pele com aspecto matte, sem ressecá-la. Deixa o rosto com aparência aveludada e confortável o dia todo.

Sobre as minhas impressões

Começando pela embalagem, achei bem rica. Simples e bonita.

O produto rende bem, coloco duas gotas na testa, duas próximas aos olhos e mais duas para o resto do rosto. A textura é densa mas espalha super fácil. O cheiro é estranho, não sei explicar, mas é totalmente químico. Demora uns 2 minutos para secar. Após a aplicação eu sinto um efeito repuxando, sabe? Que é o tal do efeito tensor que a marca fala que traz o resultado imediato de uma aparência mais jovem. Isso eu não sinto – então reprovado no primeiro ponto!

Sobre uniformizar a pele e reduzir o inchaço dos olhos e SUPER APROVO. Como eu não tenho vergonha na minha cara e por isso nunca vou ser uma blogueira famosa rs tirei essas fotos com uns 3 minutos de diferença entre elas, sem nada da pele e achei que a área dos olhos deu muita diferença.

Sobre aumentar a duração da maquiagem também acho um resultado notável. Agora sobre controlar a oleosidade e hidratar eu não vi nenhuma diferença.

Se eu vejo motivo para esse marketing todo? Não. Apesar de gostar do produto, eu acho que ele deveria ser vendido com um primer, se ele fosse enquadrado nessa categoria poderia te falar com total certeza que ele é um dos melhores que usei. Mas falar que ele um super Booster Anti-Aging com efeito lifting imediato e se vender por isso eu acho exagerado. Mas ainda sim o produto tem mais prós do que contras, por isso acho que eu compraria ele.

É só investir em um marketing real (os antes e depois do site são péssimos!) ter consciência que ainda não existe um elixir milagroso e sim um ótimo primer!

Para o final de semana – Basilicata

Eu não gosto de frio, mas confesso que há suas vantagens, descobrir um restaurante gostoso com aquela comida que aquece o corpo e a alma é uma delas!

O Bixiga é uma região bem tradicional aqui de SP. Conhecido pelas inúmeras cantinas italianas e a famosa festa da Achiropita, o Basilicata fica bem do ladinho da conhecida igreja.

Sua fama tem mais de 100 anos, uma das padarias mais tradicionais e antigas padarias da cidade. Assim que entramos eu já amei. Há pães, patês, massas, frios, vinhos, dá vontade de já ficar por ali mesmo. O restaurante fica no andar de cima.

O ambiente foge do esterótipo “restaurante da mama no Bixiga”. Ele é muito bem decorado, aconchegante e bonito! Aliás dá para pegar várias ideias de decoração também rs

O atendimento foi extremamente simpático e eficiente do começo ao fim. Começamos pedindo a carta de vinhos, porque, né? Pasta + Vino = Saudade de Itália.

As garrafas tem preços e opções variadas, vários na casa dos 110 reais, o que eu considero bom para um restaurante.

Escolhemos um vinho italiano e de entrada uns petiscos fritos chamado Paline Variati que custa 29 reais e vem com três molhos que acompanham os bolinhos de porchetta com batata, polpetta empanada e a mussarela empanada. Muito saborosos, quentinhos e bem feitos, amamos!

Os pratos principais, ficam na casa de 50 reais, minha escolha foi um Spaghetti Caccio Pepe que é uma mistura maravilhosa de pecorino com pimenta do reino e estava ótimo!

E o meu marido pediu cabrito com batata confitada e cebola assada. A carne, além de saborosa, estava DESMANCHANDO e os acompanhamentos deliciosos.

Sabe aquele lugar que dá vontade de passar o dia? De pedir mais um vinho, de ir ficando? Esse é o Basilicata.

Um filme, um livro e uma série

e todos maravilhosos!

Semana passada fui ao cinema, tipo decidi em 5 minutos, olhei a programação no Espaço Itaú (porque quando você é adulta e não é estudante é necessário usar os benefícios do seu banco para não pagar uma fortuna do ingresso do cinema!) vi um filme com o nome ruim, mas escolhi por ser argentino e eu sou fã do cinema dos hermanos (da comida, dos vinhos, dos helados também <3). Eu não li exatamente nada da sinopse e acabou sendo dos melhores filmes que já vi!

