Visita – Bodega Catena Zapata

Depois de muito trabalho na Bienal do Livro, estou eu aqui para falar de uma das melhores experiências que tive em Mendoza, quiçá na vida!

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E a primeira e mais importante dica que eu posso te dar é: agende a sua visita na Catena com a maior antecedência possível, porque as vagas simplesmente se esgotam e é impossível a visita sem agendamento prévio.

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Entrei em contato com a vinícola pelo e-mail turismo@catenazapata.com três meses antes da viagem e já não havia vagas disponíveis no tour mais básico. Fizemos a degustação Nicolás Catena Zapata que custa 850 pesos por pessoa (!).

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História

Ao chegar, a sede já impressiona, a construção é em formato de pirâmide com uma bela vista da cordilheira. O estilo arquitetônico foi inspirado no Templo de Tikal, da Guatemala.

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Nosso tour começou às 11:30h, ao contrário todas outras visitas que fizemos, na Catena a primeira parte do roteiro é na sala de vídeo. Lá é explicada toda a história da família e da visita, algo bem turístico e sem grande profundidade. Mas entendemos o motivo da Catena é uma das vinícolas mais procuradas de Mendoza e uma das mais conhecidas e premiadas da América do Sul. Icônica pelo seu malbec foi fundada em 1902 quando o  avó de Nicolás plantou as parreiras.

Domingo, pai de Nicolás, e inspirador do vinho D.V Catenao rosto que aparece no rótulo é dele! expandiu o negócio. Em meados de 1990 que Nicolás deu início a sua revolução da vinícola e elevou nível e qualidade do varietal argentino.

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Nossa segunda parada foi na sala das barricas, nosso grupo era pequeno, com brasileiros membros da ABS – Associação Brasileira de Sommeliers  então nessa hora o coração de todo mundo disparou – DEGUSTAÇÃO DIRETO DAS BARRICAS DE CARVALHO! 

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A degustação estava inclusa na visita, mas eu achei que provaríamos apenas um vinho, mas nossa guia, que aliás, era maravilhosa, nos deu a oportunidade de provar três vinhos.

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Mas antes disso, a guia explicou que a vinícola algo bem interessante, a Catena é composta por seis vinhedos em locais e altitudes diferentes: Nicasia, Domingo, Adrianna, Angelica, La Piramide e Angelica Sur, e sabe como isso se traduz nos vinhos? É bem comum nos rótulos da Catena as uvas virem com os nomes dobrados, por exemplo, Malbec – Malbec, quer dizer que é a mesma uva, mas de vinhedos variados, também chamados de vinhos de corte. Como são cultivadas em temperaturas e altitudes diferentes, a mesma uva pode ganhar características próprias, com isso é possível fazer blends com a mesma uva.

Tudo isso, em partes, é obra do famoso enólogo Alejandro Vigil – que também dono da Casa del Enemigo –  um grande estudioso e que busca sempre aprender sobre cada vinhedo,  terroir e cada planta. Alguns o intitulam como “ louco”, assim como nossa guia hahaha, outros como gênio.

Assim que a barrica foi aberta, acredito que todos sentiram a mesma emoção, é uma oportunidade incrível e impagável.

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Começamos com o Adrianna e por ser o primeiro, foi aquela experiência explosiva, muito carvalho, vinho bem encorpado e que apesar de estar bom no olfato, no paladar os anos de envelhecimento ainda faziam falta.

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O Nicasia já nos pareceu mais suave, mas nada como o Nicolas, que não estava previsto no roteiro, mas a guia achou nosso grupo tão bem preparado e decidiu nos presentear. Foi uma grata surpresa, apesar dos três vinhos serem espetaculares, o último era claramente superior, quase redondo, aveludado no paladar e já bem próximo de ser engarrafado. Ficamos encantados com este vinho, que será um belo e icônico exemplar do malbec da Catena.

Prosseguimos com a visita e passamos rapidamente pela adega particular da família, sonho! Também estivemos na sala onde ficam as garrafas que ainda estão envelhecendo e não foram rotuladas.

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Em uma dessas salas fizemos a nossa degustação. Os vinhos eram o Chadonnay Catena Alta 2016, esse 2001 não provamos, só conhecemos,  Catena Zapata Malbec 2013 e o Nicolas 2013.

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Para acompanhar a degustação havia bolachinhas e nozes. Apesar de ser a degustação intermediária, achei tudo bem profissional. Cada um opinou sobre a cor, aroma e paladar. Saímos de lá quase às 15h!

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Para finalizar, se o seu interesse é mais na história ou se você ainda não visitou nenhuma vinícola e não conhece muito sobre o processo de produção, não recomendo a visita na Catena, esses dois tópicos passam praticamente em branco. Mas se você já conhece o suficiente e procura uma experiência inesquecível, eu recomendo exatamente essa degustação que fizemos, valem todos os pesos investidos.

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Ficamos tão apaixonados que trouxemos três garrafas da vinícola, todas compradas em Buenos Aires, o Chadonnay, um D.V e o Nicolas, que foi super difícil de encontrar mesmo lá e está em um local especial da nossa adega.

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