A Grande Dama do Cinema conta a história um improvável grupo formado por uma antiga estrela do cinema mundial, um (quase) ator e (quase pintor) sem grande sucesso e marido da personagem anterior. Um roteirista frustrado e um diretor peculiar que fazem de tudo para preservar o universo lúdico e surreal que criaram dentro de uma clássica e decadente mansão. Até que dois jovens chegam ao local e ameaçam botar tudo a perder.

O filme é um humor dramático e acho que eu nunca ri tanto. São sátiras super inteligentes, situações surreais. Os 4 atores principais são incríveis. Eu sai da sala do cinema chorando de rir, literalmente. Eu sai tão leve, tão feliz e gostaria de ver ele novamente o mais rápido possível. Espero que vocês assistam e também saiam com dor no abdômen de tanto rir também!

Mate o Próximo do Frederico Axat é um livro que eu terminei e pensei PORRA QUE LIVRO BOM! É um dos melhores suspenses que já li!!!

A sinopse é a seguinte:

Ted McKay tem tudo: uma mulher linda, duas filhas, um alto salário. Após ser diagnosticado com um tumor cerebral, ele toma a drástica decisão de tirar a própria vida. Quando está prestes a apertar o gatilho, Ted é interrompido pelo toque insistente da campainha. E, ao olhar para sua mesa no escritório, encontra o seguinte bilhete: “Abra a porta. É sua última saída”.

Intrigado, Ted deixa a arma de lado e abre a porta. E então mergulha em um pesadelo arrepiante, que vai fazê-lo duvidar da própria sanidade. À sua frente está um desconhecido chamado Justin Lynch, que não apenas sabe o que Ted estava prestes a cometer como lhe faz uma proposta difícil de recusar, um plano para evitar que sua família sofra as consequências devastadoras de um suicídio.

Ted aceita a proposta do estranho homem, sem imaginar que o bilhete em seu escritório e a oferta de Lynch são apenas o começo de um jogo macabro de manipulações. Alguém plantou um caminho de migalhas, que Ted vai recolher. Alguém que o conhece melhor que ninguém, que o fará duvidar de suas próprias motivações e também das pessoas que o cercam.

Eu tinha esse livro há tempos no Kindle, mas o título, a capa, o autor desconhecido me davam uma certa preguiça. Um dia estava no Skoob, uma rede social de resenhas literárias, e vi que a nota do Mate o Próximo era alta e as críticas muito boas. Por que não dar uma chance?

Eu imagino eu autor escrevendo cada parte do livro e rindo da nossa cara. Porque NADA é o que parece ser da primeira até a última página. A mente humana é uma caixa de surpresas e é isso que move as inúmeras reviravoltas desse suspense psicológico. Eu queria dar esse livro para todo mundo para ter a certeza que vocês vão ler! Sério, é muito, muito, muito bom, leiam, por favor!!!

Uma coisa em comum dessas três indicações é o título ruim, Disque Amiga para Matar é o próprio exemplo de tradução de títulos merda. A série é uma produção da Netflix e conta a história de uma grande amizade que surge entre Judy (Linda Cardellini) e Jen (Christina Applegate), que ficou viúva depois o atropelamento do marido, os culpados pelo acidente fugiram e ele acabou morrendo.

Os episódios são curtinhos, menos de meia hora. As personagens são maravilhosas, empoderadas e divertidas! Assim que termina o primeiro episódio você já fica ABISMADO. No decorrer da história elas descobrem muito mais do que pensavam saber sobre as suas vidas. Eu fiquei apaixonada pelas duas, queria ser amiga da Judy e da Jen e beber vinho com elas!

Vale muito a pena, dá para assistir uns três episódios sem nem perceber!

Accademia Del Buon Gusto – A melhor experiência na Toscana

Eu tô devendo um milhão de posts sobre a Itália, mas não consegui organizar as fotos câmera/gopro/celular. Aí fico com preguiça de escrever sem ter as fotos certinhas.

Mas ontem vimos um episódio da sexta temporada Chef’s Table do Dario Cecchini, um simpático açougueiro da Toscana. O restaurante dele fica em Panzano in Chianti, nós estávamos hospedados em Grave in Chianti que fica bem pertinho, olhando as imagens morremos de saudade de um dia frio e chuvoso que pegamos o carro para passear sem rumo por Panzano. E foi um dos melhores dias da minha vida ❤

Primeiro fomos em uma vinícola, a Panzarello. Que parecia estar fechada, paramos o carro, ficamos olhando e apesar de estar vazia fomos recebidos com muita simpatia. Fizemos uma degustação de vinhos e azeite e trouxemos uma garrafa. Já estávamos felizes, mas ainda havia tempo até o almoço. Dei uma olhada no Tripadvisor, salvador da pátria em viagens! E vi que a experiência em primeiro lugar era a Accademia del Buon Gusto.

Sem entender muito bem o que era lá fomos nós! Chegando em uma rua linda estreita e íngreme, fica a simpática e pequena entrada da Accademia del Buon Gusto. Novamente, apesar de ser uma segunda-feira chuvosa e estar vazio, fomos atendidos com a maior simpatia do mundo pelo Stefano, dono do lugar e a maior figura da Itália toda.

O lugar é pequeno e literalmente abarrotado de garrafas de vinhos, logo no início ele nos falou que tinha que ir para Florença em uma hora e meia, aproximadamente, mas mesmo assim faria com a gente a degustação de cerca das 25 rótulos de vinho, todos produzidos em Chianti, além de azeite e chocolates.

Com seu todo seu aparato, seu peculiar chapéu e avental personalizado, cada vez que as taças tilintavam Stefano nos dizia: Wine O’ Clock! Com seu seu ritual cômico e super informativo, ele servia um vinho para o meu marido e outro para mim e nos explicava qual provar primeiro, os aromas, a história da vinícola, sempre acompanhado com crônica das gravuras de um amigo que ele também vende por lá. E assim fomos provando e nos apaixonando por uma infinidade de vinhos. Começamos com os brancos e fomos para os tintos, azeites (os melhores que já provei, porém INFELIZMENTE esquecemos de comprar!), grapa e finalizando com um creme de avelã trufado que era uma coisa maravilhosa!

Mesmo com horário apertado ele não nos apressou em nenhum momento, pelo contrário. Quando falamos que queríamos comprar os vinhos, ele falou que isso era o menos importante, que apenas gostaríamos que a gente tivesse gostado da experiência e que voltássemos um dia.

Mas como sair sem levar vinhos de um lugar tão especial? Compramos três garrafas, um branco, diferente de tudo que já provamos. Um tinto que ele que ele tinha só três exemplares e ele ainda deixou a gente escolher o número de série. E o mais especial, o vinho do próprio Stefano, que além do blend de uvas, também produziu o rótulo e não pelo valor, e sim, pela lembrança, pela experiência e pela história se tornou a garrafa mais valiosa que trouxemos da nossa viagem! Vale lembrar que a degustação não é paga, mas é de bom grado comprar pelo menos um vinho!

Se você for para essa região da Itália faça o favor de visitar o Stefano e voltar cheio de vinhos e histórias pra contar ❤

Livros aleatórios

Depois da biografia da Michelle Obama achei que ia passar por uma grande ressaca literária, mas ainda bem não, porém li uns livros totalmente aleatórios, teve romance e suspense.

O primeiro foi escolhido porque eu queria um livro que me fizesse chorar. Sabe aqueles romances trágicos, era isso que eu queria. Por isso li O Amor Maior do Mundo que conta a história de Ella Beene encontrou a felicidade há três anos, quando parou ao acaso na pequena Elbow e conheceu Joe, que cuidava sozinho dos filhos. Logo os dois estavam casados e a vida parecia perfeita. Até que um dia Joe desobedeceu à sua própria regra – “jamais dar as costas para o mar” – e morreu afogado enquanto tirava fotos nas rochas.


Ella sempre acreditou que Paige, a ex-mulher de Joe, simplesmente abandonara o marido e os filhos. Mas, para sua surpresa, Paige aparece no funeral querendo as crianças de volta. É quando Ella percebe que Joe não lhe contou tudo sobre seu primeiro casamento.


Trilhando caminhos diferentes, as duas mulheres se encontram na mesma encruzilhada, disputando a guarda das crianças que amam e buscando respostas para seus conflitos emocionais.


Apesar do O Maior Amor do Mundo ser mergulho no complexo universo da maternidade com todas suas dores e delícias. Sofri pela Ella, sofri pela Paige. Apesar do sofrimento, não chorei e não é um livro espetacular, mas vale pra passar o tempo.

Eu já li outro livro da Sophie Hannah, fiz a resenha aqui e falei que o final é surreal. No livro Um Certa Crueldade o final não é absurdo, mas é tão sem graça para um história tão boa.


Cinco palavras-chave percorrem o livro ligando as diversas camadas e tramas paralelas da história. Tão importante quanto solucioná-lo é investigar as características psicológicas e emocionais de seus personagens. No caso de Uma Certa Crueldade, a premissa é levada, de fato, para o divã. É no consultório de uma hipnoterapeuta que as histórias de Amber Hewerdine e da policial Charlie se cruzam.

A primeira perdeu sua melhor amiga num incêndio e, desde então, sofre de insônia e ansiedade; já Charlie deseja parar de fumar. Num esbarrão na sala de espera, Amber lê, por acaso, no caderno da investigadora: “Gentil, Cruel, Meio que Cruel”. Pouco depois, sob hipnose, se ouve repetindo essas mesmas palavras aparentemente sem sentido, mas cruciais para a polícia na investigação de dois incêndios criminosos.

Eu amei esse livro, sabe aquele enredo que te faz desconfiar de todo mundo, depois te dá certeza de uma coisa que não é? Então, esse livro tinha um potencial IMENSO, mas os motivos para os acontecimentos são tão frívolos que deu até um desânimo. Se você quiser um livro que seja 90% ótimo recomendo hahahahhahaah

Eu, batom vermelho e o preferido do momento

Eu faço pouco post de maquiagem aqui, mas no auge dos blogs eu tive com mais duas amigas (maravilhosas!) um site somente dedicado ao tema. Ele chamava Amigas Testando e era um sucesso! Acabou porque a gente ficou bodeada de escrever somente sobre beleza e talvez essa preguiça ainda persista em mim, por isso que geralmente escrevo sobre um produto, escrevo uma história junto.

Eu uso batom desde uns 13 anos, comecei a usar para não rachar a boca no inverno e nunca parei. Usava só as cores que minha mãe tinha, sempre marrons. E segui assim, lá em 2007 eu entrei na faculdade e estava com dois amigos em uma farmácia. Lá eu vi o batom 1 da Vult, e pensei, nossa será que vai ficar bom em mim?

100% das pessoas que questionei falaram que não.

PS: Se você me acha toda desconstruída e moderna saiba que aos 18 eu era bem trouxa (aos 19,20, 21,22,23,24,25 também) hahahahhahaa

Mas enfim, eu fui lá com meu dinheirinho contado e comprei o bendito, e nunca, nunca mais na vida parei de usar batom vermelho. Moral da história, seja quem você quiser ser, use o que quiser usar, as pessoas sempre vão te julgar.

Hoje nós somos todas maravilhosas então se quiser usar um batom verde neon, pode ficar tranquila que eu tenho certeza que você ficará incrível ❤

O post também é sobre o meu batom preferido do momento, mas o que mais usei na minha vida foi o 330 da Boticário. Acho que foi em 2008/2009 o boom dos blogs e quando trabalhei com as amigas do antigo blog. Esse batom foi uma febre! Ele é parecido, só que na minha humilde opinião, melhor que o Ruby Woo da MAC, que investi muitos dinheiros e nunca consegui usar por ser extremamente seco. Eu fazia estoque do 330, ele é vendido até hoje, antes custava 13 reais e hoje 23. Acho ótimo quem quiser um vermelho matte pode investir nele (e vou comprar novamente porque fui influenciada por mim mesmo). Ele me lembra a época que tive o emprego mais legal da minha vida e quando eu comecei namorar meu marido ❤

Hoje, veja só, eu levo uma necessaire pequena na bolsa, mas normalmente com uns 4 batons dentro. E eu não sou louca, é vontade de ficar variando hahahahhaha dos 4, 3 são vermelhos. Não sou a maior fã da versão líquida, não gosto da sensação na boca, mas esses da RK by Kiss são ótimos, bem leves, hidratantes e duram bem. O mais claro é o My Pre-rog-a-tive e o outro U Make Me Happy.

Eu falei que viajamos por quase 20 dias com uma mala só, né? Eu pensei, não vou ser a louca do batom! E dois um vermelho e um nude.

O vermelho escolhido foi Batom Volumão – Vermelhe da Quem disse, Berenice? (marca que cobri o lançamento para o blog velho e mora no meu coração <3) . Não, eu nem tenho a intenção de ser a Kylie Jenner nessa vida, mas ele promete um aumento do volume dos lábios instantaneamente porque tem ácido hialurônico na sua fórmula. Com o uso contínuo, aumenta a produção de colágeno e elastina, reduzindo visivelmente os vinquinhos, redefinindo o contorno labial e aumentando o volume da boca. Além disso, ele tem efeito semi-mate, alta cobertura, longa duração e FPS 15.

O batom é cremoso, bem fácil de passar e dá um sensação de “frescor” nos lábios por alguns segundos. Parece um mentol, sabe? A cor é maravilhosa e realmente acho que os lábios ficam mais bonitos. Não espere virar a Angelina Jolie, mas para hidratar vale muito. Tem outras cores lindas e a Quem Disse, Berenice? Sempre faz alguma promoção, então vale ficar de olho porque o preço normal dele é salgado. 45 reais. O meu já está no finalzinho e sei que daqui muitos anos quando olhar as fotos da viagem vou lembrar como fui feliz usando ele.

Use o que te faz feliz!

Livros – Gisele e Michelle

Já comentei em algum lugar deste blog que não sou fã de biografias, mas amei o livro da Shonda Rhimes e fui vencida pela curiosidade e recentemente li as biografias da Gisele Bündchen – Aprendizados e da Michelle Obama – Minha História.

Eu não vou comparar os livros. Ambos são obras de mulheres inteligentes, maravilhosas e que merecem ser exaltadas! (aliás essa dica de não comparar e sim enaltecer vale para mulheres reais também!)

Mas vamos as resenhas, li primeiro o da Gise, é assim que ela é chamada pelos mais próximos e é assim que você acaba se sentindo lendo o livro dela. Vale lembrar que ele é daquele gênero auto-biografia-autoajuda que não existe, mas cada vez é mais comum.

Apesar de compartilhar fotos da infância, contar sua história, expor franquezas e dividir relatos e situações familiares, esse não é o ponto central do livro, e sim, o que ela aprendeu com cada fase da vida. Vida, aliás é o nome da cachorrinha dela em que ela dedica um dos capítulos mais emocionantes do livro.


A Gisele nos mostra no livro que ela não chegou onde está por pura sorte, a carreira dela é resultado de muito trabalho, disciplina e sempre sendo uma profissional exemplar. Mas mas no livro ela passa, principalmente a filosofia e seu estilo de vida. Ela tem uma enorme consciência corporal, uma percepção admirável do Universo e da natureza. Sem falar do respeito, na empatia e amor ao próximo que ela nos passa, e que faz que a gente realmente entenda toda a luz que ela emana naturalmente.

Em Aprendizados ainda é possível encontramos as perguntas que a moveram e movem diariamente. E pode acreditar, são perguntas que podemos encaixar na nossa vida. Confesso que lendo o livro também me senti meio mal, tipo ela é a Gisele Bündchen e ainda pilota helicópteros, tem uma rotina perfeita e eu aqui toda malacaba? Enfim, dá para se livrar do sentimento de culpa e incluir diversas coisas da Rotina Gisele, na Rotina Mulher/normal/quetrabalha/estuda/malha/cuidadacasa/ebebevinho. Recomendo por ser uma leitura leve e ainda tentar trazer boas práticas para nossa vida.

Fora ser esposa do Barak Obama, o que você sabe sobre a Michelle? Eu só sabia que era uma mulher linda e simpática. E isso era tudo.

Em 2009 eu estava de férias do estágio, era um dia estranhamente frio pra janeiro e eu estava na sala da casa dos meus pais acompanhando ao vivo a posse do Obama. Minha mãe me questionou porque eu estava assistindo aquilo e lembro de responder “porque é um acontecimento histórico e todo mundo vai se lembrar disso” ela me mandou continuar assistir no quarto e lembro de me emocionar com o discurso do Obama.

Em Minha História, Michelle nos conta os bastidores desse dia e muito mais. Ela nos conta a construção dessa mulher maravilhosa que ela é. Neste livro a gente conhece a Michelle Robinson ainda criança e toda a sua família, a relação próxima com o irmão e com os pais.

O pai dela é encantador mesmo com todas as dificuldades por causa de esclerose múltipla e nos emociona (e MUITO) do começo ao fim. A mãe dela é tão sábia e tão leve ao mesmo tempo, há diversas passagens dela que me marcaram em uma ela diz aos filhos eu não estão criando crianças, e sim, adultos para o mundo. Sempre ouvi isso da minha mãe também e nunca entendi muito bem, mas ao chegar na fase adulta me dei conta. Há pais que criam os filhos apenas para eles, para serem apegados, para nunca cortarem o cordão umbilical e serem as únicas pessoas na vida do filho. Há pais que criam os filhos para serem boas pessoas, bons cidadãos, bons profissionais para, futuramente, terem sua própria família. E essa é a grande diferença de criar filhos para o mundo. Agradeço meus pais e obrigada mãe da Miche.

Conheci também a Michelle estudante de Princeton e Harvard e vi que estudar pode sim, mudar uma vida. É mostrado um preconceito (quase) velado nas universidades mais famosas do mundo e majoritariamente brancas. As amizades em todos os períodos, a dor de perder a melhor amiga, nessa parte chorei também.

Conhecemos a ótima, bem sucedida e não tão feliz advogada, que em verão espera seu estagiário temporário com um nome estranho e uma ótima fama. Eu consegui ver o jovem Barack pelos olhos da Michelle. Tive um vislumbre daquele homem mal vestido, inteligente e com um sorriso charmoso. Nos trechos que eles se apaixonam eu me apaixonei junto. Como não se apaixonar por eles? Inteligentes, promissores e lindos.

Barack ainda era um estudante de Harvard, também era líder de uma comunidade pobre de Chicago e também era um idealizador. Michelle conta que um dia ela acordou no meio da noite e ele estava olhando pro teto e ela questionou o que ele estava pensando, ele respondeu algo como, na desigualdade social. E assim ele era. Miche também dizia que olhava pra ele e pensava, “esse homem nunca será rico“. Sem grandes ambições para o futuro, Obama gastava seu salário inteiro com livros. E como não se apaixonar por eles?

Um namoro à distância, a relação dos dois com a família, um amor crescente. Barack seguia sem acreditar na instituição casamento, por ver a mãe passar por dois casamentos fracassados, Obama nunca teve esse ideal e uma das partes mais cômicas é o pedido de casamento que ele faz à Michelle.

Depois vem a política, um casamento à distância, a dificuldade de engravidar, um abordo espontâneo, a rotina massacrante de ser mãe, trabalhar e estar a maior parte do tempo sozinha.

Do Senado à Presidência, de Chicago até a Casa Branca. Há muitas curiosidades sobre o dia-dia presidencial e todo seu esquema de segurança. A rotina da filhas e toda a responsabilidade de ser a primeira dama dos EUA.

A Michelle me impressionou pela inteligência, pela força e pela sensibilidade. O livro termina com a surreal eleição do Trump e com a sensação que não é só por aqui que as coisas estão difíceis.

Se um dia eu pudesse escolher alguém para ser amiga no mundo, a família Obama estaria no meu Top 3. Apenas leiam esse livro ❤